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25/10/2015

ARGENTINOS VOTAM NO PRIMEIRO PLEITO SEM UM KIRCHNER EM 12 ANOS

Cerca de 30 milhões de eleitores argentinos vão às urnas neste domingo

Cerca de 30 milhões de eleitores argentinos vão às urnas neste domingo na primeira eleição presidencial em doze anos sem o sobrenome Kirchner nas cédulas de votação.

A novidade abriu espaço para uma série de especulações sobre o futuro político da presidente Cristina Kirchner e o setor político que ela representa, o kirchnerismo - braço do peronismo criado pelo marido dela, o ex-presidente Nestor Kirchner, quando chegou à presidência, em 2003.

Viúva desde 2010 e presidente reeleita, Cristina não pôde disputar mais um mandato, algo proibido pela Constituição argentina. Ela escolheu como candidato o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV).

Segundo pesquisas de intenção de votos, Scioli lidera a corrida presidencial, mas há dúvidas se ele receberá votos suficientes para vencer no primeiro turno ou se, como indicam as estimativas divulgadas, disputaria o segundo turno, em novembro.

A disputa provavelmente seria com o prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, da frente oposicionista Cambiemos (Mudemos).

Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa contar com 40% dos votos e uma diferença de dez pontos percentuais para o segundo colocado ou 45% da votação. Se for realizado o segundo turno, será um fato inédito na história da Argentina. Analistas estimam que o percentual de indecisos pode chegar a 30%.

Nas últimas horas antes da votação, neste fim de semana, assessores de Scioli afirmaram que a expectativa é de que ele vencerá no primeiro turno. Ao mesmo tempo, assessores de Macri afirmavam que contavam com pesquisas que indicavam o segundo turno. Em respeito à lei eleitoral, as últimas pesquisas foram divulgadas pela imprensa local oito dias antes do pleito.

Amigos e rivais
O oposicionista Mauricio Macri promete mudança, mas também a manutenção de planos sociais dos Kirchner.

Ex-campeão de motonáutica, Scioli perdeu o braço direito em um acidente no esporte e entrou para a política há 18 anos. Macri foi presidente do Boca Juniors, um dos principais clubes de futebol da Argentina e da América do Sul, e vítima de um sequestro no passado.

Os dois são amigos de longa data, segundo assessores, mas divergem na política.

"A nossa convicção é a de que o kirchnerismo chega ao fim e que vamos disputar o segundo turno", disse à BBCBrasil o chefe da campanha de Macri, Marcos Peña. Segundo ele, o kirchnerismo "será apenas uma página na história argentina".



Fonte: bol.uol.com.br

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