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12/04/2015

GORDURA NO FÍGADO PODE EVOLUIR PARA PROBLEMAS GRAVES DE SAÚDE

Entenda as causas de esteatose hepática e como reverter o problema

A Esteatose Hepática, conhecida popularmente como “gordura no fígado”, infiltração gordurosa ou doença gordurosa do fígado, se apresenta como um distúrbio caracterizado pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado, uma glândula situada do lado direito do abdômen por onde circula grande quantidade de sangue. De coloração marrom-avermelhada, o fígado exerce mais de 500 funções fundamentais para o organismo.

O aumento de gordura dentro dos hepatócitos, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como adquire um aspecto amarelado.

Esteatose hepática pode manifestar-se ainda na infância e atinge mais as mulheres. Estima-se que 30% da população apresentem o problema e que em aproximadamente metade dos portadores possa evoluir para formas mais graves da doença.



Causas


As esteatoses hepáticas podem se classificadas em alcoólicas (provocadas pelo consumo excessivo de álcool) e não alcoólicas (quando não existe histórico de ingestão de álcool significativo).

A esteatose hepática não alcoólica pode ser causada por hepatites virais, diabetes, resistência à insulina, sobrepeso ou obesidade, níveis elevados de colesterol ou triglicérides e drogas como corticoides, estrogênio, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno. Há evidências de que a síndrome metabólica (pressão alta, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e triglicérides) e a obesidade abdominal estão diretamente associadas ao excesso de células gordurosas no fígado.

E existem também as causas relacionadas a algumas cirurgias para obesidade, desnutrição ou rápida perda de peso - esses por levarem a um estresse metabólico com acúmulo de gordura no fígado.

Estudos apontam o distúrbio atinge cerca de 30% da população geral e cerca de 60% das pessoas obesas. Mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos, e quanto maior o sobrepeso, maior o risco.

Num número bem menor de casos, pessoas magras, abstêmias, sem alterações de colesterol e glicemia, também podem desenvolver quadros de esteatose hepática gordurosa.



Sintomas de uma doença sileciosa


Geralmente tanto a esteatose como a esteato-hepatite não tem sintomas, e com freqüência são descobertas por ultrassonografia abdominal de rotina, ou na investigação de alteração de exames laboratoriais relativos ao fígado. O médico pode suspeitar de esteatose hepática pela história clínica, exame físico do paciente, com detecção do fígado aumentado, ou por aumento da circunferência abdominal pelo acúmulo de gordura.

Logo, nos quadros leves de esteatose hepática, a doença é assintomática. Os sintomas aparecem quando surgem as complicações da doença. Num primeiro momento, as queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

Já nos estágios mais avançados do distúrbio, caracterizados por inflamação e fibrose que resultam em insuficiência hepática, os sintomas mais frequentes são ascite (acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal), encefalopatia e confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia.

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