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18/01/2016

POLÍCIA CIVIL TEM ENFRENTADO DIFICULDADES NOS ÚLTIMOS TEMPOS

Delegacia de Polícia de Ituverava

O município perdeu diversos órgãos e tem enfrentado déficit de profissionais e viaturas

Não é exagero dizer que o tempo vem moldando uma nova Polícia Civil no conceito de oferecer segurança à população e efetivamente trazer uma verdadeira sensação de segurança. Estatísticas são montadas voltadas para o interesse do Estado em mostrar sempre que tudo corre bem e que tudo está sobre controle.

Em Ituverava, o que se pode notar é que nem tudo está como a população gostaria. A cidade vive uma situação totalmente diferente àquela do passado, quando o município foi sede de Delegacia Seccional de Polícia, ostentando vários departamentos como o DIG, DISE, DDM, DIMA, 1º DP, 2º DP e a própria Delegacia Seccional, todas com equipes próprias, contando com delegado, investigadores, escrivães de polícia e outros serventuários.

Hoje atua em Ituverava apenas um delegado de polícia em tempo integral, ou seja, durante o dia na Delegacia ele realiza despachos entre outros serviços pertinentes à função, ficando à frente do Setor de Investigações, cumprindo mandados e realizando apreensões diversas, se desdobrando para que no período noturno ainda em caso de ocorrências que exijam sua presença esteja pronto a atendê-las da melhor forma possível.

Por sua vez, o olhar do Estado no prisma da Segurança Pública, acredita que tudo está sob controle, mas oculta da população a falta de recursos humanos no setor, apresentando sempre uma estatística que satisfaça suas metas pré-estabelecidas, não mirando no amanhã, onde com certeza, os reflexos de tudo que acontece hoje, virão à tona e poderá ser tarde demais.

Polícia Civil teve inúmeras perdas nos últimos dez anos.
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Segundo informações obtidas pelo jornal, Ituverava, em meados de 2005, possuía duas Delegacias de Polícia, remanescentes da antiga Delegacia Seccional de Polícia, eram a Delegacia de Polícia do Município e o 1º Distrito Policial, além da 105ª Ciretran e a Cadeia Pública, possuindo na época um quadro geral de cerca de 43 funcionários e 11 viaturas.

Hoje, com o fechamento da Cadeia Pública (2007), Ciretran (Gestão Pública) e 1º DP (2014), conta apenas com 24 funcionários: 6 investigadores, 3 escrivães de polícia, 5 oficiais administrativas, 2 agentes de telecomunicações, 2 agentes policiais e 6 carcereiros, que lutam e fazem a engrenagem da Segurança Pública funcionar em Ituverava.

Dos carcereiros, 2 faleceram, um se aposentou e, devido ao fechamento da Cadeia Pública, metade se transferiu para outras unidades e o os que ficaram desempenham funções fora de suas áreas, ou seja, estão com desvio de função para atender os interesses da administração que os distribuiu de forma a aproveitar o melhor de cada um nas funções que tinham habilidades.

Números
No ano passado, a Delegacia registrou 3.168 Boletins de Ocorrências, 300 Termos Circunstanciados, (totalizando 3.468), 707 Inquéritos Policias instaurados, 791 Inquéritos Policias relatados, 253 Cartas Precatórias expedidas e 196 Cartas Precatórias recebidas, vários Mandados de Buscas solicitados e cumpridos, Prisões preventivas pleiteadas e ainda diversos Flagrantes lavrados e os presos removidos (escoltados) para o CDP de Franca.

Todo este trabalho contando com apenas 6 viaturas, sendo que duas delas estão com problemas de mecânica, pois são antigas, e não podem ser usadas, estes fatores mostram o esforço dos servidores para que a delegacia funcione e desempenhe sua função para atender a população, que nesta década aumentou significativamente, bem como os crimes registrados.

Há de ressaltar que dos funcionários em exercício em Ituverava, 7 possuem tempo para se aposentar, e outra parte, dentro de três anos, também atingirá os requisitos exigidos para aposentadoria e não se vê no Governo do Estado de São Paulo nenhum movimento para repor funcionários, deixando a população apreensiva em não saber o que pode acontecer se as aposentadorias forem homologadas, quem realizará os trabalhos na Delegacia de Polícia, ou se o Governo abrirá vagas e concursos públicos, e como será de imediato o serviço prestado pelos novos funcionários recém empossados que não encontrarão os veteranos para orientarem e fazer a transição dos trabalhos.

As autoridades públicas da cidade devem se mobilizar para pleitear ao Governo mais recursos humanos, viaturas e melhores condições de trabalho para os servidores.

Dedicação
Há de se orgulhar o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil e Polícia Militar na cidade, porém, é possível constatar nos últimos 10 anos que nem tudo está correto e que a política de segurança pública vem sendo desenvolvida pelo Estado é de forma equivocada, pelo fato de se perder recursos humanos (funcionários), e recursos de logística (viaturas e prédios) e não repor.

Se há 10 anos a cidade contava com um quadro de funcionários que permitia aos servidores prestar serviços de qualidade e eficiência, hoje pode se dizer que os poucos funcionários que restam se desdobram, e fazem o que podem para responder às expectativas mínimas da população.

Se por um lado o Estado não prioriza concursos públicos para repor as faltas dos funcionários, que se aposentam, falecem e mudam de carreira, o exemplo é quadro de funcionários da única Delegacia de Polícia de Ituverava.

Isso porque quando se fechou o 1º DP do município, que foi de forma estratégica, para não se perceber a falta de servidores, foi enquadrado em um “programa” do Governo do Estado de São Paulo chamado de “reengenharia”, em que na verdade, para se ter o mínimo de funcionários para que se funcione uma Delegacia de Polícia, e cidades que possuíam duas Delegacias uma foi fechada e os servidores eram juntados em uma só, isto apenas para evitar ações de instituições ligadas aos sindicatos de carreiras contra a falta de recursos humanos e as escalas e fluxos de serviços que eram submetidos os funcionários das delegacias que trabalhavam com número deficitário de servidores.

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