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30/08/2015
O Tiro de Guerra de Ituverava promoveu na última quinta-feira, 27 de agosto, solenidade de formatura alusiva ao Dia do Soldado. O evento foi realizado na sede da instituição militar, com presença de autoridades civis e militares.
Ainda como parte da solenidade, foram realizadas demonstrações como desfile da tropa de monitores e atiradores; demonstrações de controle de distúrbio, ordem unida sem comando e desmontagem de fuzil em situação normal e de olhos vendados.
O chefe de Instrução do Tiro de Guerra, sargento Claudionei Lubke Heidemann, fala sobre a importância da solenidade. “O Dia do Soldado é, para nós militares, uma das datas comemorativas mais importantes, porque lembra os nossos deveres e ainda faz alusão à vida de Luiz Alves de Lima e Silva o Duque de Caxias, que foi um grande militar, atuando na defesa do Brasil e seu povo”, ressalta o comandante do TG.
“Para os atiradores, também é um momento de mostrar um pouco do que eles têm aprendido no Tiro de Guerra de Ituverava”, completa o sargento Lubke.
O dia do Soldado
Comemorado em 25 de agosto, o Dia do Soldado faz referência à data de nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, nascido em 1803.
Luís Alves de Liam e Silva nasceu em uma fazenda da então Capitania do Rio de Janeiro. Era herdeiro de uma família da aristocracia militar portuguesa. Seu pai serviu ao exército português no Brasil, que, à época do nascimento do futuro duque, em 1803, estava na iminência de ter um choque contra as forças napoleônicas na Europa, o que resultaria na mudança da família real portuguesa para o Brasil.
A vinda da família real para o Brasil, a elevação do país à categoria de Reino Unido e a futura independência, em 1822, transformaram a vida de Luís Alves.
Quando o Brasil tornou-se independente e adotou o modelo imperial de governo, sob a liderança de D. Pedro I, as forças militares também começaram a passar por uma transformação e associaram-se à figura do imperador brasileiro e às novas instituições criadas sob a égide da Constituição Imperial de 1824. Anos mais tarde, sobretudo no Período Regencial, quando, a partir do ano de 1838, começaram a estourar várias revoltas de teor separatista no Brasil, o Duque de Caxias já era um oficial respeitado e conseguiu uma enorme projeção por comandar exitosamente a dissipação de várias dessas revoltas.
Título
Nesse período, especificamente no ano de 1841, Caxias recebeu seu primeiro título nobiliárquico, o de Barão de Caxias, que faz referência à cidade maranhense de Caxias, onde o exército imperial conseguiu uma de suas mais célebres vitórias. Ao longo do Segundo Reinado, Caxias teve a sua posição de nobre elevada para conde, marquês e, por fim, duque.
Além disso, Caxias foi senador do Império pelo Rio Grande do Sul, província para a qual também foi nomeado por Dom Pedro II comandante-em-chefe do Exército em operações. Nas fronteiras do Sul do país, a partir de 1852, Caxias esteve à frente das represálias contra as investidas de Argentina e Uruguai ao Brasil. Ao lado de outros comandantes célebres, como o general Osório, o Duque conseguiu grandes vitórias sobre as tropas do ditador paraguaio Solano Lopez entre os anos de 1866 e 1868, naquela que foi a maior guerra já vista na América do Sul, a Guerra do Paraguai. Caxias faleceu em 1878.