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GERAL

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03/05/2015

AUMENTO NAS CONTAS LEVA BRASILEIRO A ECONOMIZAR

Reajustes na energia elétrica, gasolina e gás de cozinha começam a pesar no bolso do consumidor, e acelera a inflação

Já faz mais de um mês que quem precisa comprar gasolina ou gás de cozinha passou a sentir um aumento significativo no bolso. Neste ano também já está mais cara a conta de luz, que também atinge diretamente o bolso do consumidor, gerando elevação do custo de vida e insatisfação generalizada da população.

Mal foram colocados em prática, e os novos reajustes já têm gerado uma retração do consumo das famílias. Eles afetaram substancialmente a inflação do mês de março, já que aconteceram de forma generalizada.



O grande problema é que estes aumentos refletem em outros. O aumento da energia, por exemplo, prejudica o agronegócio, enquanto o preço da gasolina interfere, principalmente, no valor dos alimentos, por conta do frete. O gás também influi no orçamento do consumidor, o que comprime o poder de compra do consumidor, já que os preços aumentam e o seu salário não.





Medicamentos




Depois da gasolina e da energia elétrica, os remédios também ficaram mais caros. O aumento chega a 7,7% é válido para cerca de 9 mil medicamentos. Os ajustes foram autorizados em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos.



O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera); amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias). No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico). No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (psoríase).



A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamento, com mais ou menos participação no mercado farmacêutico. O reajuste segue a lógica de que nas categorias com mais ou menos remédios a concorrência é maior e, portanto, o reajuste autorizado pode ser maior.



O ajuste de preços considera a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.





Pães




Depois de sofrer um aumento no final de fevereiro, um dos principais itens do café da manhã do brasileiro foi reajustado novamente. Além da alta do dólar, que ultrapassa os R$ 3, o preço do pão francês também sofre influências do aumento do preço da energia elétrica e do óleo diesel.



Para alguns proprietários de panificadoras ainda não é hora de promover mais uma mudança no valor do quilo do pão, e preferem aguardar a reação no cenário econômico.

A alta variou entre 8% e 12% nos comércios, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).





Economia




Diante de todas essas contas pesando no bolso do brasileiro, a solução passou a ser economizar de todas as formas possíveis. No caso dos itens que tiveram aumento - como a gasolina e a energia elétrica - o indicado é evitar ao máximo o uso. Outra iniciativa comum entre os consumidores é eliminar gastos supérfluos.









Confira as respostas:

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