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03/10/2015
Crescimento foi de 16,7 na inadimplência do consumidorEm Ituverava, índices são bem menores, e chegaram apenas a 4,52%, segundo a ACII
A Inadimplência apresentou alta de 16,7% no Brasil no mês de agosto, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Serasa Experian. No acumulado do ano até agosto, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 16,9%. Já na comparação com julho, houve queda de 2,8%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência neste ano em relação ao ano passado, característica que vem predominando deste o início deste ano, é causada pelo cenário econômico adverso à quitação das dívidas do consumidor: taxas de inflação, de juros e de desemprego bem mais altas neste ano. Já a queda em relação a julho é explicada pela menor quantidade de dias úteis em agosto (21 contra 23).
Na decomposição mensal do indicador, a inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) registrou aumento de 2,6% e contribuição de 1,2 pontos percentuais em agosto. As dívidas com os bancos, porém, puxaram o índice para baixo, com queda de 7,4% e contribuindo negativamente com 3,4 pontos percentuais.
Os títulos protestados também registraram baixa de 3,0%, contribuindo com -0,1%. Da mesma forma, os cheques sem fundos tiveram queda de 9,7%, com contribuição negativa de 0,5%.
O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 22,5% nos primeiros oito meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2014. Os valores médios dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos também cresceram 9,7% e 1,4%%, respectivamente. Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 2,9%.
Em Ituverava a situação é diferente
Em Ituverava, no entanto, a realidade é um pouco diferente. Dados levantados pela Associação Comercial e Industrial de Ituverava (ACII) apontam que em agosto deste ano houve aumento de apenas 4,52% no número de nomes inclusos no SCPC, em relação a agosto de 2014.
Este ano foram 231 cadastros feitos ao longo de agosto, enquanto em 2014 foram 221. O número de nomes excluídos do cadastro de devedores, no entanto, diminuiu de forma significativa. Em agosto de 2014, foram eliminados 253 nomes, enquanto neste ano foram apenas 131.
Em relação a julho deste ano, agosto registrou queda no número de nomes incluídos no SCPC, que passou de 244 para 231, ou seja, queda de 5,32%.
Já em relação ao ano todo, houve queda. Em 2014, até o final de agosto, havia sido feitas 1.471 inclusões de nomes no SCPC, número que diminuiu para 1.431 neste ano, ou seja, houve queda de 2,71%.
Inadimplência de empresas é a maior desde o ano de 2012
De janeiro a agosto, a inadimplência das empresas cresceu 13,3% e atingiu o maior percentual nessa base de comparação desde 2012, segundo pesquisa da Serasa Experian. No mesmo período daquele ano, a elevação havia sido de 14,3%.
Na comparação anual, a inadimplência cresceu 16,1% em relação a agosto do ano passado, mas caiu 5,7% frente a julho.
Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o aprofundamento da recessão e as escaladas das taxas de juros e do dólar estão impactando negativamente a geração de caixa e a capacidade de pagamento das empresas, "impondo sérias dificuldades à quitação de seus compromissos financeiros neste ano de 2015".
Cheques sem Fundos
Os cheques sem fundos foram os que mais pesaram sobre a queda do índice no mês, com recuo de 13,4%. As dívidas bancárias recuaram 2% e os protestos tiveram a mesma queda (2,0%). As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) subiram 2,3%.
De janeiro a agosto, o valor médio dos títulos protestados cresceu 15,4%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio dos cheques sem fundos e das dívidas não bancárias também apresentou alta de 6,8% e 0,4%, respectivamente. Já o valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 18,5%.