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06/09/2015
Fadiga mental pode atrapalhar as atividades do dia a diaAlterações de humor, excesso de atividades e estresse estão entre as principais causas do cansaço mental
Desânimo sem explicação aparente, dores no corpo, falta de motivação para continuar aquela atividade de que tanto gosta e uma vontade enorme de ir embora logo após chegar ao trabalho. São estes alguns dos principais sintomas da fadiga mental.
De origem emocional ou física, ela pode atingir crianças e adultos e compromete o desempenho na escola, no trabalho e na relação com as pessoas no dia-a-dia, tornando todas as atividades antes prazerosas, em obrigações desgastantes e chatas. Por alterar todo o funcionamento do organismo, pode desencadear outras doenças como hipertensão, fobias e ansiedade, problemas cardíacos e gastrite.
“A fadiga mental é a inabilidade de continuar em frente”, diz Mady Hornig, professora associada de epidemiologia da Columbia University Medical Center. “É uma sensação vaga de que você está tentando se recuperar, mas não consegue focar completamente. E o esforço para controlar o pensamento pode ser tão exaustivo quanto a atividade física”, ressalta.
Panela de pressão
Não há muitas evidências científicas para explicar o que acontece quando a fadiga se instala. "Se você ficar acumulando tensões e cansaço, vai virar uma panela de pressão e uma hora ela explode e faz um estrago maior", alerta o fisiologista da Unifesp, Claudio Pavanelli.
"A fadiga pode ser física (periférica) ou mental (central) e está muito ligada à rotina que o paciente leva, por isso, antes de prescrever qualquer medicamento, pergunto se ele tem dado conta de todos os afazeres que estão sob sua responsabilidade ou se ele está passando por algum problema afetivo, só assim é possível tratar o problema", explica Pavanelli.
Menopausa
A fadiga mental na meia idade é algo muito comum: um estudo da University of Rochester e da University of Illinois mostrou que mulheres com idades entre 40 e 60 anos têm dificuldade em manter o foco em tarefas complicadas e costumam ter problemas com algo chamado memória de trabalho, que ajuda a fazer coisas como somar vários números de cabeça.
Os hormônios moldam o cérebro, por isso faz sentido que as alterações nos níveis de estrogênio causem mudanças na cognição também. Isso pode parecer familiar para alguém com lembranças não muito agradáveis do “cérebro de grávida”. Em um pequeno estudo, pesquisadores identificaram que estar carregando um bebê afeta a memória espacial, que ajuda a fazer coisas como lembrar onde estão os óculos, possivelmente por causa do impacto que altos níveis de hormônios têm nos neurônios da parte do cérebro focada na memória, chamada de hipocampo.
Alterações de humor
Um estudo recente demonstrou que o pensamento nebuloso citado por pessoas com depressão ou transtorno bipolar aparece em exames cerebrais. No estudo, mulheres com estas condições tiveram mais dificuldade com um teste cognitivo do que mulheres saudáveis. A mesma área do cérebro estava ativa em todas as mulheres (já que ela é conhecida por ajudar quando estamos fazendo algum teste), mas as participantes com depressão ou bipolaridade tinham quantidades incomuns de atividade (para mais ou para menos) ocorrendo naquela região.
Isso não apenas significa que o transtorno bipolar e a depressão podem não ser tão diferentes quanto a ciência pensava inicialmente, mas também que “em um nível neurobiológico, pode ser que o cérebro trabalhe de forma diferente” em pacientes com condições de saúde mental.
Com o uso de certos medicamentos ou terapias, é possível lidar com algumas destas dificuldades de foco e concentração, embora algumas pessoas com depressão ou transtorno bipolar ainda não se sintam com tanta clareza, mesmo quando o humor está estável.
Estresse no cérebro
Surtar por causa da fadiga mental não vai ajudar em nada, considerando que a preocupação pode ser a causa pela qual ela surgiu. Quando a pessoa está passando por um momento difícil, como divórcio ou a perda de um amigo querido, ela provavelmente terá confusão e esquecimento, simplesmente por causa da energia mental necessária para lidar com o sofrimento, já que o estresse prejudica o desempenho, física e mentalmente.
No mínimo, é importante saber o que está causando o estresse, pois reduzir o que desencadeia o estresse pode ajudar a amenizar o problema.
Problema de saúde
não diagnosticado
Seja auto-imune ou neurológico, a fadiga mental surge em pessoas com uma grande variedade de doenças, como a fibromialgia, lúpus, esclerose múltipla e outras. Se a pessoa estiver lutando contra a névoa mental prolongada e não se trata de algo relacionado aos seus padrões de sono ou à sua alimentação exagerada, ela deve falar com o seu médico sobre quais outros sintomas pode ter ignorado, como dores musculares e nas articulações, dormência e formigamento, dores de cabeça e perda de coordenação.
A síndrome da fadiga crônica é uma condição bastante incompreendida, mas muitos pacientes reclamam de ter a sensação de névoa mental. Há alguns meses, um estudo encontrou diferenças nos fluidos cerebrais de pessoas com a doença, que podem ajudar a explicar por que a névoa no cérebro é tão comum nesse caso.
