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25/08/2015

PROJEÇÃO DE LASER EM AERONAVES PÕE PILOTOS DA REGIÃO DE RIBEIRÃO EM RISCO

Desde o início do ano a região de Ribeirão Preto (SP) registrou 25 ocorrências com aeronaves na mira de raios laser projetados do solo, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Militar. Adquiridas por qualquer pessoa, as canetas emissoras, além de ofuscarem a visão de pilotos e poder leva-los a terem problemas na visão, aumentam os riscos de acidentes aéreos.

O caso mais recente foi neste domingo (23), quando pai e seu filho de 9 anos foram levados à delegacia depois de a criança apontar o equipamento de luz para um helicóptero da PM. Antes, de janeiro a agosto já tinham sido computadas 24 notificações pelo Cenipa – 22 delas em Ribeirão, além de ocorrências em Jardinópolis (SP) e Orlândia (SP).

O total equivale a 61% do que foi registrado em todo o ano passado - 36 notificações.

"É uma pena muito grave, o que nos causa mais estranheza é saber que muitas pessoas têm conhecimento do perigo. Só no ano passado foram mais de mil casos registrados no Brasil. É mais comum do que a gente pensa", afirma o capitão da PM Otávio Augusto de Lima Seminate.

Segundo ele, no último domingo, o raio laser projetado pela criança foi o suficiente para atrapalhar o trabalho de monitoramento na zona sul de Ribeirão. Depois de ser identificado, o homem de 39 anos foi levado à delegacia para o registro da ocorrência.

Embora não tenha sido preso, o capitão explica que a prática é criminosa e pode resultar em prisão, caso se confirme o risco à segurança do voo.

"As pessoas têm que ter essa consciência. É muito importante que expliquem para seus filhos sobre a importância de não projetar o laser enquanto uma aeronave estiver em voo noturno, porque, além de colocar em risco, pode numa situação mais agravada acometer a queda dessa aeronave."

Antes do episódio do domingo, outras 24 ocorrências já tinham sido registradas pelo Cenipa na região. Situações que, em sua maioria, ocasionaram distração e ofuscamento ao piloto, geralmente quando a concentração é essencial.

"O laser é um brinquedo muito ofensivo. Destrói a retina dos olhos, dependendo da intensidade pode tirar um profissional de seu trabalho, o desconcentra", afirma o piloto José Paulo Rodrigues Garcia.

Ele defende a proibição da venda das canetas que emite os raios e que podem ser adquiridas por qualquer pessoa.

"No pouso é uma situação em que se tem que estar com controle dos instrumentos. Se ele [piloto] perde uma dessas funções fica muito difícil, tem piloto que já teve que arremeter, porque recebeu um laser no olho", exemplifica.

Fonte: g1.globo.com

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