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11/04/2015
Manifestantes reivindicam o fim da corrupção e reforma política
Manifestantes que participaram dos protestos contra a corrupção e o governo Dilma Rousseff (PT) em Ituverava, realizado em 15 de fevereiro, já se mobilizam para voltar às ruas.
Por meio das redes sociais, estudantes, empresários e algumas autoridades, convocam a população para uma nova manifestação amanhã, domingo, dia 12 de abril. No último manifesto, cerca de 60 pessoas comparecerão ao ato organizado na cidade.
O protesto está marcado para às 14h, com concentração na Praça Dez de Março, onde os manifestantes poderão usar a palavra. Ainda serão distribuídas camisetas aos primeiros que chegarem ao local.
O movimento batizado de “Muda Brasil”, vem mobilizando grande parte da sociedade para cobrar nas ruas o corte com gastos públicos, o fim da corrupção e impunidade, a renúncia da presidente Dilma Rousseff e mais investimentos em setores como Saúde e Educação.
Com mais força
De acordo com o gestor voluntário da Cooperar, Adolfo Medina Bucker, o novo manifesto volta com mais força em decorrência dos últimos acontecimentos. “Neste domingo, dia 12, estaremos todos unidos, em todas as regiões do país, reivindicando e mostrando toda nossa insatisfação e indignação perante o governo de Dilma Rousseff, através dos nossos discursos. Juntos, conseguiremos destituí-la do governo do nosso país. Uma vez que a própria presidente, já vem assinando sua sentença como prova os últimos acontecimentos, quando designou a Michel Temer, total autonomia na articulação política do governo”, declara Medina.
Adolfo ainda citou a insatisfação de alguns grupos que apoiam a presidente. “O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que no último mês declarou que o governo até agora se manteve inerte, não cumprindo as promessas feitas na campanha, causando estupefação entre os movimentos sociais que apoiaram a reeleição, como um ponto a favor a deposição da presidente.
A cada dia mais pessoas tem tomado consciência da real situação do governo federal. Nesta semana assistimos atos que foram realizados no país por grupos que são a favor do governo de Dilma, como o MST e outros, contra o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no mercado de trabalho. Diante disso, minha expectativa é que consigamos mobilizar a população e dobrar o número de pessoas presentes no último manifesto, para que juntos possamos mandar a presidente e o Lula para junto de Fidel Castro (risos)”, conclui.
Capital Paulista
Em São Paulo está prevista a interdição da Avenida Paulista, do meio-dia às 19h, entre a Praça do Ciclista, próximo à Consolação, até a Praça Oswaldo Cruz, no Paraíso. O encerramento está previsto para as 19h, conforme acordo dos organizadores com a PM.
De manhã, das 9h às 11h, equipes da PM inspecionarão os veículos – carros e caminhões de som – que participarão do protesto. A inspeção será feita na Praça Chales Müller, no Pacaembu. O objetivo é verificar estão em condições de segurança.
Segundo a Polícia Militar, a expectativa é um protesto ordeiro, pacífico, bastante organizado e com regras bem definidas – por exemplo, a de não se ocupar o vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para evitar qualquer tipo de dano estrutural ao prédio que é patrimônio cultural do Estado, e com número de pessoas semelhante à de um milhão, igual ao dia 15 de março.