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15/08/2015
Município pode ter grande crescimento com um complexo de saúde e educação
Na última semana, a Tribuna de Ituverava afirmou que era momento histórico para a cidade, rumo ao desenvolvimento. Isso se deve à união e o idealismo de empresários, que foram convidados para uma reunião na residência do prefeito Walter Gama Terra Júnior, ocasião em que o empresário Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”) entregou ao prefeito um plano de desenvolvimento de Ituverava para os próximos trinta anos.
Para explicar o plano e como ele pode ser elaborado, o responsável pelo projeto, Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”), concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava. Segundo ele, é um estudo preliminar, que precisará envolver toda a sociedade para o sucesso do empreendimento.
“A idéia é construir uma nova Santa Casa e o Campus III da Fundação Educacional de Ituverava, no local onde hoje está instalado o Aeroporto Municipal, área próxima ao Campus II da FE, onde funcionam diversos cursos. Seria um empreendimento arrojado, pois estaremos dando mais um grande passo em direção ao futuro, pois para onde foi projetado há espaço suficiente para grandes projetos”, afirma Busa.
Atual Aeroporto
Na área do atual aeroporto, que pertence à Prefeitura, e tem aproximadamente 17 alqueires, que estão praticamente sem utilidade, cabe perfeitamente, segundo o pré-projeto, a construção de um novo prédio para a Santa Casa, que teria 10 mil m² de área útil, que abrigaria todos os setores do hospital, e que seria um dos mais completos, modernos e bem aparelhados do Estado.
No local, também seria instalado o Campus III da FE, para os cursos de Engenharia, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava. Ao lado seria um construído moderno aeroporto, nos padrões de segurança e de acordo com as exigências da lei. Ele permitira, por exemplo, que os aviões saíssem da pista de pouso e acessassem diretamente a Santa Casa.
Também está projetada ao fundo, uma moderna pista de aeromodelismo e uma área de cooper. Outra novidade é que poderão ser montados no local condomínios aeronáuticos, ou seja, locais onde os proprietários poderão morar e manter os seus hangares.
Empreendimento
Além destas obras, sobram 700 lotes para serem comercializados para clínicas, comércio, e residências, além de uma vasta área verde. Em contrapartida, depois de pronto o novo prédio da Santa Casa, o atual poderia funcionar um centro administrativo da Prefeitura, com todos os departamentos.
É importante lembrar que neste projeto não haverá investimentos do município, pois os recursos viriam da venda dos lotes. O empreendimento seria gerenciado pela Fundação Educacional de Ituverava e pela Santa Casa, duas entidades sérias e comprometidas com o desenvolvimento do município.
O projeto impulsionará o crescimento da cidade, pois o novo setor será uma nova Ituverava, com praticamente vida própria, pois atrairá clínicas que vão girar na órbita da Santa Casa, um moderno aeroporto, que pode ser regionalizado, o campus III da FE.
Também serão construídas no local, que terá toda a infra-estrutura, centenas de residências, que atrairão o comércio para aquele setor, impulsionando o desenvolvimento da cidade.
Para facilitar o acesso ao local, o prefeito Walter Gama Terra Júnior já anunciou que abrirá uma avenida de pista dupla, que ligará o Jardim Guanabara ao local onde seria construído o empreendimento, passando pelo campus II de FE.
Empresário conta como a idéia do projeto surgiu
O empresário Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”) explica como teve a idéia. “Ela surgiu durante uma decolagem que eu estava realizando em uma manhã com destino ao Maranhão, onde iria encontrar colegas da Busa que estavam montando uma usina de algodão. Porém, acorreu um incidente, pois a pista de pouso foi invadida por meia dúzia de eqüinos, me forçando a abortar a decolagem”, explica.
“Desliguei o avião, desci e fui retirar os animais da pista, e após a decolagem segui voando três horas e meia até Barreiras (BA), onde faria o reabastecimento da aeronave para seguir viagem para o destino”, lembra.
Durante este tempo no ar, como estava só, Busa narra que começou a imaginar com resolver o problema de animais na pista de pouso de Ituverava. “Então veio a idéia de propor ao prefeito a construção de uma nova pista de pouso, com dimensões operacionais dentro dos padrões de segurança, porém em uma área menor e que poderia ser cuidada com menor custo, já que o atual aeroporto está em uma área de aproximadamente dezessete alqueires”, destaca.
Viabilidade financeira
Posteriormente, o empresário pensou na viabilidade financeira, e veio a idéia de, com a anuência e apoio do prefeito, construir um Complexo Educacional e de saúde, com a participação da Fundação Educacional de Ituverava, que são entidades sérias e muito bem administradas. É bom lembrar que esse em empreendimento, possibilitará a cidade crescer para aquele setor, e que no futuro pode, inclusive, fazer da vicinal que interliga Ituverava a Guará, uma grande avenida.
Construções criariam Complexo Regional de Saúde e Educação
Ainda segundo o empresário Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”), a construção da nova Santa Casa de Ituverava é um projeto que vem sendo discutindo há vários anos.
“Com a implantação de novos serviços, como exemplo, o tratamento oncológico e outros que demandarão muito espaço, existe a necessidade de se focar na questão. Mas os recursos da saúde pública não são suficientes para fazer muita coisa. Daí surgiu a idéia de construir na área do atual aeroporto, uma nova Santa Casa, tendo os recursos complementares do investimento cobertos com receitas da venda dos terrenos excedentes a serviços médicos privados, comércio como supermercado, farmácia, restaurantes, entre outros, e também lotes residenciais”, enfatiza.
