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16/03/2015

AÇÚCAR PODE FAZER TÃO MAL PARA A PRESSÃO QUANTO O SAL

Entenda porque uma fonte de energia também pode ser a causa de vários problemas de saúde nas pessoas

Durante anos, apenas o sal era considerado o grande vilão para quem sofre de pressão alta. Isso porque diversos estudos indicam que o sódio presente no tempero eleva o risco de acidentes vasculares cerebrais em 25% e seria o responsável por 3 milhões de mortes no mundo anualmente.

Mas uma nova pesquisa realizada por cientistas de Nova Iorque e do Kansas, nos Estados Unidos, aponta que o açúcar está mais relacionado ao aumento da pressão do que o sódio.

Em artigo publicado no American Journal of Cardiology, especialistas liderados pelo Dr. James DiNicolantonio argumentam que os níveis elevados de açúcar no sangue afetam uma área-chave do cérebro, chamada hipotálamo, que faz com que a freqüência cardíaca acelere e a pressão suba.

Esse seria apenas mais um dos inúmeros malefícios do açúcar, já comprovadamente responsável por problemas como diabetes, síndrome metabólica (principal causa de obesidade), hiper e hipoglicemia, refluxo, doenças cardíacas e vários tipos de câncer, só para citar alguns.

Confira a seguir o que os estudos mais recentes mostram sobre esse vilão e os 10 principais motivos para consumi-lo na medida adequada
Açúcar faz a pessoa parecer mais velha

Pesquisa desenvolvida pelo Centro Médico da Universidade de Leiden e pela Unilever mostrou, pela primeira vez, que existe relação entre açúcar e envelhecimento. Pessoas com nível mais alto de açúcar no sangue aparentam ser mais velhas.

A proporção, segundo o estudo, é de cinco meses a mais de idade para cada aumento de 1 mmol/litro de açúcar no sangue. Isso porque os açúcares são verdadeiras fábricas de radicais livres. Eles se acumulam lentamente ao longo do tempo, acelerando o processo de envelhecimento celular e, conseqüentemente, o aparecimento de rugas e linhas de expressão.

Ligação direta com doenças degenerativas

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), de São Paulo, divulgou recente pesquisa que aponta que consumir açúcar em excesso é tão prejudicial quanto abusar de bebidas alcoólicas.

De acordo com o estudo, o uso excessivo do produto está diretamente ligado ao surgimento de diversas doenças crônicas e degenerativas, como diabetes, obesidade, esclerose e Alzheimer.

Além disso, a sacarose é um dos grandes responsáveis pela esteatose hepática, doença que geralmente se dá pelo consumo excessivo de álcool.

Acabando com a imunidade

Outro estudo aponta que o açúcar branco pode desativar o sistema imunológico e prejudicar as defesas do organismo contra doenças infecciosas. Isso porque o açúcar pode alterar a capacidade das células brancas do sangue de destruir as bactérias.

Um fato ocorrido nos Estados Unidos evidencia essa questão. Durante uma epidemia de pólio em 1949, na Carolina do Norte, o Dr. Benjamin Sandler promoveu a idéia de que o açúcar era o fator que mais contribuía para se contrair a doença. Com o auxílio de publicidade na emissora de rádio local e nos jornais, ele pediu aos pais que ajudassem os seus filhos a parar de consumir sorvetes, doces, e outros produtos açucarados, principalmente durante o calor.

Felizmente o temor à epidemia fez com que as pessoas dessem ouvidos à advertência, e a incidência de pólio na Carolina do Norte caiu 90% em 1949, em comparação com as regiões vizinhas e outros surtos anteriores.

Fraqueza pode ser por causa do açúcar

Artigo publicado no Better Healht Publishing alerta que açúcares altamente refinados tendem a produzir um aumento muito maior nos níveis de glicose no sangue do que os açúcares transformados ou não refinados.

Por serem muito difíceis para o corpo processar, esgotam suas reservas de nutrientes na medida em que o corpo se esforça para se reequilibrar após a ingestão desses produtos químicos.

