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01/05/2015

HOMENS BRASILEIROS AINDA SUBESTIMAM OSTEOPOROSE

Segundo pesquisa da IOF, 89% dos adultos brasileiros do sexo masculino não estão cientes dos perigos da doença

Resultados de pesquisa inédita, publicada pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), revelam que 89% dos adultos brasileiros não estão cientes de quão comuns são as fraturas causadas pela osteoporose em homens mais velhos. Mesmo que um em cada cinco homens com mais de 50 anos de idade seja afetados, os dados confirmam que, apesar de comum e debilitante, a osteoporose ainda é um problema de saúde subestimado e negligenciado.

A pesquisa foi realizada em homens e mulheres de 12 países, e demonstrou que a falta de conhecimento é universal e independente do gênero ou da geografia. A osteoporose é uma doença que torna os ossos fracos e propensos a quebrar com facilidade, e por ser mais comum em mulheres na pós-menopausa, o público em geral, e até mesmo os médicos, muitas vezes não percebem que a osteoporose também é um problema de saúde sério para os homens mais velhos.

Devido ao envelhecimento da população, a expectativa é que o número total anual de fraturas de quadril aumente acerca de 32% – de 121 mil em 2010 para 160 mil em 2050. Estes tipos de fraturas são os mais devastadores e com maior risco de vida em idosos – especialmente em homens que sofrem mais em termos de morbidade e mortalidade.

A pesquisa mostrou que no Brasil 89% dos entrevistados, e 90% de todos os participantes do sexo masculino com mais de 50 anos, subestimaram o risco de um homem sofrer uma fratura ou disseram que não sabiam quase nada sobre este assunto. Isso indica que milhões de homens no Brasil, assim como em outras partes do mundo, continuam a ignorar a vulnerabilidade a que estão sujeitos, com risco fraturas, dor, perda de mobilidade e morte prematura.

Também revelou que os médicos não estão abordando a saúde óssea de seus pacientes do sexo masculino durante a consulta de rotina. Cinqüenta e quatro por cento dos homens brasileiros com mais de 50 anos disseram que nunca tiveram qualquer tipo de avaliação da saúde óssea durante uma visita de rotina ao médico. Eles relataram não haver sido questionado sobre sua saúde óssea ou discutido sobre os fatores de risco para a osteoporose. Também não foram questionados sobre o acontecimento de fraturas anteriores ou receberam indicação para realização de teste para avaliar a densidade mineral óssea. Entre as mulheres com mais de 50 anos essa taxa cai para 24%. Os homens são, portanto, 30% menos propensos a ter qualquer tipo de avaliação da saúde óssea em comparação com as mulheres da mesma faixa etária.




IOF



A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) é a maior organização não governamental do mundo dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento da osteoporose e doenças osteomusculares relacionadas. Os membros da IOF, incluindo mais de 200 sociedades de pacientes, médicos e de pesquisa, trabalham em conjunto para tornar a saúde dos ossos, das articulações e dos músculos uma prioridade de saúde a nível mundial.




Tratamento



Se o diagnóstico apontou que o paciente tem osteoporose, ou seja, a sua perda de massa óssea supera os 25% de uma pessoa normal, o tratamento começa imediatamente.


Alimentação rica em cálcio e vitamina D associada a exercícios físicos e medicamentos. O mais importante é o acompanhamento médico.


O objetivo principal é a redução do número de fraturas, porque a doença deixa o osso frágil. De um lado é preciso melhorar a qualidade da massa óssea e de outro diminuir o risco de quedas.




Análise



O presidente da IOF, John Kanis, afirma que “os resultados deste estudo internacional são preocupantes, pois revelam que os médicos também estão negligenciando a saúde óssea dos homens mais velhos, apesar de as fraturas osteoporóticas em homens com mais de 50 anos de idade ser mais comuns que o câncer de próstata. Sabemos também que, após de uma fratura de quadril, os homens têm duas vezes mais probabilidade de morrer em comparação com as mulheres, com taxas de mortalidade de até 37% no primeiro ano após a fratura”.

Osteoporose, segundo o reumatologista Hamid Alexandre Cecin, tem que ter sinais e sintomas, ou seja, quadro clínico definido. “Dor na coluna vertebral, mesmo em pessoas com osteoporose, não significa que esta doença seja a causa. Existem muitas outras, principalmente aquelas decorrentes de alterações mecânico-degenerativas, como discopatias degenerativas crônicas e de outras condições patológicas. Neste aspecto, convém lembrar que tais condições patológicas, mais de 150, fazem do diagnóstico das doenças de coluna vertebral uma das ‘caixas pretas’ da Medicina”, explica Cecin.

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