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21/03/2015
Data foi instituída em 41 países, em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU)
Neste sábado, 21 de março, o Brasil em mais de 40 países lembram o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, com o objetivo de dar ampla visibilidade aos direitos dessas pessoas; combater o preconceito e dar mais informações a respeito da síndrome.
Embora não exista ainda no país uma estatística específica sobre o número de brasileiros com Síndrome de Down, uma estimativa pode ser feita com base na relação de um para cada 700. No último Censo do IBGE, em 2010, 45 milhões de pessoas disseram possuir alguma deficiência, sendo que 2,6 milhões declararam ter deficiência intelectual.
É importante destacar que a Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa dentro da diversidade humana, e portanto elas têm seus direitos assegurados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil com força constitucional.
Em cumprimento aos preceitos e artigos da Convenção, o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Viver sem Limite, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2011, tem avançado a passos largos para inclusão plena das pessoas com Síndrome de Down e demais deficiências. A elaboração da diretriz terapêutica “Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down”, publicada em 26 de setembro de 2012, foi um marco para a promoção dos direitos dessas pessoas. Como uma das metas do Plano Viver sem Limite, esse documento estabelece parâmetros e orientações à família e às equipes multiprofissionais para o atendimento e cuidado à saúde da pessoa com Síndrome de Down desde seu nascimento e ao longo de toda sua vida.
Ações
Além disso, outras ações do Viver sem Limite beneficiam de maneira direta e indireta as pessoas com Síndrome de Down. São elas: as salas de aula com recursos multifuncionais e a própria concepção de inclusão social das pessoas com deficiência no ensino regular; as vagas do Pronatec; a ampliação do BPC (Benefício de Prestação Continuada); os Centros-Dia de Referência; o crédito facilitado para aquisição de produtos de tecnologia assistiva; atenção odontológica, entre outras.
O Brasil também tem avançado na implementação dos apoios necessários ao pleno e efetivo exercício da capacidade legal por todas as pessoas com deficiência, ao empenhar-se na equiparação de oportunidades para que a deficiência não seja utilizada como impedimento à realização de sonhos, desejos e projetos, valorizando o protagonismo e as escolhas dos brasileiros com e sem deficiência.
As pessoas com Síndrome de Down têm dado lições ao mundo de que os limites e barreiras estão na sociedade. Elas hoje estão nos bancos escolares, em postos de trabalho, nas universidades, são atores, repórteres, vendedores, fotógrafos, dentre tantas outras profissões, ocupando um lugar próprio e digno na sociedade.
Esta data, além de conscientizar, é uma importante forma de homenagear a todos que têm dedicado suas vidas à construção de uma sociedade inclusiva, sem barreiras, discriminação e preconceito.
Data
A data de 21 de março foi escolhida como Dia da Síndrome de Down porque se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão ao fato de que quem tem Síndrome de Down tem 3 cromossomos número 21.
No Brasil estima-se que 300 mil pessoas têm a Síndrome e que destes, 30 mil estejam em São Paulo. A data é comemorada desde 2006 e sua importância está no fato de reconhecer que o indivíduo com Síndrome de Down merece respeito, garantia de direitos e oportunidades de inclusão social.
O que é Síndrome de Down?
A Síndrome de Down é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra, que pode ser total ou parcial. Estima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 700 nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível genético. A idade avançada da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebê com esta síndrome. Ela é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal e aparência facial, como por exemplo: achatamento da parte de trás da cabeça, inclinação das fendas palpebrais, pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos, língua proeminente, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca, mãos e pés pequenos, tônus muscular diminuído (ficam mais molinhos) e apresentam pele na nuca em excesso. Além das características físicas, sabe-se que há uma tendência em demonstrar a afetividade na interação com as famílias e as pessoas com quem convivem.
A conscientização dos pais sobre a estimulação e o papel de facilitadores são fatores ímpares para o desenvolvimento adequado. É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação e saúde são sempre aspectos que influenciarão de modo positivo o desenvolvimento e qualidade de vida da pessoa com Síndrome de Down.