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06/05/2015

ÔNIBUS É INCENDIADO APÓS HOMICÍDIO NA ZONA NORTE DE RIBEIRÃO PRETO, SP

Um ônibus de transporte coletivo foi incendidado na noite de terça-feira (5), na Vila Albertina, zona norte de Ribeirão Preto (SP). A polícia suspeita que o ataque tenha relação com a execução de um homem de 30 anos, no bairro Simioni, na segunda-feira (4). Após o homicídio, um susposto toque de recolher causou pânico nos moradores e estabelecimentos comerciais e escolas ficaram fechados.

O ônibus foi incendiado por volta das 22h, no cruzamento das ruas Espírito Santo e Avanhandava. De acordo com o motorista, que não quis ser identificado, não havia nenhum passageiro no ônibus. Seis adolescentes teriam entrado e obrigado ele a descer. Em seguida, despejaram gasolina e colocaram fogo no veículo.

Imagens gravadas por um morador mostram a proporção do incêndio, que deixou o ônibus destruído. As chamas atingiram a rede de energia elétrica, fachadas de imóveis e árvores. Duas casas ficaram sem energia e um idoso teve que ser retirado pelos familiares.



"A preocupação maior foi com meu pai, porque ele é acamado, é cadeirante há dez anos. Estávamos todos dentro de casa na hora do incêndio. Ficamos assustados, mas não aconteceu nada com ele", disse a auxiliar administrativa Alessandra Fernandes.

Por causa do ataque, empresas do transporte coletivo recolheram os ônibus durante a madrugada.

A polícia suspeita que o incêndio seja uma reataliação à morte de um homem na noite de segunda-feira, no bairro Simioni, também na zona norte. A vítima, de 30 anos, foi morta em um bar com nove tiros. Durante a manhã de terça-feira (5), comerciantes fecharam as portas numa das avenidas mais movimentadas do bairro.

`Toque de recolher´

O suposto toque de recolher fez com que alunos de universidades fossem liberados das aulas mais cedo na noite de terça. Estudante de direito na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), na zona leste, Pedro Silveira disse que os estudantes foram orientados pelos próprios professores a deixar o campus.

"Por mais que possa parecer um boato, o pessoal estava meio com o pé atrás, e por isso mesmo dispensaram a gente. Desde as 21h o pessoal começou a se dispersar", afirmou.

Os estudantes da Faculdade Anhanguera, na zona norte da cidade, também deixaram as salas de aula com medo de algum ataque na região. "Estava na aula quando de repente a notícia de que ia ter um ataque se espalhou pela sala. Todo mundo ficou com medo. A gente fica preocupada, porque foi aqui perto que aconteceu [o homicídio]. Não sei se irei à aula nesta quarta [6]", disse a estudante de administração Lais Taroso.

Sem ônibus

A suspensão da circulação dos ônibus na noite de terça pegou de surpresa a auxiliar de serviços gerais Rosicler Paula dos Santos, que esperava pelo transporte coletivo no terminal rodoviário da Avenida Jerônimo Gonçalves.

"Falei com minha filha por telefone mais cedo e ela disse que estava correndo tudo normal. Mas aí o fiscal dos ônibus chegou e disse que estavam recolhendo todos os carros. Moro no Parque dos Servidores e só estou com o vale transporte. Agora é ir embora a pé", disse.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Consórcio Pró Urbano, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: g1.globo.com

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