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14/03/2015

INVESTIGAÇÃO DE POLÍTICOS EM NOVA FASE DA LAVA JATO DEVE DURAR PELO MENOS UM ANO

Somente depois da apuração PGR decide se arquiva ou oferece denúncia contra suspeitos

Na semana passada, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu e o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquérito para investigar 49 pessoas, entre elas 22 deputados e 12 senadores em pleno exercício do mandato, suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Nesta semana, dois governadores — Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro, e Tião Viana, do Acre — e um ex-governador passaram a ser investigados pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e um ex-ministro de Dilma — o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) — se somou à lista do Supremo.

Mas — a três dias de a operação Lava Jato completar um ano na próxima terça-feira (17) — esse é apenas o primeiro passo do processo e a apuração deve durar pelo menos um ano, de acordo com especialistas ouvidos pelo R7. Desde o dia 6 de março, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão autorizados a investigar os políticos que foram citados em depoimentos de delação premiada.

Diligências
Essa é a fase de diligências. É neste momento que a Justiça pede, por exemplo, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos investigados e intima os suspeitos a prestarem depoimento.

Somente depois de toda essa investigação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai analisar o caso de cada suspeito e decidir se pede o arquivamento, por falta de provas, ou se oferece denúncia ao STF, entendendo que o investigado é culpado. Outra opção é pedir novas diligências.

O professor de Processo Penal da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Fernando Castelo Branco, estima que será necessário pelo menos um ano até que essa investigação seja concluída e o processo volte para as mãos de Janot. Segundo ele, o inquérito é complexo, envolve muitas pessoas e será necessária uma ampla investigação.

— É uma coisa complexa, demanda a participação da Polícia Federal, oitiva de pessoas em Estados diferentes da Federação. Essa complexidade torna o trabalho mais demorado. Qualquer forma de previsão é um chute no escuro. Mas, eu tomo pela experiência, que esses inquéritos maiores, vão demorar mais. Sem ser pessimista nem otimista, vai levar pelo menos um ano.




O conselheiro da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) Frederico de Figueiredo, também estima que a fase de diligências deve durar até um ano. Ele lembra que será necessário, por exemplo, apurar tudo o que os delatores disseram, analisar as licitações e as obras indicadas como superfaturadas.

— São muitos assuntos sendo investigados, depende de comprovar o que os delatores disseram. É complicado, envolve superfaturamento de obra, envolve analisar licitações e o universo e depoimentos que precisa ser analisado é amplo, então vai demorar um pouco.



Denúncia

Se daqui a um ano, pela expectativa dos especialista, a PGR concluir que há elementos suficientes para demonstrar a participação de algum investigado nos crimes, será apresentada a denúncia contra eles.

Para isso, o procurador-geral da República precisa indicar claramente quem são os acusados, qual a participação de cada um em cada crime e as provas que sustentam a denúncia. O processo segue para o STF, que deve decidir se acolhe ou não os pedidos de condenação.

Para que os ministros do Supremo tomem essa decisão, as pessoas denunciadas são intimadas a apresentar defesa. Depois, os magistrados avaliam se há elementos suficientes para sustentar a denúncia e instaurar uma ação penal para julgar os envolvidos.

É somente após ser aceita a denúncia que os nomes investigados virão réus. Durante a fase de investigação eles são considerados suspeitos.

Fonte: noticias.r7.com

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