Busa ainda explica que como o terreno adjacente é de propriedade da Fundação Educacional de Ituverava, nasceu a idéia de as duas instituições se unirem para construir o “Complexo Regional de Saúde e Educação da Região da Alta Mogiana”.
“Uma vez esboçado o projeto, procuramos o prefeito Walter Gama Terra Júnior, que após uma primeira discussão, autorizou a seguir com os estudos”, relata.
“Acredito que este possa ser o caminho para fazer a economia da cidade se fortalecer, como ocorreu no passado, com a instalação da Fundação Educacional, e mais uma vez sonhar com dias melhores”, destaca Busa.
Crise
O empresário Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”) também considera o investimento uma ótima chance para a cidade e região enfrentarem momentos difíceis que o país está vivendo. “Nossa experiência mostra que em outras épocas difíceis do Brasil e logicamente também da nossa região, a sociedade ituveravense buscou alternativas criativas que resultaram em grandes empreendimentos, fazendo de Ituverava um destaque regional nas áreas de Saúde, Educação, Bem-Estar do Idoso e atendimento crianças excepcionais”, defende.
“Posso afirmar com toda segurança, pois participei, juntamente com o saudoso amigo Francisco Maeda, da criação da Faculdade de Agronomia nos anos de 1985 e 1986. Eram tempos difíceis para o país, que acabava de sair de um período de 31 anos do regime militar para ter seu primeiro presidente civil. Para complicar ainda mais, Ituverava acabava de perder o prefeito Orlando Seixas Rego, que prematuramente faleceu por causa de AVC”, destaca.
Os problemas, no entanto, como lembra Busa, não impediram o desenvolvimento da cidade. “Os desafios econômicos da época não eram muito diferentes da realidade de hoje, foi quando começaram os planos econômicos que tantas dores de cabeça nos causaram. Mas hoje, trinta anos depois, é impossível negar que a decisão naquele momento difícil de traçar um plano para desenvolver Ituverava foi acertada, pois os resultados estão aí. E assim foi também na recuperação da Santa Casa de Ituverava, e de tantos outros bons projetos, que nasceram e se tornaram realidade”, diz.
Presidente da FE fala sobre benefícios do empreendimento
O presidente da Fundação Educacional de Ituverava, o empresário César Luiz Mendonça, defende que o empreendimento será muito importante para a cidade.
“Hoje, o Campus I da FE, onde funciona a FFCL, não tem mais condições de crescer. Estamos terminando a última obra de expansão, e por isso pensamos em um novo campus. Se este empreendimento se concretizar, potencializaria o desenvolvimento da cidade, pois não seria necessário in- vestir dinheiro público e aquele setor da cidade sofreria uma grande valorização”, afirma.
“O empreendimento abriria um novo espaço para o desenvolvimento da FE e da cidade como um todo, pois como a história mostra, a FFCL, quando foi construída, alavancou o desenvolvimento daquela área, hoje chamada de Cidade Universitária. Isso certamente aconteceria nesta outra área, além de ser um meio de valorizar o patrimônio da FE e facilitar novos investimentos”, completa.
Prefeito Gama Terra fala sobre importância do empreendimento
Nesta semana, o prefeito Walter Gama Terra Júnior esteve na Tribuna de Ituverava, onde apresentou o plano ao diretor do semanário, o jornalista José Luiz Alves Cassiano.
Grande entusiasta do plano de desenvolvimento de Ituverava desde que teve o seu primeiro contato com ele, o prefeito afirmou que não medirá esforços para concretizá-lo. Ele anunciou ainda que enviará o projeto para ser votado na Câmara Municipal de Ituverava o mais rápido. “Por ser empresário e empreendedor, imediatamente vislumbrei com a oportunidade extraordinária do desenvolvimento de Ituverava, que seria beneficiada em importantes áreas. Na educação, por exemplo, seria muito bom porque o novo Campus poderia ser uma base para a Faculdade de Medicina”, afirma Gama Terra.
“Um prédio de 10 mil m² para a Santa Casa, seria um empreendimento no mais alto nível na área de Saúde, pois Ituverava ficaria dotada de uma das Santas Casas mais bem aparelhadas, e com todas as especialidades possíveis, fazendo da cidade uma das mais importantes do Estado na área da Saúde”, ressalta.
Gama Terra também ressalta os benefícios proporcionados por um moderno aeroporto, com uma moderna pista de pouso. “Terá um papel fundamental para impulsionar o crescimento da cidade. Quero deixar claro também, que não só aprovei o plano, como vou dar todo o apoio possível, pois entendo que é uma área ociosa do município em que se pode construir um Complexo Educacional e de Saúde, e desenvolver a cidade de tal forma, que aquela região poderia se tornar um dos maiores bairros da cidade”, destaca.
Responsabilidade financeira
“Vale lembrar que a Prefeitura não terá nenhuma responsabilidade de investir financeiramente no projeto, mas o retorno será extraordinário, pois demanda aumento de mão-de-obra e conseqüente geração de emprego, além de alavancar o crescimento do comércio”, conclui Gama Terra.