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09/05/2015
Considerada uma das maiores invenções da humanidade, a rede facilitou a vida do homem em muitos aspectos
Se você nasceu depois de 1994, acredite: houve uma época em que não havia internet. Ou melhor, a internet até existia, mas o acesso a ela era restrito a militares e pesquisadores. No início, a rede mundial de computadores servia basicamente para troca de emails, já que as páginas da web ainda não tinham sido inventadas. Ou seja, não havia sites de informação, Facebook e muito menos WhatsApp.
Hoje a internet atingiu proporções tão significativas que estar conectado, segundo a ONU, é um direito do ser humano. Há 20 anos, quando poucos tinham esse privilégio, o Brasil e o mundo assistiam o início de uma invenção que mudou o mundo.
O acesso comercial à rede (antes reservada a computadores de universidades em diversos países) foi o que permitiu o surgimento de enciclopédias abertas, ferramentas de comunicação em diferentes formatos, publicação de notícias e do comércio eletrônico.
No início, a internet era uma rede que ligava universidades ao redor do mundo. O Brasil, por exemplo, se conectava a outros países através de redes que partiam da Fapesp, do Laboratório Nacional de Computação Científica, no Rio, e da UFRJ.
Primeira grande experiência
Foi na Conferência Rio-92, que o país teve sua primeira grande experiência online, conectando-se às redes acadêmicas dos EUA.
Nessas redes, surgiram então os chamados BBS, uma forma rudimentar anterior à web (www) que permitia troca de arquivos e comunicação via correio eletrônico (o bom e velho e-mail).
No Brasil, dois empresários se destacaram no comando deste serviço, Paulo César Breim e Aleksandar Mandic.
Foi em 1994 que uma comitiva, com o então superintendente da área de informática da Fapesp, Demi Getschko, negociou os primeiros blocos de IP para o Brasil, que já tinha conquistado antes o domínio .br.
No ano seguinte, provedores passariam a oferecer, finalmente, o acesso à ponta final. Bancos (Bradesco, Unibanco, Itaú, Credicard, o antigo Banespa), sites de notícias, empresas e organizações (como Itautec, IBM, Tectoy, Chevrolet e Philco) garantiram seu espaço na rede e registraram os primeiros domínios brasileiros.
Em janeiro de 1996, a equipe do recém-nascido Comitê Gestor da Internet registrava 851 domínios. Hoje o número já ultrapassa 3,6 milhões.