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03/08/2015

IRMÃO DE JOSÉ DIRCEU FOI INVESTIGADO POR ENRIQUECIMENTO ILÍCITO EM RIBEIRÃO

Luiz Eduardo Oliveira e Silva foi preso nesta 2ª, em nova fase da Lava Jato. Ex-chefe da Casa Civil também foi detido, suspeito de receber propina.

O irmão do ex-ministro José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, preso nesta segunda-feira (3) na 17ª fase da Operação Lava Jato, foi investigado em Ribeirão Preto (SP) por enriquecimento ilícito e processado por supostas irregularidades durante sua gestão como diretor financeiro da Transerp – empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade.

Silva foi preso pela manhã em casa, no bairro Ribeirânia, na zona leste de Ribeirão, e foi levado de avião para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR).

O mandado expedido pelo juiz Sérgio Moro contra ele é de prisão temporária, com duração de cinco dias. O ex-ministro José Dirceu também foi preso e deverá cumprir prisão preventiva por tempo indeterminado.

A assessoria de imprensa que representa Luiz Eduardo afirma que não há justificativa para a prisãoe que, por enquanto, não haverá recurso da defesa porque se trata de prisão temporária. Afirma, ainda, que todas as documentações apresentadas pela defesa sobre a consultoria JD é em nome dos dois irmãos.

Ação Civil
Nomeado pelo então prefeito Antônio Palocci (PT), Luiz Eduardo de Oliveira e Silva foi diretor financeiro da empresa de capital misto entre 2001 e 2005.

Em 2009, o empresário foi alvo de uma ação civil pública, movida pelo promotor Sebastião Sérgio da Silveira. O processo foi julgado improcedente pelo Fórum de Ribeirão, mas ainda corre em segunda instância, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo.

No mesmo ano, o irmão de José Dirceu e outros diretores da Transerp foram processados pela própria empresa por supostas irregularidades na administração no período de 1999 a 2004.

A ação pedia um ressarcimento de R$ 356 mil aos cofres públicos. Segundo o Tribunal de Justiça, o processo foi extinto, depois que a Transerp desistiu da ação por danos materiais.

Durante o dia, a equipe de reportagem do G1 tentou conversar com familiares de Silva na casa em Ribeirão. Pelo interfone, um homem que não quis se identificar afirmou que não poderia passar nenhuma informação sobre o caso. Vizinhos contaram que a família mora no bairro Ribeirânia há mais de quatro anos.

Esquema
A nova fase da operação foi batizada de "Pixuleco", que, segundo a PF, era o termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para falar sobre propina.

Silva era sócio de Dirceu na JD Assessoria e Consultoria Ltda, empresa suspeita de receber propina de empresas terceirizadas – como a Hope (recursos humanos) e a Personal (serviços de limpeza) – que fecharam contratos com a diretoria de Serviços da Petrobras, onde o ex-ministro tinha influência.

O delegado da PF Márcio Ancelmo afirmou que Dirceu e pessoas vinculadas a ele também teriam recebido recursos ilícitos em espécie e por meio de "laranjas". Os valores totais destinados ao ex-ministro não foram informados. A PF disse que já tem indícios de que a JD recebeu, de diversas empresas, R$ 39 milhões por serviços que não foram feitos.

Em acordo de delação, o lobista Milton Pascowitch afirmou que, em propinas pagas pela Hope, o grupo de Dirceu ganhava cerca de R$ 500 mil mensais. Do total, R$ 180 mil ficavam com o lobista Fernando Moura, também preso nesta segunda.

O restante "seria dividido entre Dirceu (30%), [o diretor de Serviços da Petrobras, Renato] Duque (40%) e Pascowitch (30%)", segundo afirmou em despacho o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Ao Jornal Hoje a Hope declarou, em nota, que sempre colaborou e continuará colaborando com as autoridades. A empresa "tem certeza de que, ao final das apurações, tudo será esclarecido". A Personal Service disse que vai aguardar novas informações para entender o que está acontecendo.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)

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