Desequilíbrio interno

O açúcar também desorganiza as relações entre os sais minerais no organismo: provoca deficiência de cromo e cobre, além de interferir na absorção de cálcio e magnésio pelo organismo, o que aumenta o risco de osteoporose.

Danos aos dentes

O açúcar é capaz de causar danos devastadores à saúde bucal. Estudos demonstram que níveis de sacarose acima de 28 g por dia podem ser considerados como agentes tóxicos para os dentes. Além disso, é comprovado que o açúcar acidifica a saliva e pode provocar doença periodontal (das gengivas).

Depressão
O açúcar é uma substância estimulante do sistema nervoso e seu consumo em excesso provoca um aumento brusco da glicemia, seguido de sua queda. Essas oscilações de glicemia são acompanhadas de depressão e fadiga, gerando o desejo de consumir mais açúcar.

Isso desgasta o sistema nervoso, o que pode ser agravado por uma deficiência da Vitamina B1, que é protetora do sistema nervoso. Portanto, o vício do açúcar pode estar relacionado com a causa da depressão e a interrupção do seu consumo pode ajudar no tratamento, lembrando que nos primeiros dias de abstinência é normal sentir desconforto devido ao processo de desintoxicação do corpo.

Alguns cânceres podem estar relacionados ao açúcar
Pesquisadores do Huntsman Cancer Institute em Utah descobriram que o açúcar realmente alimenta tumores. Isso porque o excesso de insulina provoca o crescimento tumoral, e as células de muitos tipos de câncer (de mama, ovário, próstata, reto, pâncreas, trato biliar, pulmão, vesícula, estômago etc) dependem de insulina para crescer e se multiplicar.

Quanto mais insulina circular no sangue, mais facilmente o câncer se desenvolve. Em 1923 já era sabido que células cancerígenas necessitam de muito mais glicose para sobreviver do que células normais. Em junho de 2012, foi publicada pesquisa (no artigo Molecular System Biology) demonstrando que a privação de glicose ativaria todo um processo que levaria à morte de células cancerígenas como resultado de uma intrincada acumulação tóxica.

Além disso, segundo os pesquisadores, muitas células pré-cancerosas jamais se transformariam em malignas se não tivessem insulina a seu dispor. Outra pesquisa, realizada por cientistas das universidades de Aberdeen e Edimburgo, que analisou dois mil pacientes na Escócia, revelou que refrigerantes, bolos, biscoitos doces e sobremesas podem aumentar os riscos de câncer de intestino. Além disso, o açúcar destrói as bactérias benéficas do intestino, aumentando a população de parasitas, especialmente o fungo Candida Albicans.

Artrite
O açúcar não é uma das causas da artrite reumatoide, porém, tem papel importante na atividade inflamatória e no ganho de sobrepeso em pessoas com problemas nas articulações.

Quem sofre de artrite reumatoide ou outras doenças reumáticas inflamatórias pode experimentar aumento na intensidade da dor quando consome altas doses de açúcar e ele ainda prolonga o estado inflamatório em doenças autoimunes, prejudicando a regulação da homeostase (equilíbrio interno).

Por isso, é recomendado que pessoas com artrite reumatóide consumam moderadamente o açúcar refinado, buscando alternativas de substituição por açúcares naturais e adoçantes. Outro risco do açúcar na artrite está relacionado com o uso de corticóide. Estudos comprovam que usuários de medicamentos corticóides aumentam a predisposição de desenvolver diabetes permanente.

Miopia: fique de olho
Dados médicos relacionam a produção exagerada de insulina com a desregulação do crescimento dos eixos óticos oculares, causa da miopia. Segundo o pesquisador francês Michel Raymond, especialista em biologia evolutiva, um bom exemplo são os esquimós, que tinham apenas 2% de míopes em sua população. Já entre os que passaram a consumir açúcar, o índice saltou para 60%.

