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26/06/2015
Policiais franceses cercam o acesso à área industrial de Saint-Quentin-Fallavier após um ataque contra uma usina no local nesta sexta-feira (26) (Foto: Emmanuel Foudrot/Reuters)
Um atentado terrorista cometido nesta sexta-feira (26) contra uma usina de gás em Saint-Quentin Fallavier, perto da cidade francesa de Lyon (centro-leste), deixou feridos, informaram diversas fontes. Um suspeito foi preso e já foi identificado, segundo o presidente francês, François Hollande.
A cabeça de um homem decapitado, coberta de inscrições em árabe, foi encontrada pendurada em uma cerca próxima ao local.
O detido estava fichado pelos serviços de inteligência franceses, acrescentou a fonte. As autoridades estavam realizando investigações para determinar se ele tinha algum cúmplice.
"Segundo os primeiros elementos da investigação, um ou vários indivíduos, a bordo de um veículo, entraram na usina. Então ocorreu uma explosão", informou uma fonte próxima ao caso.
Fora da usina atacada foi encontrada uma bandeira com inscrições em árabe, disse a fonte. "O corpo decapitado de uma pessoa foi achado nas imediações da usina, mas ainda não se sabe se o corpo foi transportado para lá ou não", acrescentou.
Segundo o jornal local "Le Dauphiné Liberé", um veículo entrou na empresa Air Products, em uma zona industrial, e bateu contra vários botijões de gás dentro da fábrica, o que causou uma explosão na qual um número indeterminado de pessoas ficaram feridas.
O jornal declarou que o ataque ocorreu às 10h locais (5h de Brasília).
Governo e segurança
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ordenou o reforço das medidas de segurança nas zonas sensíveis perto da usina.
Valls, que está em uma viagem oficial à América do Sul, solicitou que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se dirija a Saint-Quentin Fallavier, o local do ataque, informou a comitiva do primeiro-ministro.
O presidente francês, François Hollande, que participa nesta sexta de uma cúpula europeia em Bruxelas, voltará no início da tarde a Paris, indicou a presidência.
"Voltará no início da tarde e está em contato permanente com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e com os serviços do Estado", indicou uma fonte próxima. O ministro da Defesa francês anunciou que às 13h GMT (10h de Brasília) um Conselho de Defesa se reunirá na presidência.
A seção antiterrorista da Promotoria de Paris anunciou que abriu uma investigação por "assassinato e tentativas de assassinato em grupo organizado e em relação a um ato terrorista".
Também investiga as acusações de "destruição e degradação através de uma substância explosiva em grupo organizado e em relação a um ato terrorista" e de "associação terrorista para cometer atentados contra as pessoas".
O ataque desta sexta ocorre depois que em janeiro vários atentados jihadistas em Paris deixaram 17 mortos. O principal deles foi contra a sede do semanário francês Charlie Hebdo, no qual 12 pessoas foram mortas, entre elas os cartunistas Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e o lendário Georges Wolinski.
A França conta com uma alta proporção de cidadãos lutando nas fileiras dos islamitas no Iraque e na Síria e está em alerta ante possíveis ataques em seu território desde os atentados na redação da Charlie Hebdo.
Fonte: g1.globo.com