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08/10/2015

REGIÃO DE RIBEIRÃO TEM APARELHOS DE RADIOTERAPIA ABAIXO DO QUE PREVÊ OMS

Falta de aparelhos de radioterapia gera fila de pacientes na região de Ribeirão (Foto: Carlos Trinca/EPTV)

Apesar de ser referência em tratamento oncológico no país, a região de Ribeirão Preto (SP) não possui aparelhos de radioterapia suficientes para atender a demanda de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração é do coordenador do serviço no Hospital das Clínicas (HC-RP), o oncologista Harley Francisco de Oliveira, destacando que a fila de espera para iniciar esse tipo de terapia é de 45 dias.

Oliveira explica que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza um equipamento de radioterapia para cada 300 mil habitantes. Dessa forma, seriam necessários ao menos dez aparelhos para a região de Ribeirão, cuja população é de 3 milhões de habitantes.

Atualmente, porém, a rede pública conta com sete equipamentos: dois no HC-RP, um no Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão e outros quatro no Hospital de Câncer de Barretos (SP).



"No tratamento oncológico, tanto o tempo para o diagnóstico, quanto as ações de tratamento são fundamentais para a cura. Todas as vezes que nós identificamos uma doença no seu início, é evidente que temos maior chance de cura. Hoje, a maior dificuldade é o tratamento de radioterapia", afirma.

A situação é apenas um reflexo do que ocorre em todos os estados brasileiros. Segundo o próprio Ministério da Saúde, existem 357 aparelhos de radioterapia no Brasil, enquanto 680 seriam em todo o país. A União informou que estão previstos R$ 400 milhões para instalação de novos equipamentos nos próximos três anos.

Fila de espera

O HC-RP realiza cerca de 150 sessões de radioterapia diariamente. Os atendimentos têm início às 6h30 e terminam por volta de 22h. Mesmo assim, ainda é insuficiente para suprir a demanda: atualmente, 100 pessoas aguardam para iniciar o tratamento. O primeiro da lista está agendado para 13 de novembro.

"Essa lista de espera é definida com prioridade aos pacientes que tem necessidade de início mais rápido. Nós sabemos que alguns tumores podem aguardar um determinado período. Então, nós utilizamos o conhecimento técnico para manejar essa lista de espera, de forma que todos os pacientes possam ser tratados em tempo adequado", diz o oncologista.

Oliveira afirma ainda que o número de pacientes atendidos pelo serviço de radioterapia do HC-RP dobrou nos últimos cinco anos. Entretanto, os investimentos não acompanharam o aumento dos casos. Cada máquina custa em torno de US$ 1 milhão.

"Hoje, no mundo, de cada dez pessoas que fazem tratamento contra o câncer, sete ficam curadas, justamente por esse manejo. No Brasil, pela falta de serviços, principalmente pela falta de radioterapia, muitas vezes não conseguimos chegar a esses números", diz.

Secretaria de Saúde

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde esclareceu que a região de Ribeirão Preto não foi contemplada com novos equipamentos enviados pelo Ministério da Saúde, pelo fato de não se encaixar em critérios estabelecidos para tal benefício, como, por exemplo, o número de aceleradores lineares já existentes na região.

Fonte: g1.globo.com

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