O diabetes e o açúcar
Existe uma grande dúvida entre as pessoas se o fato de ingerir açúcar em excesso causa diabetes. Bem, para começar, é preciso entender o que causa o diabetes.

Sabe-se que o diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença.

A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.

O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao diabetes.

Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente tem risco de desenvolver diabetes.

Resumindo: não é o fato de comer especificamente açúcar que causa diabetes, mas sim o fato de comer em excesso qualquer alimento que acabe fazendo com que o peso da pessoa aumente. E, além do excesso de peso, é preciso juntar outros fatores, como sedentarismo e história familiar para daí sim, ter maior risco de desenvolver diabetes.

Quer evitar o diabetes? Comece combatendo o sedentarismo e equilibrando a sua dieta com alimentos saudáveis. O artigo foi extraído do site

http://www.diabetes.org.br/, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Açúcar dá energia, mas em excesso traz vários prejuízos
A Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou que o consumo diário de açúcar deve diminuir significativamente. Adultos e crianças devem consumir no máximo 50 g por dia ou, idealmente, 25 g por dia, o que significa, aproximadamente, 2 colheres de sopa ou 6 colheres de chá não cheias de açúcar.

Existem vários tipos de açúcar: sacarose, o mais conhecido, e que comumente é utilizado no dia a dia; a frutose, que está nas frutas, e a lactose, que vem do leite. Na recomendação da OMS não se incluem, na conta diária, o açúcar proveniente das frutas nem do leite.

Quando estes açúcares são ingeridos, a digestão os transforma em glicose, que é o principal combustível das células. O cérebro humano, por exemplo, não vive mais de 5 minutos sem glicose. É o seu combustível essencial. Quando falta glicose no sangue, as pessoas apresentam sintomas de hipoglicemia: tremedeira, suor frio, tonturas, enjôo, moleza, sensação de desmaio ou até o desmaio propriamente dito. Recém-nascidos sem glicose podem até ter uma crise convulsiva.

O açúcar, portanto, é essencial à vida. Por isso, vale de novo a pergunta: então por que a OMS nos manda restringir o uso de açúcar a uma quantidade mínima?

Simples assim: porque não é o açúcar que faz mal. É a quantidade que ingerimos que, em excesso, prejudica a saúde. A ingestão média de açúcar dos brasileiros está em torno de 150 g por dia. Isso é muito. O ideal situa-se abaixo de 50 g por dia, ou seja, um terço do consumo médio. Idealmente, deve-se consumir um sexto do consumo diário médio, o equivalente a 25 g.

Na prática
Ao comer um bolo, por exemplo, o açúcar é digerido, transforma-se em glicose que, por sua vez, entra na corrente sanguínea. Só que de nada adianta ficar circulando pelo sangue, ela precisa entrar nas células para agir. Quem “abre as portas” das células para a glicose é a insulina, hormônio liberado pelo pâncreas.

Muita ingestão de glicose resulta em aumento excessivo de peso, o que compromete várias funções do organismo e, mais que isso, faz com que as pessoas passem a desenvolver certa resistência à insulina.

Assim, será necessária cada vez mais insulina para guardar a glicose que continua chegando, conforme consumida. Em algum tempo, a chance de desenvolver diabetes é muito grande. Obesidade e diabetes caminham juntas com várias outras morbidades, como hipertensão e doenças cardiovasculares, que, juntas, deterioram a qualidade de vida de todas as pessoas.

Por isso, a OMS determina a diminuição da ingestão diária de açúcar, para todas as pessoas, desde crianças pequenas.

É fundamental ficar atento, pois o problema não apenas o açúcar consumido, mas o açúcar que não é visto, ou seja, o que está embutido em alimentos como massas, pães, bolachas, bolos, ketchup, refrigerantes e tantos outros.

Diabéticos
É bom lembrar que essa regra não vale para diabéticos, que devem ter restrição em relação à quantidade de açúcar ingerido. Neste caso, é importante a pessoa consultar um médico.

