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15/11/2015

ALTA NA EXPORTAÇÃO FAZ PRODUTOR USAR MÉTODO PARA ABATE DO BOI EM 2 ANOS

Pecuarista de Barretos (SP) quer atingir mesma qualidade da carne dos EUA. Segundo Cepea, venda da carne brasileira aumentou 65% neste ano.

O aumento na exportação da carne bovina fez com que os pecuaristas da região de Ribeirão Preto (SP) enfrentassem um novo desafio para produzir mais em menos tempo. A venda da carne brasileira para o exterior aumentou 65% neste ano, em comparação com 2014, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para suprir a demanda, os produtores passaram a desenvolver um novo método de produção, que possibilita o abate do gado em dois anos – não mais em três – e com uma carne de maior qualidade, segundo os pecuaristas. “É preciso produzir mais, em menos espaço e também aumentar o giro, em tempo menor”, disse o zootecnista Wolney Junior.

O programa foi batizado de “7.7.7” e significa que os fazendeiros devem fazer com que o gado ganhe sete arrobas, o equivalente a 105 quilos, a cada fase da produção pecuária: cria, recria e engorda. No período, o animal recebe dieta rica em proteína, energia, minerais e aditivos que melhoram o desenvolvimento.

Lucro maior
Segundo os produtores, solto no pasto o boi levaria três anos para chegar ao ponto de corte, com 255 quilos. Com o novo método, o gado fica parte do tempo confinado e atinge 315 quilos em dois anos. O ganho é lucrativo para os pecuaristas, que atualmente vendem 15 quilos da carne por R$ 140, segundo a cotação mais recente.

Em uma fazenda de Barretos (SP), o produtor Marcelo de Carvalho Dias deve levar para o abate neste mês de novembro o primeiro rebanho engordado com a nova técnica. São 260 cabeças de gado da raça Montana. “Se estivesse em um pasto, principalmente em um ano adverso com este, estaria ganhando no máximo 600 gramas por dia nesse período do ano”, comentou.

A ideia dos produtores paulista é atingir o mesmo nível da carne produzida nos Estados Unidos e pela União Europeia, considerados os mais eficientes na pecuária de corte. A técnica, entretanto, não deve tornar a carne mais barata para o consumidor. “A tecnologia tem um custo, esses animais pegam uma dieta enriquecida e tudo isso custa caro”, afirmou Dias.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)

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