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25/01/2016
Existem duas medidas que podem salvar a sua viagem internacional de imprevistos relacionados à saúde. Afinal, assim como no seu dia a dia no Brasil, também nas férias você nunca sabe quando pegará uma gripe forte, torcerá o tornozelo ou comerá algo estragado. A primeira delas é fazer um seguro de saúde para viagem, a outra é levar uma ‘farmacinha’ com uma pequena quantidade de medicamentos básicos que costumamos ter em casa. Além disso, às vezes o corpo exige uso de alguma medicação continuamente, como em casos de pressão alta, diabetes e dores na coluna, por exemplo. Nestes casos, ter medicamentos na bagagem é não apenas prevenção, mas uma necessidade. Mas, para isso, é preciso seguir algumas regras. O Desempacotados ensina como levar remédios em viagem internacional.
Um cuidado importante é não despachar medicamentos essenciais, pois sua bagagem pode se extraviar e você vai acabar sem eles em um país estrangeiro, onde as regras para compra podem exigir receita de um médico local, no qual você terá que marcar e pagar uma consulta. Para evitar que isso aconteça, leve seus remédios na bagagem de mão. Os controlados – tarjas vermelha e preta – precisam estar acompanhados de receita médica onde conste o nome do passageiro e o carimbo do médico.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) orienta o passageiro a apresentar tudo aos fiscais no momento da inspeção de segurança – a passagem pelo raio-x. Recomenda ainda que os remédios sejam mantidos fechados em suas embalagens originais, a não ser que seja necessário o uso durante o voo. Lembre-se ainda de adquirir medicamentos em quantidade suficiente para toda sua estadia fora do país e alguma sobra, para o caso de perder ou esquecer uma cartela ou frasco durante o trajeto.
Passageiros diabéticos podem levar insulina e outros líquidos necessários, como sucos especiais para alimentação, na bagagem de mão, mas apenas na dose necessária para o consumo durante a viagem e acompanhados da prescrição médica que especifique a quantidade autorizada. O mesmo se aplica a quem faz uso de medicamentos injetáveis. Neste caso, as agulhas devem estar acondicionadas em embalagens lacradas e apresentadas aos fiscais de segurança do embarque junto com a receita, pois não são permitidos objeto perfuro-cortantes a bordo.
Já a sua ‘farmacinha’ de medicamentos básicos não precisa de receita, mas deve respeitar o limite de 100 ml por frasco no caso dos líquidos levados em bagagem de mão. Eles devem ser colocados em uma embalagem plástica transparente vedada de até 20 cm X 20 cm, assim como todos os demais líquidos, cremes, pastas, sprays e aerosóis de qualquer tipo que você não for despachar. O total não pode exceder 1 litro.
Para evitar problemas na chegada a outros países, peça também ao seu médico uma versão da receita em inglês, tanto para medicamentos controlados como para os livres que forem carregados em grandes quantidades, como no caso de viagens longas. Peça ao seu médico para explicar que você ficará fora por ‘x’ tempo e, por isso, necessita tal quantidade de remédios. É uma boa forma de precaução, mas, para ter 100% de segurança de que não haverá problemas no desembarque, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta o passageiro a consultar a embaixada ou consulado do país de destino para saber de ele restringe a entrada de algum tipo ou quantidade de medicamentos estrangeiros.
Já levar medicamentos na bagagem despachada é muito simples – apesar do risco de dano ou perda -, não existindo nenhum tipo de restrição na legislação aeronáutica brasileira.
O que recomendamos levar em qualquer viagem, seja de longa ou curta duração, dentro ou fora do país, é: remédio para dor de garganta, gripe, diarreia, dor de estômago, má digestão, enjoo, dor de cabeça, febre e cólicas. Ter um termômetro à mão também é essencial. Demos a Volta ao Mundo durante 14 meses e garantimos que ter esses medicamentos básicos por perto – sempre acompanhados de uma receitinha precavida em inglês – salvou muitos dias da nossa viagem que seriam perdidos com doenças leves.
Fonte: br.msn.com