Conheça as variações de açúcares
Apesar de o uso do açúcar refinado ser mais comum, certamente você já topou com os outros tipos de grãos no mercado. Na lista variada, encontramos o açúcar cristal, o de confeiteiro, o mascavo, o light e o orgânico. A diferença entre eles se resume nas etapas do processo de produção,

confira:

Açúcar cristal
Para que o resultado seja este tipo de açúcar, o caldo de cana passa por processos de purificação, evaporação, cristalização, centrifugação e, por último, pela secagem. A partir do açúcar cristal outros tipos de açúcar, como o refinado e o confeiteiro, são obtidos. O açúcar cristal, portanto, passa por menos processos na hora de ser preparado.

Açúcar refinado
Tipo de açúcar conquistado a partir da diluição do açúcar cristal. A calda obtida passa por diversos processos até chegar ao peneiramento. A porção mais fina é separada para a obtenção do açúcar de confeiteiro e, o restante, é o açúcar refinado.

Açúcar de confeiteiro
Após o peneiramento do açúcar para a separação dos grãos que vão dar origem ao açúcar refinado e de confeiteiro, amido é adicionado. A finalidade da junção é evitar a aglomeração dos pequenos cristais, formando assim, o açúcar de confeiteiro.

Açúcar light
Ele é obtido a partir do açúcar refinado, quando o adoçante artificial chamado sucralose. Com o poder de dulçor 600 vezes maior que o da sacarose, o adoçante garante que a ingestão calórica seja menor, quando comparado ao consumo de açúcar refinado.

Açúcar mascavo
Por não passar pelo processo de refinamento, a qualidade nutricional do açúcar mascavo é melhor, em relação ao açúcar refinado. Ele apresenta vitaminas e minerais que não estão presentes na versão refinada.

Açúcar orgânico
O diferencial deste tipo de açúcar é que a cana utilizada em sua fabricação é cultivada sem fertilizantes químicos. Além disso, o açúcar orgânico utiliza processos apoiados na sustentabilidade do meio ambiente, desde o plantio até a etapa final.

Suas características nutricionais se assemelham com as do açúcar mascavo. Portanto, apresenta uma quantidade maior de vitaminas e minerais em relação ao açúcar refinado.

Açúcar refinado ou açúcar mascavo? Trocar o açúcar refinado pelo mascavo é um erro comumente cometido por quem pretende cortar calorias, sem lançar mão dos adoçantes. A tática não funciona, segundo a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida. A quantidade calórica dos dois tipos de açúcar é semelhante. "Enquanto 100 gramas de açúcar refinado apresentam 400 calorias, a mesma quantidade de açúcar mascavo contém 380 calorias", conta. Roberta afirma que, apesar de o açúcar mascavo conter mais nutrientes, a orientação sobre as doses açucaradas inclui todos os tipos de açúcar.

As vitaminas e minerais devem ser obtidos por outras fontes alimentares como, por exemplo, frutas, legumes e verduras. Para fugir do sabor residual deixado pelos adoçantes, o açúcar light é o produto mais indicado.

Doce demais, saúde de menos
O fato de acrescentar muitas calorias à alimentação faz com que o açúcar cause um desequilíbrio na saúde, quando consumido além da conta. O prejuízo mais facilmente notado é o ganho de pe-so. Com os quilos extras, os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumentam, por exemplo. "Além disso, pessoas com tendência a desenvolver diabetes ou que já sofrem com a doença devem evitá-lo", lembra Roberta.

Ela explica que os grãos açucarados aumentam rapidamente a quantidade de glicose no sangue, com a agravante de o pâncreas não produzir (ou produzir em quantidade insuficiente) a insulina, hormônio responsável pela retirada de glicose do sangue. (Diabetes alastra-se entre os mais jovens). Nestes casos, o açúcar deve ser substituído por edulcorantes artificiais, a fim de evitar a ingestão de alimentos que colaboram para o aumento da glicose sanguínea. "Uma alimentação equilibrada, com a distribuição adequada dos grupos alimentares também deve ser seguida", reforça a especialista.

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