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07/12/2015
Contratos falsos eram firmados em agência do Banco do Brasil em Guará
A Polícia Federal (PF) de Ribeirão Preto realizou na manhã da última terça-feira, dia 1º de dezembro, uma operação para implodir um esquema suspeito de desviar R$ 35 milhões em contratos de financiamentos agrícolas das agências do Banco do Brasil de Guará e Franca. Cinco suspeitos foram presos.
Segundo os sites do G1, as investigações foram iniciadas em abril deste ano, em uma operação intitulada “Golden Boy”, que levaram a PF até Rafael Garcia Spirlandeli e Alexandre Eduardo Rosato, ex-gerentes da agência, Guilherme Badran Abdala, engenheiro ambiental - suspeito de emitir laudos falsos para aprovação dos financiamentos, Diego Junqueira Pereira e Thaylisson Ribeiro Pereira. Os dois últimos, embora não tenham ligação direta com o banco, são acusados de atuar como aliciadores de “laranjas” - pessoas que servem como intermediários em negócios fraudulentos.
A ação
A operação ‘Golden Boy’ cumpriu cinco mandados de prisão e oito de busca e apreensão na região. As investigações sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro encontraram “inúmeras” irregularidades em contratos de financiamentos agrícolas realizados em uma agência do Banco do Brasil.
A fraude ocorreu entre julho de 2014 e março desse ano, e estava centralizada em uma agência em Guará, onde o suspeito de liderar o grupo, Rafael Garcia, atuou como gerente até abril desse ano, quando pediu exoneração do cargo.
Segundo a PF, nomes de terceiros eram usados para abrir contas e, com base em laudos técnicos e cartas de anuência falsas, o banco liberava um montante aproximado de R$ 500 mil para financiamentos agrícolas e empréstimos.
“Os contratos fraudados já analisados somam R$ 4,5 milhões, embora já haja elementos para concluir que o montante total movimentado pela organização supere R$ 35 milhões”, afirmou a PF. As investigações foram feitas com base em quebra de sigilos bancários autorizada pela Justiça.
Contas em nomes de laranjas
Segundo o delegado Flávio Reis, responsável pela operação, o modus operandi do grupo pode ter começado anos antes com um dos gerentes, anteriormente lotado pelo Banco do Brasil na cidade de Morro Agudo.
“Contas eram abertas nos nomes dos ‘laranjas’ com cadastros de empréstimos já aprovados pelo gerente geral da agência. Nestes cadastros eram inseridas informações falsas que permitiam que eles tivessem uma capacidade financeira muito maior do que a real”, explicou o delegado.