Clique aqui para ver a previsão completa da semana
21/06/2015
São vários os golpes aplicados por estelionatários, e as pessoas têm de se protegeremBoa parte das vítimas nem mesmo sabe que foram prejudicados por estelionatários, mas tem como se proteger
Os consumidores que perdem documentos, cartões de crédito ou cheques, ou são vítimas de roubo ou furto, têm como opção diversos serviços de proteção e alerta para proteger seus dados.
Empresas como Boa Vista SCPC e Serasa fazem consultas e acompanhamento do CPF, de forma gratuita. Quem está interessado em proteger os dados por mais tempo ou, até mesmo, permanentemente, pode contratar um pacote de serviços, no qual há emissão de alertas, por email, todas as vezes que o CPF do cliente é consultado para alguma possível compra. Os valores são a partir de R$ 15,90 por mês.
Segundo Fernando Cosenza, diretor de Inovação e sustentabilidade da Boa Vista SCPC, o primeiro passo do consumidor ao perder seus documentos, cartões ou cheques, ou ser roubado ou furtado, é cancelar todos os produtos e serviços em seu nome. Para quem sofreu um furto ou um roubo, é preciso registrar um boletim de ocorrência urgentemente.
Dentre os golpes mais comuns aplicados por estelionatários estão: abertura de contas em bancos, pedido de emissão de cartão de crédito, compras em lojas, compras de produtos ou contratação de serviços pela internet, contratação de serviços de telefonia e TV a cabo, financiamento de veículos e abertura de empresas.
Pesquisa
Uma pesquisa revelou que 54% dos consumidores brasileiros foram vítimas de algum tipo de fraude nos últimos 12 meses.
O levantamento foi realizado com moradores das 27 capitais brasileiras, com idade igual ou acima a 18 anos, de ambos os sexos, de todas as classes econômicas e que possuem renda própria. A amostra abrangeu 665 casos, gerando uma margem de erro, no geral, de 3,8 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.
A conclusão dos pesquisadores é de que, mesmo sendo vítimas de golpe, nem sequer possuem consciência de que foram enganados. Quando perguntados se já foram vítimas de fato, apenas 28% da amostra disseram que sim, percentual bem menor do que o obtido, quando os pesquisadores fizeram perguntas estimulando as situações de fraude, acrescentaram as entidades.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Liporaci Spósito Machado, orienta as pessoas para que se protejam de eventuais fraudes.
Diretor do Procon orienta para proteção contra fraudes
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Liporaci Spósito Machado, orienta as pessoas para que se protejam de eventuais fraudes. “Estamos na era dos contratos eletrônicos, feitos via internet, dos contratos de massa, nos quais, muitas vezes, o consumidor fica exposto a fraudes, principalmente quando não há um zelo maior na guarda de documentos pessoais, como RG, CPF, cartão de crédito”, afirma.
“São freqüentes os casos de empréstimos consignados não reconhecidos por pensionistas ou aposentados; compras pela internet não realizadas, mas lançadas na fatura do cartão, enfim, uma série de situações que causam prejuízo financeiro e dor de cabeça ao consumidor. Por isso, é importante registrar Boletim de Ocorrência quando há a perda de documentos pessoais; comunicar a administradora do cartão em caso de perda, furto ou roubo, e não guardar senha junto com o cartão do banco. Também se deve evitar compras com ambulantes, que levam consigo todos os dados pessoais e financeiros do consumidor; e não passar dados de cartão de crédito para pessoas desconhecidas”, completa Marcelo Liporaci Spósito Machado.
Dicas para proteger suaconta no internet banking
Realizar operações bancárias pela internet (internet banking) é sinônimo de comodidade e, muitas vezes, economia. Entre outras vantagens, você não enfrenta filas, consegue realizar transações em horários ou datas em que as agências não funcionam e, dependendo do serviço, pode obter tarifas mais baratas.
O problema é que, onde há dinheiro, há criminosos. No "mundo online", infelizmente, não é diferente, e as chances de você conhecer alguém que já tenha sido vítima de fraude bancária com acessos realizados pela internet são grandes - pode ser que você mesmo já tenha passado por isso.
Sempre verifique o endereço do site do banco antes de utilizá-lo
Um dos truques mais usados por criminosos para ter acesso a contas bancárias pela internet é a criação de sites falsos de bancos, mas que se assemelham bastante às páginas verdadeiras. Se o usuário não perceber que está entrando em um endereço não original, fornecerá informações sigilosas, como número de conta corrente e senha de acesso.
