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CIDADE

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18/10/2015

GREVE DOS BANCÁRIOS GANHA FORÇA E SEGUE EM TODO O PAÍS

A agência do Banco do Brasil, de Ituverava

Segundo o Contraf-CUT, número de agências fechadas subiu para 11.439, além de 42 centros administrativos

A greve dos bancários, iniciada dia 6 de outubro, continua em todo o país. O número de agências fechadas subiu para 11.439, além de 42 centros administrativos, segundo o último balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

De acordo com o Banco Central, o país tem 22.975 agências instaladas no país. A proposta econômica apresentada pela Federação Nacional dos Bancos – Fenaban, prevendo reajuste salarial, pagamento de abono e participação nos lucros (PLR), foi recusada pelas lideranças sindicais. A Federação aguarda uma nova proposta dos bancários para que possa prosseguir nas negociações que resultem em acordo.

A greve também continua na região. O Sindicato dos Bancários de Franca, entidade que abrange as instituições bancárias da região, inclusive Ituverava, tem realizado reuniões freqüentes para discutir o assunto. No entanto, o sindicato anunciou que acompanhará a greve nacional. Em Ituverava, estão em greve as duas agências do Banco do Brasil e a agência da Caixa Econômica Federal.

“Enquanto a Fenaban não retomar as negociações e apresentar uma nova contraproposta a greve vai continuar em todo o país”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Franca, Osório Carbone.

Nova proposta
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que aguarda uma nova proposta dos bancários para "prosseguir nas negociações que resultem em acordo", uma vez que a apresentada pelos bancos foi recusada pelas lideranças sindicais.

A Febraban não faz levantamentos sobre o impacto da paralisação nos bancos, mas destaca que oferecem diversos canais alternativos para a realização de transações financeiras.

De acordo com a Febraban, os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

O que a categoria reivindica
Os bancários pedem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.

A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).

Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.

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