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23/08/2015

NOVO EXAME IDENTIFICA EM MINUTOS SE PESSOA TEM HIV

O secretário municipal da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias

Em Ituverava, o teste já está disponível no Ambulatório de DST/Aids, localizado no Posto Central

Já está disponível na rede pública o exame que identifica em minutos se a pessoa está com o vírus HIV. O teste é rápido, não precisa de agulha e é de graça.

O teste oral já está disponível na Rede Pública de Saúde de todo o país e é muito simples. Ele é feito com uma haste que tem um algodão na ponta, que deve ser passado em toda gengiva. Não precisa ser feito em laboratório e o resultado sai em 30 minutos.

Antes de colher o fluido oral, o paciente não pode ter se alimentado nos últimos 30 minutos, tomado café, nem beijado. As mulheres também não podem estar com batom.

Depois que o material é colhido, ele recebe um reagente químico e em poucos minutos sai o resultado. Até agora já foram distribuídos no Brasil 140 mil kits do novo teste.

Em Ituverava, o teste já é realizado. “Está disponível no Posto Central, o Ambulatório de DST/Aids, comandado pelo Dr. Rodrigo Juliano Molina, médico infectologia e consultor do Ministério da Saúde em Aids, onde o teste pode ser feito. Atendemos toda a região, e fazemos o diagnóstico, inclusive pelo teste rápido, além de fazer o tratamento gratuito e o acompanhamento médico e de enfermagem. É importante prevenir, pois a doença pode ser controlada, mas ainda não tem cura”, afirma o secretário municipal da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Prevenção
A idéia é fazer com que mais pessoas façam o teste de HIV, pois segundo estimativa do Ministério da Saúde, 150 mil pessoas têm o vírus da Aids e não sabem.

Os médicos lembram que quanto mais cedo a pessoa começar a se tratar, melhor, pois além de prevenir outras infecções, ela evita a transmissão para os seus parceiros. Se o teste oral der positivo, o paciente tem que fazer uma contraprova, com um exame de sangue.

Acesso a pílulas antiaids passa a ser mais facilitado
Desde o final de julho, passou a ser feito no Brasil, um procedimento único para quem precisa da pílula antiaids. Ela é recomendada para quem passou por alguma situação de risco com o vírus HIV.

As pílulas são distribuídas pelo SUS desde os anos 90, porém o que muda agora é que o Ministério da Saúde decidiu unificar o atendimento. Não vai ser preciso, por exemplo, um médico especialista no tratamento da Aids para prescrever o remédio.

O procedimento vai ser o mesmo para todas as pessoas que passaram por alguma situação de risco, sejam os profissionais de saúde que sofreram algum acidente de trabalho ou para alguém que manteve relação sexual com uma pessoa soropositivo sem camisinha.

“No esquema atual, a pessoa vai tomar somente três comprimidos, que contêm quatro drogas combinadas contra o HIV. Antes, dependia do caso, mas geralmente, a pessoa tomava seis comprimidos ao dia, às vezes quatro, cinco”, explica a infectologista Cláudia Lourenço.

Remédios eficazes
O tempo do tratamento também mudou. O paciente que tomava a pílula antiaids era acompanhando pelos médicos durante seis meses e agora ele fica sob os cuidados apenas por três meses. Os médicos acham que é suficiente, porque os medicamentos são cada vez mais eficazes.

No ano passado, 22 mil pessoas fizeram o tratamento com a pílula antiaids por 28 dias seguidos. O tratamento deve começar em até 72 horas após a exposição ao vírus, mas o ideal mesmo é tomar a pílula logo nas duas primeiras horas.

Para os médicos, mais importante que o tratamento é a prevenção à exposição ao vírus. “Antes que ocorra algum risco de exposição ao vírus HIV, o importante é se prevenir. A maneira mais segura de se prevenir é usar o preservativo de maneira adequada em todas as relações sexuais”, alerta Josué Lima, coordenador do programa DST/Aids de Campinas.

Para a infectologista Valéria Paes, do Hospital Universitário de Brasília (HUB), a mudança é importante porque agiliza o acesso ao tratamento, essencial para a eficácia. “Quando usada no prazo de 72 horas após a situação de risco, a medicação reduz a infecção em até 81%, em comparação a quem não usou a substância”, afirma.

Medicação única
Ela aponta que a adoção de uma medicação única em mais serviços de saúde em vez do uso de medicações variadas em serviços específicos é vantajosa porque, muitas vezes, os centros especializados não estão abertos à noite e nos fins de semana.

Após a prescrição na rede de saúde, é preciso tomar a medicação por 28 dias, com acompanhamento médico. Nesse período, também são incluídos outros cuidados, como anticoncepção de emergência, profilaxia a outras doenças sexualmente transmissíveis, imunizações, investigação epidemiológica e avaliação clínico-laboratorial. O tratamento pode ser modificado para se ajustar às necessidades de cada paciente. Os efeitos colaterais da medicação mais recorrentes são enjôo e olhos amarelados.

Biologia
HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

O que é HIV
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

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