Por causa disso, é muito importante verificar o endereço do site (URL) antes de inserir as informações da sua conta. Esta checagem deve ser feita em todo e qualquer acesso, pois os criminosos podem utilizar desde truques simples até os mais complexos para fazer o usuário entrar no site falso.
Pode haver, por exemplo, um malware instalado de maneira discreta no computador que altera as configurações de DNS da máquina e redireciona o navegador para um site falso quando o usuário digita o endereço verdadeiro de um banco. Como a página fraudulenta imita o site verdadeiro, muitas vezes a pessoa não percebe a diferença.
Assim, ao notar que o endereço do site tem alguma diferença ou alguma característica suspeita - por exemplo, www.nomedobanco.abc.net em vez de www.nomedobanco.com.br -, não informe seus dados. Na dúvida, entre em contato por telefone com a instituição bancária e pergunte se aquele endereço é mesmo utilizado pela empresa.
Cuidado com e-mails falsos em nome do banco
Outro artifício bastante utilizado pelos golpistas é o envio de e-mails falsos (pishing scam) em nome do banco. A mensagem tenta induzir o usuário a clicar em um link ou em um arquivo anexado que possui propriedades maliciosas.
Para isso, o texto pode afirmar, por exemplo, que o usuário tem uma dívida pendente ou teve determinada quantia sacada da sua conta recentemente. No susto, a pessoa clica no suposto link ou arquivo que fornece mais detalhes sobre o problema, mas este, na verdade, direciona para um site falso ou instala uma malware que captura dados digitados, por exemplo.
Muitas vezes a pessoa não percebe que aquele e-mail é fraudulento porque entende que um criminoso não sabe da existência de uma conta sua em determinado banco. Mas o truque aqui é bastante simples: o fraudador pode obter uma lista com, por exemplo, 100 mil endereços de e-mail e enviar uma mensagem falsa, e é bastante provável que pelo menos uma pequena parcela destes endereços seja de pessoas que têm conta no banco mencionado na mensagem; o objetivo é que o e-mail falso chegue até elas, não importando os demais indivíduos.
É preciso ficar atento
Assim, fique bastante atento a e-mails em nome de bancos. Lembre-se que, normalmente, as instituições bancárias não fazem cobranças por e-mail. Além disso, estas mensagens costumam ter características que facilitam a sua identificação, como erros de ortografia, formatação irregular ou conteúdo apelativo (que usa argumentos para te convencer de algo).
Se você costuma receber extratos bancários ou faturas por e-mail - estes sim são serviços que os bancos oferecem -, fique atento a qualquer característica diferente, como títulos que não costumam ser usados pelo banco, os já mencionados erros ortográficos, links suspeitos, entre outros. Na dúvida, apague a mensagem sem clicar em nada.
É importante ter em mente que os bancos podem enviar comunicados por e-mail, mas não pedem atualização cadastral, confirmação de dados, sincronização de tokens ou qualquer ação do tipo nas mensagens. Comunicados realmente importantes ou boletos de cobrança normalmente são enviados via Correios, a não ser quando o próprio consumidor solicita outro meio.
Vale frisar também que e-mails maliciosos nem sempre utilizam nome de bancos. Falsas mensagens que oferecem prêmios, fotos, denúncias ou notificações judiciais, por exemplo, também podem ser usadas. O objetivo é o mesmo: fazer o usuário clicar em um link ou em um arquivo anexado.
Cuidado com e-mails ou contatos
telefônicos que pedem dados pessoais
Quando você entra em contato com o banco, normalmente a instituição pergunta alguns dados pessoais para ter certeza de que você é, de fato, dono da conta. No entanto, o contrário não acontece: bancos não costumam te contatar por e-mail ou telefone inadvertidamente para pedir confirmação de dados pessoais, especialmente senhas. Por isso, ao receber solicitações do tipo, ignore e, se for o caso, fale com o gerente ou o serviço de atendimento ao cliente da instituição para se certificar da legitimidade do contato.
Evite utilizar o internet banking
a partir de computadores públicos
Evite ao máximo utilizar computadores públicos - que são disponibilizados em escolas, faculdades, bibliotecas ou lan houses, por exemplo - para acessar a sua conta bancária. A máquina pode conter malwares ou softwares que capturam informações digitadas sem que você perceba. Prefira fazer o acesso apenas em computadores ou dispositivos móveis pessoais.
