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ECONOMIA

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20/11/2015

A INVESTIDORES EM NY, LEVY TRATA O BRASIL COMO OBRA EM ANDAMENTO

RIO - Em Nova York, primeira parada na viagem aos Estados Unidos, iniciada nesta quinta-feira com a missão de apresentar o Programa de Infraestrutura e Logística (PIL) e atrair para ao país investimentos, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) se referiu ao Brasil como a uma obra — “Desculpe o transtorno, mas estamos trabalhando para melhorar o Brasil” — ao falar sobre o cenário econômico do país, com desemprego e inflação em alta. “É um momento que a gente está acertando o Brasil pra enfrentar a nova realidade global”, afirmou, admitindo que medidas adotadas no passado se esgotaram.

O paralelo com as obras continuou ao ser indagado sobre sua situação no governo Dilma Rousseff — partidários da presidente vem pressionando pela substituição de Levy por Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central —, quando Levy afirmou se sentir confortável:

— Eu estou tranquilo. O importante é o folhetim. O importante são as políticas, fazer as coisas para acabar a obra. Todo mundo dizia que não ia ter aeroporto. O governo tomou as decisões, fez as concessões, passou uns meses em obra. Hoje, olha os aeroportos que o Brasil tem. Então é assim, hoje a gente trabalha, está nas obras, tem um bom arquiteto. No final vai ficar bacana.

O ministro também foi provocado a falar sobre os comentários do ex-presidente Lula em recente entrevista à televisão:

— Eu vejo com naturalidade. Ele estava querendo dizer que ele tem os problemas dele e a presidente tem as questões dela. Isso me parece perfeitamente natural. As pessoas gostam de botar intenções nele, acham que ele faz isso e faz aquilo e esquecem as muitas coisas que ele fez. Eu tive oportunidade de viver com ele em 2003, quando ele repensou, criou o Bolsa Família, discutiu com muita gente, coisas que estão aí até hoje.

E complementou:

— Naquele época, eu pensei: “Dinheiro muito bem gasto no Bolsa Família” e transformou o Brasil. Então, claramente, o presidente tem um recorde de realizações extraordinárias e está cuidando das coisas dele.

DÚVIDAS POLÍTICAS SUPERADAS

Levy falou a um grupo de investidores em Nova York, primeira escala do road show que passará também por San Francisco, e avaliou o encontro de forma positiva:

— Foi muito bem.

Durante o evento, o ministro aprovou a movimentação no Congresso, com aprovação de medidas importantes para a reordenação econômica.

— Esta semana, o Congresso deu uma sinalização extraordinária, votando coisas muito importantes, apontando para a gente ter uma solução do orçamento do ano que vem, pra gente acabar com essas obras e começar aproveitar tudo de bom que o Brasil tem — comemorou. — Agora vai ser um momento importante, porque certas dúvidas políticas são superadas, e cada vez mais importante vão ficar claras as escolhas do governo.

Indagado sobre permanência da alta inflação, ele mencionou os serviços como principal fonte de inflação.

— A gente tem que continuar perseverando e tomar as medidas pra ter uma estabilidade do câmbio, a volta da confiança, que a questão fiscal vai estar resolvida.

O ministro prevê um Brasil mais competitivo, com mais concorrência e empresas mais produtivas. E deu a entender que as medidas adotadas no passado para lidar com os problemas macroeconômicos já não são mais adequadas:

— A solução tem que ser mais ambiciosa. Não adianta remediar com os mesmos remédios. Não vamos repetir o que foi feito. Tem que ter imaginação.

Fonte: g1.globo.com

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