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21/06/2015
Portador de herpes-zóster: muitas vezes a doença atinge as costas Embora não ofereça risco de morte, a doença pode proporcionar diversas conseqüências, como intensa dor
Desde o dia 4 deste mês, este sendo divulgada a campanha da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) sobre a herpes-zóster, que está estampada em sites e meios de comunicação, como a televisão, onde tem sido exibido em diversos canais um comercial sobre o assunto.
Herpes-zóster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. Ela pode acometer qualquer parte do corpo, mas é mais freqüente no tronco e no rosto, evidenciando-se como uma faixa de vesículas em apenas um dos lados do corpo.
É causado pelo vírus varicela-zoster – o mesmo agente da catapora – e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes-zóster.
Embora não seja uma condição de risco de vida, o herpes-zóster pode ser muito doloroso. Vacinas podem diminuir as chances de se contrair a doença, enquanto o tratamento precoce reduz a chance de complicações.
Os principais sintomas são formigamento, febre baixa no primeiro dia e lesões vermelhas que doem e coçam, bem parecidas com picadas de inseto ou alergia. Por fim, surgem bolhas com água (onde contém o vírus). Para quem tem uma boa saúde, em sete dias todas as lesões terão criado crosta e a doença terá chegado ao fim.
Saiba mais sobre a Herpes-zóster
A herpes-zóster pode ser transmitida através do contato. Por isso, é importante separar as toalhas e os objetos pessoais que entram em contato com a lesão, que deverá ser limpa com água boricada e coberta para impedir que bactérias causem infecção.
Esta doença pode acometer pessoas de qualquer idade, mas é mais perigosa quando acontece com quem possui mais de 50 anos, por causa do sistema imunológico que é mais devagar.
A herpes-zóster costuma curar por si mesma, mas isso depende do sistema imunológico da pessoa. Por isso, é importante buscar ajuda médica assim que os primeiros sintomas surgirem.
Caso o tratamento não seja realizado, a herpes-zóster pode piorar e gerar dificuldade na execução de atividades do cotidiano, como movimentar os braços. Em casos mais graves, quando ataca a região dos olhos, pode causar cegueira.
Causas
Qualquer pessoa que teve catapora em algum momento da vida pode desenvolver herpes-zóster. Depois de se recuperar da catapora, o vírus fica alojado em gânglios próximos ao sistema nervoso e permanece latente por anos.
Eventualmente pode reativar e “viajar” ao longo das vias nervosas para a pele – produzindo as erupções.
A razão para o herpes-zóster ocorrer não é clara. Pode ser que ele aconteça devido à baixa imunidade, uma vez que ele é mais comum em idosos e pessoas com sistemas imunológicos debilitados.
O vírus que causa a varicela e o herpes-zóster não é o mesmo vírus responsável pelo herpes labial ou genital. São vírus de famílias diferentes, tendo em comum apenas o nome herpes.
Contágio
Ainda que raro, uma pessoa com herpes-zóster pode transmitir o vírus varicela-zoster para quem não está imune à catapora. Isso ocorre por meio do contato direto com as lesões da pele. Uma vez infectada, a pessoa poderá desenvolver catapora, correndo o risco de desenvolver herpes-zóster no futuro.
A varicela pode ser grave para alguns grupos de pessoas. Até a regressão das lesões da pele deve-se evitar o contato físico com qualquer um que tenha um sistema imunológico debilitado e recém-nascidos, principalmente prematuros.
Fatores de risco
Quem já teve varicela pode desenvolver herpes-zóster. Os fatores que podem aumentar o risco da doença são: idade, sendo quanto maior a idade maior é o risco; doenças que debilitam o sistema imunológico, tais como HIV/AIDS e câncer; tratamentos para câncer; e medicamentos contínuos que reduzem a imunidade.
Sintomas
O herpes-zóster pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas geralmente acomete apenas um lado do corpo - esquerdo ou direito. É comum a erupção começar no meio das costas em direção ao peito, mas também pode aparecer no rosto em torno de um olho. É possível ter mais de uma área de erupção no corpo.