Proteja o seu computador ou dispositivo móvel
De nada adianta utilizar apenas o seu computador para acessar o internet banking se você não protegê-lo. É simples: instale as atualizações de segurança de seus softwares, especialmente do sistema operacional - em plataformas como Windows e OS X, esta tarefa pode ser feita automaticamente; utilize sempre as versões mais recentes dos seus navegadores; use softwares de segurança, como antivírus, não esquecendo de mantê-los atualizados; faça downloads apenas a partir de sites ou lojas de aplicativos conhecidos e tome cuidado com links ou arquivos compartilhados por e-mail, redes sociais ou serviços de mensagens instantâneas (WhatsApp, Facebook Messenger, Hangouts, etc.); cuidado com sites ou anúncios online excessivamente vantajosos, como ofertas de produtos com preços muito baixos, banners que avisam que você ganhou um prêmio, páginas que prometem imagens eróticas ou jogos gratuitos e assim por diante.
Não acesse a sua conta bancária a partir de redes Wi-Fi públicas
Sempre que possível, acesse a sua conta apenas a partir da rede Wi-Fi da sua casa ou de seu plano 3G/4G. Redes públicas, especialmente abertas (não exigem senhas), podem ter mecanismos que capturam dados dos dispositivos que as acessam.
Use apenas os aplicativos móveis oficiais do banco
É cada vez mais comum o acesso ao internet banking a partir de smartphones e tablets. Para a modalidade móvel, utilize apenas os aplicativos fornecidos ou indicados pelo próprio banco, não esquecendo de mantê-los atualizados.
Monitore a sua conta com extratos via e-mail e avisos por SMS
Atualmente, a maioria dos bancos permite que você receba extratos diários ou em outra periodicidade por e-mail, muitas vezes de graça. Esta é uma maneira bastante interessante de acompanhar as movimentações em sua conta e identificar qualquer transação que você desconheça.
Neste sentido, muitos bancos também oferecem alertas por SMS: uma mensagem é enviada ao seu celular tão logo uma transação é realizada em sua conta ou em seu cartão de crédito. Este é um recurso interessante porque permite identificar operações não reconhecidas - como um saque - assim que o procedimento tiver sido efetuado, de forma que você possa entrar em contato com o banco imediatamente para evitar "estragos maiores".
Use o botão "Sair" ou equivalente ao encerrar o uso do internet banking
Ao terminar de utilizar os recursos online da sua conta, não se esqueça de utilizar o botão/link de nome "Sair" ou equivalente para encerrar seu acesso. Desta forma, você garante o término da sessão, evitando que esta possa ter retomada de alguma forma.
O que fazer em caso de ter sido vítima de fraude
Mesmo com todos os cuidados, pode acabar acontecendo, e um belo dia você se depara com um saque não autorizado em sua conta ou com um lançamento não reco- nhecido no cartão de crédito. O que fazer em caso de fraude?
Se você estiver certo de que aquela não é mesmo uma movimentação autorizada, entre em contato imediatamente com o banco para que a instituição tome as devidas providências, como bloquear temporariamente o acesso à conta, cancelar o cartão de débito ou emitir alertas para outras empresas.
Peça um número de protocolo para comprovar o seu contato. Neste sentido, pode ser uma boa idéia formalizar o aviso à empresa a partir de uma carta registrada, por exemplo.
Constatada a fraude, é expressamente recomendável que você guarde extratos e outros documentos que comprovem a movimentação indevida e registre um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima fornecendo o máximo possível de detalhes às autoridades.
Ressarcimento
Se houver prejuízo financeiro, normalmente cabe ao banco ressarcir o cliente ou realizar o estorno, no caso de cartão de crédito. No entanto, a instituição pode alegar que a responsabilidade pelo ocorrido é do usuário. Em situações como esta, é necessário procurar orientações de entidades de defesa do consumidor ou mesmo a Justiça. Neste ponto, o Boletim de Ocorrência e os comprovantes ajudam bastante.
De modo geral, os sistemas bancários do Brasil são bastante seguros, mas não existe tecnologia no mundo que garanta 100% de proteção, mesmo porque esta é uma "guerra" permanente: empresas e profissionais de segurança de um lado, criminosos do outro.