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15/07/2015
Cão recebe vacinaPara cuidar da saúde do seu animal fique alerta ao calendário de vacinação de cães e gatos
Como os bebês, os filhotes de cães e gatos também precisam ser vacinados e tomar vermífugos. E a preocupação deve ser a mesma: observar as datas e ter um cartão para controle. Isso porque a última etapa do primeiro ciclo de vacinas e vermifugação não deixam o animal totalmente imune a doenças.
O médico-veterinário Luiz Cury ensina que quando o animal nasce a amamentação e o contato placentário oferecerem uma proteção passiva — os anticorpos são passados diretamente pela mãe. “Por isso, a vacina deve ser tomada entre 45 a 60 dias de vida. Antes disso, o organismo irá combater os vírus injetados e o efeito não será o desejado”, observa. Com o passar dos meses, o filhote perde a proteção natural e precisa de novas doses para continuar o processo de imunização. “Um animal maior tem menos proteção e mais contato com ambiente externo, portanto, a vacinação não deve ser interrompida”, conta Cury.
Existem, basicamente, duas categorias de vacinas: as obrigatórias e as recomendadas. As últimas são indicadas conforme o contexto epidemiológico, ou seja, será avaliado o ambiente de convivência do bicho. Sendo assim, todo o processo deve ser feito em conjunto com uma consulta médica, pois é nesse contato que o veterinário vai investigar, por meio de exames, testes rápidos e perguntas sobre a saúde do animal, a real necessidade de imunização.
Animal infectado
No caso do cão ou gato ter sido infectado ou apresentar algum vírus oculto, a vacina não deve ser aplicada até que ele esteja tratado. “Injetar mais vírus apenas vai agravar os sintomas da doença e potencializar o que está se reproduzindo. Além disso, dependendo do tipo de vacina, pode ser ainda mais prejudicial”, explica Jair Costa, professor especializado em clínica médica de cães e gatos da Universidade de Brasília.
A exceção se dá quando a enfermidade é do tipo crônica. O problema principal não vai anular a exposição do bicho a outras complicações. Desse modo, as doses serão administradas de acordo com as particularidades da doença e acompanhamento.
O professor ainda ressalta a importância de um profissional qualificado avaliar a situação e receitar as vacinas. “O custo pode ser elevado por conta do protocolo do paciente e da marca do produto que será utilizado”, informa. O dono do cão ou gato, na hora da aplicação, deve observar se o produto está armazenado na temperatura adequada e cobrar a assinatura e carimbo do veterinário no cartão.
Como as vacinas podem ser modificadas (com o vírus morto ou fragmentos dele) ou inativadas (o vírus está vivo, mas se tornou inofensivo), podem ocorrer reações depois da injeção. Cury diz que a absorção no organismo dura cerca de 21 dias, por isso, os intervalos entre as doses são grandes. “Antes disso, há uma inflamação localizada na área. Nos gatos, há uma peculiaridade, nesse processo, é possível que se desenvolva um câncer.” Depois de tomar a vacina, o animal deve ficar em observação, no caso de surgirem efeitos colaterias mais graves — como diarreia, inchaço, vômito e erupção na pele —, deve-se levar o pet ao veterinário.
Veterinário diz que vacina garante proteção de animais.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico veterinário da Fafram, Ricardo Lima Salomão, explica que a vacinação é o método de proteção mais confiável e eficaz contra as doenças infecciosas que acometem os animais domésticos, dentre eles cães e gatos.
“Quanto maior o número de cães e gatos vacinados, maior é a proteção desta população em geral. Todo animal antes de ser vacinado deve antes passar por uma consulta pelo veterinário, pois ele tem a capacidade de identificar possíveis alterações e indicações sobre qual melhor vacina para o animal”, afirma.
As principais vacinas que devem ser aplicadas em cães, segundo Salomão, são a v8 ou v10, que protegem contra a cinomose, enfermidade viral com sintomas gastrointestinais, respiratórios, neurológicos e cutâneosa, parvovirose, leptospirose entre outras. “A primeira dose deve ser realizada com 45 dias, repetidos de mais 3 aplicações com intervalos de 21 dias, sendo que na última aplicação a vacina antirrábica também é ministrada”, ressalta.
Doenças mais comuns em cães
Adenovírus: mal que pode causar complicações respiratórias. As doenças mais comuns são hepatite infecciosa e tosse dos canis, conhecida como gripe canina. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Cinomose: possui alta taxa de mortalidade e contágio. Atinge animais com o sistema imunológico enfraquecido, é mais comum em filhotes ou em cães com idade avançada. Os sintomas podem variar de acordo com o órgão que o vírus ataca. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Leptospirose: concentra-se especialmente nos períodos de chuva. Transmitida por uma bactéria, causa desordem no funcionamento renal e/ou hepático. A transmissão pode acontecer por contato com um animal infectado ou em ambiente contaminado. É uma zoonese, ou seja, pode ser passada para o ser humano. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Doenças mais comuns em gatos
Leucemia felina: enfraquece o sistema imunológico e o deixa suscetível à contaminação por outras enfermidades. O contato se dá de formas variadas, mas principalmente pelo compartilhamento de potes. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Calicivirose: é uma infecção respiratória bastante séria e um dos principais problemas de saúde que podem acometer os felinos. Altamente contagiosa, é transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Panleucopenia: muito comum entre gatos doméstico, é um distúrbio gastrointestinal causado por um parvovírus. Apesar de ser tratável, costuma ser fatal para cerca de 80% dos bichos contaminados. Atinge principalmente filhotes. A vacina múltipla combate a enfermidade.