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28/03/2015
Diante da situação da dengue na maior parte do país, especialistas alertam sobre o perigo da automedicação contra os sintomas da doença. Medicamento em excesso ou contra-indicado pode trazer sérios danos à saúde, inclusive a morte.
Diante da prática freqüente da automedicação, o CRF (Conselho Regional de Farmácia) do Estado iniciou uma campanha de esclarecimento aos profissionais para que multipliquem as informações aos doentes.
Em Ribeirão Preto e região, 25 farmacêuticos de quatro cidades foram treinados para, quando o paciente chegar ao balcão, receber informações precisas para combater a doença. “Existe uma grande parcela da população que já teve dengue e a reincidência é muito pior, a suscetibilidade para ter a forma hemorrágica aumenta”, explica Edilaine Moretti, diretora regional do CRF-SP.
Medicamentos de fácil acesso, como o AAS (ácido acetilsalicílico) e o ibuprofeno, aumentam o risco de hemorragias e, em alguns casos, as complicações podem levar à morte. “Quem não tem uma caixa de remédio em casa? O perigo está bem perto”, lembra.
Ela defende a dipirona como o medicamento ideal para combater os sintomas da dengue. “Combate a febre e dor no corpo, mas sem influir nas plaquetas”, explica.
Alternativa
O infectologista Ulysses Strogoff de Matos, além da dipirona, indica o paracetamol para combater os sintomas da dengue. “O paracetamol é tóxico ao fígado em dose excessiva, mas se bem dosado não há problemas, pois há pacientes alérgicos a dipirona”, alerta.
Segundo o médico, é preciso estar atento à dosagem dos medicamentos. “O paracetamol e a dipirona devem ser tomados de seis em seis horas, 500 mg em cada dose, sem ultrapassar 1 grama ao dia. Ao sentir qualquer sintoma, deve-se evitar a automedicação”, destaca.