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22/03/2015
Parte dos holofotes sobre Eike Batista foram desviados desde fevereiro para o juiz Flávio Roberto de Souza, que era responsável por julgar os processos nos quais o empresário é acusado por crimes financeiros. Flagrado dirigindo o Porsche apreendido do réu, foi afastado do caso, do cargo e agora responde criminalmente por peculato, subtração de autos, fraude processual e lavagem de dinheiro – confessou pegar cerca de R$ 835 mil dos cofres do Tribunal de Justiça. Em entrevista exclusiva ao G1, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) José Maria Panoeiro, pede cuidado para que o réu não seja visto como vítima do magistrado e diz acreditar que o caso pode sinalizar como o país trata crimes financeiros.
Panoeiro defende a permanência dos processos na Justiça Federal. O procurador diz que concorda com o pedido de apreensão dos bens do empresário e conta que a medida foi motivada por indícios de que ele estaria se desfazendo dos bens para não pagar futuras indenizações.
Eike, que é investigado por manipulação do mercado de capitais e insider trading, que é o uso ilícito de informações que não são de conhecimento público para conseguir lucro. Além disso, há um inquérito em andamento no MPF que investiga lavagem de dinheiro. Nesta quarta-feira (18), teve R$ 1,4 milhão em multas aplicadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Fonte: g1.globo.com