A ciência ainda não tem totalmente claro por que estas mudanças podem levar à fadiga mental, mas especialistas afirmam que há receptores no cérebro para as citoquinas, que estão intimamente relacionados a alguns dos receptores para hormônios e outros químicos cerebrais. Esta interação complexa pode fazer com que pessoas com a síndrome da fadiga crônica sintam a mente enevoada.
Tratamento contra o câncer
Alguns pacientes com câncer informam sentir uma névoa mental como conseqüência do tratamento de quimioterapia, algo chamado de “quimio-cérebro”. Isso pode causar esquecimentos, falta de concentração, desorganização e dificuldade para encontrar as palavras para terminar um pensamento, de acordo com a American Cancer Society.
Este órgão recomenda alguns truques para a memória: manter uma alimentação nutritiva e balanceada, praticar exercícios tão regularmente quanto possível durante o tratamento, estabelecer rotinas diárias, deixar bilhetes escritos à mão e notas no celular e, talvez o mais importante, pedir ajuda.
Tudo isso pode ajudar até certo ponto, considerando que um pequeno estudo feito com pacientes de leucemia identificou que o “quimio-cérebro” pode tardar até 5 anos para desaparecer completamente. Felizmente, na maioria dos casos os efeitos costumam sumir depois de algumas semanas.
Tarefas simultâneas
Fazer várias tarefas ao mesmo tempo torna as pessoas menos produtivas. Na internet, por exemplo, o ideal é fechar o máximo possível de abas e manter o foco.
Adeus ao glúten
Muito mais está relacionado à doença celíaca do que a barriga inchada depois de comer um pão na chapa. Pessoas com esta condição auto-imune podem causar sérios danos ao seu intestino por causa da ingestão de glúten.
A boa notícia para pessoas com um diagnóstico de doença celíaca (ou seja, pessoas que não estão abandonando o glúten só porque é tendência) é que cortar o glúten realmente ajuda, e não apenas por mantê-las longe do banheiro: em um pequeno estudo feito com pacientes com doença celíaca que cortaram o glúten, a névoa mental se dissipou significativamente.
Antes de adotar a nova dieta eles tiveram resultados ruins em testes cognitivos, como se estivessem bêbados ou lidando com diferenças de fuso horário. Um ano depois, as coisas voltaram ao normal.
Medicamento novo
Certos antibióticos, remédios para incontinência e até comprimidos para a pressão sanguínea podem causar a fadiga mental, especialmente em pacientes mais velhos. É claro que também existem medicamentos óbvios a se considerar, como antidepressivos, analgésicos e remédios para alergia.
No caso de acreditar que um dos seus medicamentos pode estar prejudicando a sua concentração, o paciente deve falar com o médico que o prescreveu para discutir possíveis alternativas.
Saiba a diferença de estresse e estafa
"O cansaço mental é tamanho que o paciente chega a sentir dor física". Muita gente confunde, mas estafa e estresse são problemas diferentes. Algumas diferenças ajudam a diferenciar os dois quadros. A fadiga ou estafa é um sintoma do estresse, mas não a sua causa. No estresse, a intensidade da fadiga é maior e a maneira como nosso organismo reage a estes sintomas é bem diferente.
Enquanto a estafa pode ser tratada com mudanças de hábitos ou tratamento médico, o mesmo não ocorre com o estresse, uma espécie de estágio crônico das duas formas de fadiga.
"O grau de irritabilidade e da dor sentida no estresse é maior, além disso, o estresse é muito mais mental do que físico, por isso, não adianta usar os mesmos procedimentos. É uma questão de intensidade e durabilidade da fadiga", explica Claudio.
Fadiga Mental
Entre os sintomas da fadiga mental, podem ser enumerados:
•Falha de memória
•Insônia
•Irritabilidade e choro com facilidade
•Desânimo
•Tristeza e angústia
•Azia, má-digestão
•Palpitação
•Diminuição do desejo sexual.
Tratamento
Relaxar é o lema para curar a estafa. "Muitas vezes o tempo que se perde indo ao cinema ou em um parque, por exemplo, é um ganho de saúde e bem-estar. É melhor parar agora do que perder o controle depois", alerta o fisiologista.
•Saiba aproveitar os momentos de lazer
•Converse sobre os problemas com os amigos ou com um profissional
•Cultive o bom humor
•Aprenda a relaxar
•Não faça várias tarefas ao mesmo tempo
•Procure resolver um problema de cada vez
•Organize suas prioridades
•Não leve preocupações do trabalho para casa.
Entre as manifestações da estafa física, se encontram os seguintes sintomas:
•Dores por todo o corpo; apatia, falta de ânimo; baixa resistência imunológica; distensão muscular.
Tratamento
O processo de cura envolve muito mais atividades relacionadas ao corpo. Confira as opções:
•Pratique atividade física com moderação
•Respeite o ritmo de seu corpo
•Procure ter uma alimentação balanceada e saudável.adiga Física
Doenças desencadeadas pela fadiga
•Hipertensão arterial (pressão alta)
•Doenças emocionais (ansiedade, pânico, fobias)
•Doenças gastrointestinais (colite, gastrite e úlcera)
•Doenças do coração (arritmia, angina e infarto).