Atitudes que facilitam a consulta médica
Uma descrição detalhada dos sintomas
Histórico de doenças que já teve
Histórico familiar de doenças
Todos os medicamentos e suplementos que toma
Tratamento
Não há cura para o herpes-zóster, mas o tratamento pode reduzir a duração da doença e prevenir complicações.
Tão logo o diagnóstico seja feito, o médico poderá iniciar o tratamento com medicamentos antivirais. Se o tratamento for iniciado imediatamente após o início dos sintomas (lesões), as chances de sofrer complicações são menores.
Tratamentos mais comuns
Medicamentos antivirais, para reduzir a dor e a duração das lesões
Prevenção das infecções secundárias das lesões da pele
Banhos frios ou frescos e fazer compressas úmidas na região das lesões podem ajudar a aliviar a coceira e dor
Se a dor persistir por mais de um mês após o desaparecimento das lesões, o médico pode diagnosticar a neuralgia pós-herpética, a complicação mais comum do herpes-zóster. Nesse caso alguns tratamentos específicos, dependendo da gravidade do caso, podem ser prescritos pelo médico, com a finalidade de minimizar os sintomas.
Complicações possíveis
Neuralgia pósherpética
Problemas neurológicos, dependendo de quais nervos são afetados
Infecções de pele
Raramente há uma disseminação do herpes-zóster, mas pode ocorrer
Herpes-zóster oftálmico: erupção na testa, bochecha, nariz e ao redor de um dos olhos, que pode ameaçar sua visão.
Prevenção
A única maneira de prevenir o herpes-zóster é a vacinação. A vacina contra o herpes-zóster está liberada para pessoas com 50 anos ou mais e é administrada em dose única, via subcutânea. A vacinação é recomendada para pessoas com mais de 60 anos de idade.
Doença se desenvolve em 3 etapas diferentes
O herpes-zóster se desenvolve em fases. A primeira é o período de incubação, que é anterior às erupções. Nesta fase, os sintomas são dor, ardor e sensação de cócegas e/ou formigamento na área em torno dos nervos afetados, calafrios e distúrbio gastrointestinal.
Esses sinais podem aparecer alguns dias antes de uma erupção acontecer. O desconforto geralmente ocorre no peito ou nas costas, mas pode afetar barriga, cabeça, face, pescoço, braço ou perna. Os calafrios e dor de estômago, com ou sem diarréia, aparecem poucos dias antes das erupções e podem persistir durante o período das lesões da pele.
Fase ativa
Na fase ativa, a erupção aparece. O fluído dentro das vesículas é claro no início, mas pode tornar-se turvo após três ou quatro dias. Algumas pessoas podem ter uma erupção mais suave, quase imperceptível. As erupções podem ocorrer na testa, bochecha, nariz ou em torno de um dos olhos (chamado também de herpes-zóster oftálmico).
A erupção cura em cerca de duas a quatro semanas, embora algumas cicatrizes possam permanecer.
Fase crônica
Já a fase neuralgia pós-herpética é a complicação mais comum do herpes-zóster (10 a 15% das pessoas que tiveram herpes-zóster vão desenvolver a neurite pós-herpética). Tem a duração de pelo menos 30 dias e pode continuar por meses ou anos. Os sintomas são: queimação e pontadas na área onde ocorreram as erupções; dor persistente no local, que pode durar anos; e extrema sensibilidade ao toque. A dor afeta mais comumente a testa ou o peito, afetando as atividades diárias, como comer, dormir e trabalhar, além de também poder levar à depressão.
O herpes-zóster pode ser confundido com outras doenças que causam sintomas semelhantes. A dor da neurite pós-herpética pode ser confundida com uma apendicite, um ataque cardíaco, úlceras, ou enxaqueca, dependendo da sua localização.
Buscando ajuda médica
É importante procurar um médico sempre que se suspeitar de herpes-zóster, mas especialmente: se a dor e a erupção cutânea forem perto de um olho; se a pessoa tiver 60 anos ou mais, o que aumenta o risco de complicações; se ela ou alguém da sua família tem um sistema imunitário enfraquecido; e se a erupção é generalizada e dolorosa.
Na consulta médica
Algumas pessoas têm sintomas leves de herpes-zóster e acabam não procurando tratamento médico. Por outro lado, os sintomas podem ser severos podendo levar à procura de serviços de pronto atendimento.