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SELEϿ�Ͽ�O BRASILEIRA

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09/10/2015

BRASIL CAI PARA O CHILE E PERDE PELA 1ª VEZ EM ESTREIA DAS ELIMINATÓRIAS

O Chile entrou como campeão, o Brasil entrou como seleção que vem acumulando eliminações em jogos decisivos. As posturas de cada equipe não deixaram dúvidas sobre quem teria mais chances de conquistar a vitória. Deu Chile, 2 a 0 com justiça, a favor do time que propôs o jogo, sobretudo após a entrada de Mark González e a mudança do 3-5-2 para o 4-3-3. Os campeões da Copa América passaram a dominar as ações e tornaram a próxima rodada fundamental para o Brasil neste início de caminhada rumo à Copa do Mundo de 2018. Na terça-feira, os pentacampeões mundiais receberão a Venezuela, em Fortaleza. A missão: sair do zero. No placar e no futebol.



NADA DURA PARA SEMPRE

Dia histórico para os leitores do GloboEsporte.com que têm até 15 anos. Eles viram o Chile ganhar do Brasil pela primeira vez. A invencibilidade da equipe pentacampeã durava 15 anos, 14 jogos, 11 vitórias e três empates, mas chegou ao fim no gols de Vargas e Alexis Sánchez, após cruzamento de Matias Fernández. Os campeões da Copa América não venciam a seleção brasileira desde 2000, quando fizeram 3 a 0, em Santiago, pelas Eliminatórias. Foi a primeira vez que a Seleção foi derrotado em uma estreia da competição.



POR QUE FAZ ISSO?

Willian e Oscar são companheiros de equipe no Chelsea e no Brasil. Na equipe inglesa, Willian fez quatro gols seguidos de falta. Mas, na Seleção, logo no comecinho do segundo tempo, foi Oscar quem cobrou a falta na meia-lua, uma das melhores chances brasileiras em toda a partida. A bola bateu na barreira e, no rebote, o mesmo Oscar chutou para fora. Não deu para entender.



VOLANTES-VOLANTES

Faltou ao Brasil ter mais participação dos volantes no jogo ofensivo. Luiz Gustavo e Elias se limitaram a marcar, e até que cumpriram bem seus papéis, principalmente o corintiano, mas a equipe precisaria ter o auxílio da dupla aos meias e laterais. O posicionamento de ambos tornou a criação brasileira extremamente previsível, e o perigo limitou-se aos contra-ataques.



MUTANTES

Antes do fim do primeiro tempo, Jorge Sampaoli trocou o esquema tático. Ao substituir o zagueiro Silva pelo atacante Mark González, trocou o 3-5-2 pelo 4-3-3. A mudança abriu mais o sistema defensivo brasileiro e fez o Chile crescer na partida. Alexis Sánchez, como centroavante, deixou a área e abriu espaço para os companheiros que vinham do meio. Por outro lado, o Brasil também passou a ter campo para contra-atacar. O jogo melhorou.



DESFALQUE CONTRA A VENEZUELA?

David Luiz correu, correu, correu para proteger a bola da chegada de Vargas, até que ela saísse pela linha de fundo. Segundos depois, desabou com dores no joelho esquerdo. E não teve condições de voltar. Substituído por Marquinhos, o zagueiro tornou-se dúvida para a partida da próxima terça-feira, contra a Venezuela, em Fortaleza. Além de seu substituto e do capitão Miranda, o outro jogador da posição no grupo é Gil, do Corinthians.



CHA-CHA-CHA…TO-TO-TO

Para o assistente equatoriano Christian Lescano, certamente ninguém foi mais chato do que Jorge Sampaoli. O técnico argentino reclamou efusivamente de cada marcação, sua ou do árbitro, com a mãozinha balançando e revelando inconformismo. Já os mais de 45 mil pagantes do estádio Nacional competiram em aporrinhação com Sampaoli ao entoarem, a cada fração de minuto, o famoso “Chi-Chi-Chi...le-le-le”.



2014-2018

O Brasil começou a batalha por uma vaga na Copa do Mundo da Rússia com oito remanescentes do fracasso do Mundial no Brasil. Entre os titulares, Jefferson, Daniel Alves, David Luiz, Marcelo, Luiz Gustavo, Oscar, Willian e Hulk participaram da campanha que levou a Seleção ao quarto lugar, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha.



QUEM É QUE SOBE?

O Brasil cruzou, cruzou, e não conseguiu nada contra o Chile. Numa atuação apagada de Oscar, e com Hulk se sacrificando para executar a função de centroavante, que não é sua, faltou muita criatividade à Seleção em Santiago. Mesmo nas arrancadas em velocidade, nos contra-ataques, ninguém foi capaz de um passe preciso ou um domínio arrebatador para, pelo menos, tentar uma finalização perigosa.

Fonte: globoesporte.globo.com

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