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CIDADE

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22/11/2015

ACIDENTES E MORTES DIMINUEM EM RODOVIAS CONCEDIDAS DE SP

Queda nas estatística é consequência do alto investimento em melhorias em infra-estrutura

Nos três primeiros trimestres de 2015, as rodovias sob concessão do Estado de São Paulo registraram índice recorde de redução de acidentes. Em algumas concessões, o número de acidentes teve redução na casa dos 17%. Na média, os 6,4 mil quilômetros de estradas sob administração privada tiveram queda de 10,09% no número de acidentes. Mais significativa ainda foi o recuo na quantidade de vítimas fatais, de 21,82% em todo o sistema, mas que chegou a mais de 50% em algumas concessões.

A redução no número de feridos foi de 10,07% no sistema. Um enorme avanço nas metas estabelecidas pela ONU para redução de acidentes de tráfego e trânsito. Também é um ótimo recorde: a maior diminuição em 16 anos do programa de concessões rodoviárias. Todas essas reduções são consequência do alto investimento em melhorias e infra-estrutura, capazes de salvar cada vez mais vidas.

Segurança viária
Ao longo desses anos de concessões rodoviárias paulistas está sendo desenvolvido importante conceito de segurança viária, denominado "rodovia que perdoa". São investimentos necessários ao longo das pistas, como duplicações, construção de marginais, mais acostamentos, novos dispositivos de acesso e outras melhorias, que tornam as rodovias mais seguras e que salvam cada vez mais vidas.

São investimentos promovidos pelas concessionárias, com dinheiro proveniente dos pedágios. “Foram investidos nesses 16 anos mais de R$ 70 bilhões. As rodovias estão sendo equipadas com mecanismos que absorvem o erro do motorista, capazes de evitar acidentes; ou mesmo que eles ocorram, que sejam o menos danosos possível para as pessoas", explica Giovanni Pengue Filho, diretor geral da Artesp.

Programa de Redução de Acidentes (PRA)
Paralelamente aos investimentos, outras duas frentes também têm importante papel nessa redução. O Programa de Redução de Acidentes (PRA) desenvolvido por todas as concessionárias e a campanha pelo uso do cinto de segurança.

O total de duplicação de pistas da malha concedida nesse período foi de 276,5quilômetros. Esse tipo de obra tem importante papel na redução de acidentes, pois contribui para redução de colisões laterais - que são a terceira maior causa de acidentes, segundo levantamento feito com base nos registros de 2014 – e frontais.

Também na malha concedida, no mesmo período, foram implantadas 149,6 quilômetros de pistas marginais – importantes por separar o tráfego urbano rodoviário -, 184,6 quilômetros de faixas adicionais e 78,8 quilômetros de acostamentos. Na malha sob concessão da Cart, por exemplo, foram duplicados 112 quilômetros de pistas de 2010 a outubro deste ano. Nos trechos sob administração da SPVias foram 63 quilômetros duplicados.

Considerando os nove primeiros meses de 2015, esse é o quarto ano consecutivo com queda no número de acidentes nas rodovias sob concessão. Antes de 2015, o ano que apresentou maior recuo, sempre considerando os três primeiros trimestres do ano, foi 2014, que teve redução de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, no ano passado o número de mortes e vítimas feridas apresentou aumento de 10,6% e 4,7%, respectivamente, o que reforça, ainda mais, a importância dos resultados obtidos este ano pelas concessionárias que administram as estradas paulista. Investimentos na malha e contínuas campanhas de conscientização do motorista têm sido as principais ferramentas para atingir os resultados.

Principais Causas de Acidentes
De acordo com o levantamento dos tipos de acidentes de 2014 na malha concedida, entres as maiores causas estão choques contra obstáculos estáticos (defensas, postes, carros parados no acostamento) com 30% do total de ocorrências; seguido das colisões traseiras(28%) e colisões laterais (13%).

A principal causa de mortes por acidentes são os atropelamentos de pedestres (29%), seguido das colisões traseiras (21%) e choques (12%). Para a redução dos atropelamentos, a ARTESP e as concessionárias estão realizando diagnósticos constantes dos pontos onde ocorrem esse tipo de acidente e, com base nesses levantamentos, adotado medidas como reforço na sinalização, implantação de passarelas e melhoria na iluminação.

