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10/03/2015
A secretária municipal de Educação, Renata Ribeiro Sandoval Ferreira PagottoMudanças iniciadas neste ano letivo nas escolas municipais dividiram alunos de acordo com faixa etária
Desde o início do ano letivo, a rede pública de Ensino Fundamental foi reformulada pela Secretaria Municipal da Educação. A decisão foi tomada no ano passado, após reunião com o Conselho Municipal da Educação, órgão deliberativo das políticas públicas municipais no setor.
Também em 2014, a mudança, que visa reorganizar as salas de Ensino Fundamental do município e separar as escolas em Ensino Fundamental I (de 1º ao 5º ano) e Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano), foi apresentada ao Ministério Público e aos pais dos alunos da rede municipal.
Desde que ocorreu a mudança, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental “Fabiano Alves de Freitas”, “Maria Barbosa”, “Professor Antônio Josino de Andrade” e “Moacir França” passaram a funcionar apenas com o Ensino Fundamental I, ou seja, do 1° ao 5° ano.
Já as Escolas Municipais de Ensino Fundamental “Humberto França” e “Professora Rosa de Lima” estão atendendo apenas alunos do Ensino Fundamental II, do 6° ao 9° ano. A escola “Jardim Guanabara” passou a atender alunos do 1° ao 5° ano pela manhã. e do 6° ao 9° ano no período a tarde.
As EMEFs “Dona Mariana Grelet Seixas”, de Aparecida do Salto, e “Trajano Francisco Borges”, de São Benedito da Cachoeirinha, não sofreram mudanças.
Tempo integral
A escola “Maria Barbosa” passou a funcionar em tempo integral, das 7h às 17h. No período da manhã são ministradas as aulas que constam na matriz curricular, e na tarde são desenvolvidas outras atividades, como capoeira, dança, teatro e leitura.
A decisão, tomada para que as crianças menores deixem de conviver com adolescentes, teve o objetivo evitar situações recorrentes da grande diferença de idade entre os alunos, como assédio e bullying. Outro benefício é que com a reestruturação as salas de aula passaram a ter entre 20 e 25 alunos.
Aceitação
Segundo a secretária municipal de Educação, Renata Ribeiro Sandoval Ferreira Pagotto, desde que ocorreu a implantação, os resultados estão sendo bastante positivos. “Em todas as escolas, a aceitação tem sido excelente, pois os alunos passaram a conviver apenas com crianças de faixas etárias próximas, o que é um ponto muito positivo para seu desenvolvimento. O processo de ensino/aprendizagem também tem fluído melhor, e a educação como um todo tem sido beneficiada com essa mudança”, afirma.
“Os alunos também se sentem mais seguros no ambiente com outras crianças da mesma idade, e isso contribui até para que aprendam melhor”, ressalta Renata.
Mudanças são elogiadas por profissionais da Educação
Em minha opinião, a reestruturação veio suprir a desigualdade em vários sentidos; ela possibilitou a convivência entre crianças da mesma idade; o coordenador mediador possui grande importância nesta reestruturação, pois realizará um trabalho que ligará a escola e os pais. Havia grande preocupação dos pais quanto ao monitoramento dos alunos, os banheiros e demais áreas da escola, mas elas estão sendo fiscalizados constantemente pelo Controlador de Acesso e demais funcionários responsáveis. Possuímos também projetos que são realizados na escola, como o “Mais Educação” e o “Projeto Judô Branco Zanol”.
Finalizo minhas palavras com uma pequena frase de Içami Tiba: “Carinho cabe em qualquer lugar e deve estar presente em toda relação que existe amor. O carinho faz a ordem chegar ao coração”.
Débora Antônio da Costa - diretora da Escola Humberto França
“Acredito que a reestruturação seja benéfica, na medida em que essa divisão entre os alunos do Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II, nos possibilita um melhor tratamento e direcionamento educacional específico para cada idade, além de proporcionar melhor interação entre aos alunos”.
Andréa Duque da Silva Veronez Vitor – professora Ensino Fundamental I
“Com a reestruturação acredito que ficou mais fácil para os professores, que muitas vezes tinham que se deslocar de uma escola para a outra, melhorou também com relação aos recursos como laboratório, por exemplo, que muitas escolas não tinham, e com vários professores da mesma área juntos facilita a comunicação, e desta maneira é possível fazer um trabalho sistematizado que não prejudica os alunos em caso de mudança de escola. As salas não estão superlotadas e nem ociosas, além de evitar muitos transtornos de convívio entre os alunos quando se trabalha com todos na mesma faixa etária”.
Jéssica Bárbara Medeiros Lopes - professora de Ciências
“Acredito que seja válido separar os alunos do Ensino Fundamental I do Ensino Fundamental II, pois desta forma as turmas tornam-se mais homogêneas, o que é necessário, uma vez que os alunos mais novos acabaram de adentrar à vida escolar e requerem um pouco mais de dedicação e atenção dos professores, além da interação com uma mesma linguagem.
Outro ponto vantajoso que podemos observar é a mesclagem entre os professores oriundos de outras escolas, o que possibilita maior troca de experiências. Esta medida auxilia tanto os alunos quanto os professores”.
Diolina Honória Silva Mathias – professora Ensino Fundamental I
“Achei muito positiva a divisão dos alunos do PEB I do PEB II. Com toda certeza a reorganização na rede de ensino trouxe benefícios para ambas as partes, ou seja, aluno e professor. Após a mudança, a atribuição de aula se tornou muito melhor, mais organizada em relação aos anos anteriores”.
Jaqueline Cyrillo Pereira – professora Ensino Fundamental II
“Estou muito feliz por ter a oportunidade de dizer algumas palavras sobre a Reestruturação. Primeiro agradeço a Deus pela oportunidade, e também ao prefeito Walter Gama Terra Jr. e a secretaria da Educação, Renata Ribeiro Sandoval Ferreira Pagotto, por ter sido designada para EMEF Humberto França, pela confiança no meu trabalho. Reestruturação, a princípio gerou certo medo e desconfiança na população, causando preocupação.
A EMEF Humberto França possui 860 alunos nos períodos diurnos (manhã e tarde) e 232 alunos no período noturno (EJA).
“Um dos benefícios dessa reestruturação é o acesso que nós, professores, temos aos materiais didáticos e a todo referencial pedagógico que facilitam o trabalho com os alunos pertinentes a cada idade. É importante também porque as crianças tem a oportunidade de interagir com outras da mesma idade
Priscila de Cursio Rodrigues – professora da Educação Infantil