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18/04/2015
Em Ituverava, a prática é bastante difundida pela Competir Sport & Fitness
Anatação é, inegavelmente, o esporte mais indicado para crianças, sobretudo em seus primeiros anos de vida, ainda quando bebês. Isso porque esta atividade física gera inúmeros benefícios, desde físico até ao desenvolvimento intelectual.
Em Ituverava, a prática é bastante difundida pela Competir Sport & Fitness, que tem como diretora a educadora física e empresária, Letícia Lacerda Cavalcanti Viana. Segundo ela, há evidências cada vez mais fortes de que os benefícios da prática precoce da natação são observados anos mais tarde, inclusive no desenvolvimento psicomotor ou motricidade.
“Os bebês que praticam natação têm a musculatura dorsal – aquela que firma a cabeça e facilita o engatinhar -, além de outros grupos musculares, estimulados, o que facilita na recuperação de problemas respiratórios, bem como a capacitação da respiração em geral, eliminando secreções que podem causar obstrução do ar”, explica.
No que se refere à idade adequada para iniciar as aulas, não há um consenso. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é a partir dos 6 meses. “É uma questão de amadurecimento neurológico e motor. Nessa fase, os bebês já sustentam bem a cabeça, viram sobre si mesmos e têm firmeza para se equilibrar sentados, habilidades motoras necessárias para o bom desempenho em meio líquido”, explica o pediatra Abelardo Bastos, do Comitê de Saúde Escolar da SBP do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, provavelmente estarão imunizados contra alguns agentes. Porém a Academia Americana de pediatria, recomenda iniciar a natação acima de um ano, isso depois de rever sua posição de indicar apenas para crianças com mais de 4 anos, mantida até dois anos atrás. “Como não há concordância mundial, os pais junto ao pediatra, devem decidir. As crianças não estão prontas para a natação até que eles estejam”, diz o médico Esteve Graves.
Já segundo Letícia, o comportamento dos bebês em relação à água depende da ansiedade dos pais. “Pais tranqüilos e motivadores, resultam em filhos tranqüilos e motivados”, afirma.
O mais comum é que crianças a partir dos 5 meses de idade participem de uma preparação, onde são posicionados sentados; crianças dos 6 aos 9 meses são preparadas a deixar a posição sentado e assumir a posição em pé, e dos 10 ao 15 meses iniciar o período de jogos e fixação da postura em pé, com mais equilíbrio e independência.
“Cada uma dessas fases, corresponde a uma variedade de movimentos, que por serem na água, independem de saber andar, falar ou não, pois são usadas técnicas lúdicas, com músicas associadas aos movimentos executados”, destaca professora.
Medo
Um dos maiores empecilhos para a aprendizagem do esporte está relacionado ao medo e suas origens – muitas vezes familiar-, do que necessariamente com a água.
O bebê já é adaptado ao meio líquido desde a gestação e é capaz de executar diversos movimentos natatórios, demonstrando uma série de reflexos, comuns na primeira fase da infância.
As crianças até um ano e meio, desconhecem o significado da palavra perigo e o que ela implica. Medo para elas está relacionado apenas à perda de pessoas que amam.
Tendo a figura dos pais como exemplo, os bebês acabam se tornando um reflexo do equilíbrio emocional de seus progenitores.
Ansiedade
A ansiedade muitas vezes assume o papel de vilã da situação, fazendo com que muitos pais transfiram impressões equivocadas aos seus filhos, como associar a água ao perigo e à morte, sendo muito comum em pessoas que não sabem nadar. O que também interfere no desenvolvimento da criança em relação ao andar e engatinhar.
“A questão é simples, o perigo vem da imprudência ou por não saber o que fazer de forma correta. Qualquer criança pode aprender a nadar antes de andar, isto é o maior seguro de vida. Toda criança tem atração natural pela água, pois remete a vida intra-uterina”, destaca Letícia.
Segundo ela, com confiança, amor, dedicação, persistência e paciência, o aprendizado flui com total segurança, o que se torna complexo uma vez que o medo já foi instalado.
“Para tanto, é feita uma preparação para iniciar as aulas com os bebês, para gerar confiança aos pais, e também facilitar a adaptação dos pequenos, uma vez que entre a mãe e a professora, eles certamente optarão por permanecer no colo dos pais ou responsáveis naquele momento. Hoje, bons profissionais se utilizam de planos de aula com estratégia, materiais didáticos e lúdicos para tornar a aula mais atrativa e segura para os bebês”, ressalta a proprietária da Competir.
Cuidados ao matricular seu filho
O ideal, antes de matricular o filho na natação, é que os pais visitem várias escolas para checar se têm boas condições de higiene, se não há correntes de vento onde a piscina foi instalada e se o vestiário oferece estrutura para receber bebês (por exemplo, se dispõe de trocadores). “Antes de iniciar as aulas dos filhos, não busque se informar apenas sobre os preços. Faça uma checagem geral, sobre quem vai atendê-los, a qualidade do tratamento da água da piscina, número de crianças por aula, higiene do local, e se possível procure assistir a uma aula antes de matricular”, indica Letícia.
Tempo de aula
Bebês se cansam facilmente, portanto, o tempo ideal de cada aula é entre 20 e 30 minutos. Quando eles alcançam um ano, ou um ano e meio, as aulas costumam durar até 45 minutos.
“Prefira piscina com água salinizada ou ionizada, pois reduz as chances de alergias. Quando a água é tratada com ozônio, o bebê pode, inclusive, mergulhar de olhos abertos, pois não sentirá os olhos arderem.
A temperatura da água deve girar entre 28 ºC e 32 ºC e o pH, entre 7,2 e 7,8 (básico). Verifique também se os professores são habilitados para ministrar aulas para as crianças”, destaca.
“Gostaria de enfatizar que na Competir Sport e Fitness é utilizado um aparelho que funciona como um redutor, eliminando resíduos químicos presentes na água. Desta forma, a água não causa alergia e não há contraindicação para crianças que sofram de problemas respiratórios, como bronquite, rinite e sinusite”, enfatiza.
“Não hesite, o melhor seguro de vida para uma criança é aprender a nadar. Hoje existe água em quase todos os locais públicos. E como dizia o filósofo grego Platão: Nenhum ser humano pode se considerar totalmente educado para a vida, se não souber nadar”, conclui a empresária.