Levantamento realizado no primeiro semestre deste ano, mostrou que os resultados dessas medidas foram a redução de 23,6% no número de atropelamentos nas rodovias sobconcessão (de 386 ocorrências de janeiro a junho do ano passado para 295 nomesmo período deste ano) e queda de 29,7% nas mortes por atropelamento (de 131para 92).

Nova meta
Com base nos resultados alcançados no PRA e considerando as metas lançadas pela ONU no programa Década de Ações para a Segurança Viária (2011 a 2020), a ARTESP, em conjunto com as concessionárias, reviu os objetivos de seu programa de redução de acidentes.

A nova meta é reduzir as mortes em 50% até 2020, considerando os números de 2010 como base. E, mesmo sem ser uma das metas estabelecidas pela ONU, a queda de 20% no número de feridos. Para atingir o patamar almejado, a ARTESP mantém os investimentos na infraestrutura viária e está reforçando as campanhas de educação no trânsito, por considerar que é necessário mudar também o comportamento do usuário.

Cinto de Segurança
Com base nesse enfoque, a ARTESP obteve resultados expressivos com a campanha lançada no início do ano para conscientizar os usuários da importância do uso do cinto de segurança, inclusive no banco traseiro dos veículos.

De acordo com pesquisa realizada em dezembro, 54% dos ocupantes dos bancos traseiros não utilizavam cinto de segurança. Segundo novo levantamento, esse índice caiu para38% em agosto, oito meses após a campanha que contou com filmes veiculados na TV e internet, faixas nas rodovias, mensagens nos painéis das rodovias, distribuição de panfletos e ações com o Simulador de Impacto – aparelho que simula uma batida a 5 km/h e transmite ao usuário o impacto de um acidente mesmo que a baixa velocidade, ampliando a sensação de importância da utilização do cinto.

Entre os passageiros do banco dianteiro, o índice de não utilização do cinto caiu de 16% para 11% e entre os motoristas de 13% para 9%, segundo dados da ARTESP.

Fonte: ARTESP – Assessoria de Imprensa

Iniciada Campanha de Prevenção de acidentes
A ARTESP, em conjunto com o Detran e o Governo do Estado de São Paulo, inicia nova campanha de prevenção de acidentes na televisão. Foram produzidos filmes com duração entre 30 segundos e dois minutos, nos quais são apresentados depoimentos de pessoas que se envolveram ou perderam parentes em acidentes de trânsito, incluindo alguns casos de repercussão.

Há, entre outros, relatos de João Reis, pai do cantor Cristiano Araújo - que morreu em acidente em rodovia neste ano -, e do filho do cantor Leonardo, Pedro Leonardo - que capotou o carro que dirigia há três anos também numa rodovia. Os filmes já estão sendo veiculados.

Vianorte
As estatísticas também mostraram queda nas estradas administradas pela Vianorte. São 236,6 quilômetros, com área de abrangência de 14 municípios, com população estimada de 1,5 milhão de habitantes.

Diminuíram no número de acidentes, que passou de 1.006 em 2014, para 847 em 2015 (queda de 15,81%). Os feridos caíram de 429 em 2014, para 354 em 2015 (queda de 17,48%), e o número de mortos, foi 36 em 2014, contra 15 em 2015 (queda de 58,33%).

As estradas administradas pela Vianorte são: Rodovia Anhanguera (SP-330) – 131,2 km; Rodovia Attílio Balbo (SP-322) – 9,7 km; Rodovia Armando de Salles Oliveira (SP-322) – 54,9 km; Anel Viário Sul de Ribeirão Preto (SP-322 – Rodovia Prefeito Antonio Duarte Nogueira) – 18,3 km; Anel Viário Norte de Ribeirão Preto (SP-328 – Rodovia Alexandre Balbo) – 13,9 km; e Avenida Bandeirantes (SP-325/SP-322) – 8,6 km. O preço do pedágio na praça Ituverava/Guará é de R$ 11,80.

Veja abaixo tabela com o desempenho de 19das 20 concessionárias do Programa de Concessão do Estado de São Paulo – a Concessionária Tamoios não está na tabela, pois entrou no programa neste ano, e não foi possível fazer comparações com períodos anteriores.

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