Nossa Capa


Publicidade





CIDADE

Voltar | imprimir

31/01/2016

CRESCIMENTO POPULACIONAL DE ITUVERAVA TEM SIDO PEQUENO

Vista aérea do município de Ituverava

Estáticas apontam aumento de 5,64% nos nascimentos e de 29,15% nas mortes em 2015, se comparado a 2014

Levantamento feito pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Ituverava, a pedido da Tribuna de Ituverava, aponta que o município teve crescimento populacional muito pequeno em 2015. De acordo com as estatísticas apresentas, foram 505 nascimentos e 474 mortes.

Ou seja, se forem deixados de lados critérios como pessoas que se mudam para a cidade ou que a deixam para morar em outro lugar, Ituverava aumentou no ano passado apenas 31 pessoas..

Desta maneira, fica claro que o crescimento populacional do município, que ocorre quando a taxa de natalidade é superior à taxa de mortalidade, tem sido pífio.

O levantamento aponta ainda que, em relação a 2014, o número de nascimentos aumentou 5,64%, passando de 478 para 505. Na contramão, o aumento no número de óbitos foi bem maior: de 29,15%, passou para 367 em 2014 para 474 em 2015.

O número de mortes em 2015 é alarmante, pois de um ano para o outro o aumento chegou perto de 30%, enquanto o número de nascimentos teve um aumento mais tímido, de pouco mais de 5%.

Casamentos
O levantamento no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Ituverava aponta queda no número de casamentos realizados. Em 2015, foram 253, enquanto em 2014 foram 295, ou seja, houve diminuição de 14,23%. O número de divórcios também diminuiu, passando de 143 em 2014 para 115 em 2015, queda correspondente a 19.58%.

Na região, também foi comum a queda no número de casamentos. Os dois Cartórios de Registro Civil de Franca, por exemplo, contabilizaram 2.539 uniões em 2015, número menor que em 2014, quando foram 2.691.

Estatísticas de 2015

Nascimentos: 505

Óbitos: 474

Casamentos: 253



Estatísticas de 2014

Nascimentos: 478

Óbitos: 367

Casamentos: 295



Planeta deve ter 9 bilhões de habitantes em 2050
O crescimento populacional é conseqüência do crescimento vegetativo, obtido através do saldo entre as taxas de natalidade (nascimentos) e de mortalidade (mortes). Quando a taxa de natalidade é superior à de mortalidade, temos um crescimento vegetativo positivo, caso contrário, a taxa é negativa.

Somente no final do século XVII e início do século XVIII, o crescimento populacional no mundo se intensificou, pois antes desse período a expectativa de vida era muito baixa, fato que elevava as taxas de mortalidade.

Em 1930, a Terra era habitadas por cerca de 2 bilhões de pessoas e, em 1960, esse número atingiu a marca de 3 bilhões, com média de cresci-mento populacional de 2% ao ano. Na década de 1980, a população mundial ultrapassou a marca de 5 bilhões de pessoas.

Atualmente, a taxa de crescimento populacional mundial, inferior a 1,2% ao ano, está em constante declínio. Porém, a expectativa de vida está em ascensão em virtude dos avanços na medicina, saneamento ambiental, maiores preocupações com a saúde, entre outros fatores. Sendo assim, o número de habitantes no mundo continua aumentando.

População Mundial
De acordo com dados divulgados em 2010 pelo Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap), a população mundial era de 6,908 bilhões de habitantes. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), o contingente populacional do planeta atingirá a marca de 9 bilhões de habitantes em 2050, ou seja, um acréscimo de aproximadamente 2,1 milhões de habitantes, e a taxa de crescimento será de 0,33% ao ano.

É importante ressaltar que o aumento populacional ocorre de forma distinta em cada continente. A África, por exemplo, registra crescimento populacional de 2,3% ao ano. A Europa, por sua vez, apresenta taxa de 0,1% ao ano. América e Ásia possuem taxa de 1,1% ao ano e a Oceania, 1,3% ao ano.

Crescimento populacional deve diminuir e impactar economia
“Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração”. A música da Copa de 1970 traz lembranças contraditórias. E, sobretudo, mostra o contraste entre o Brasil de quase meio século atrás e o atual. Éramos um país sem liberdade política, com muita desigualdade social, ruas cheias de crianças brincando e um crescimento econômico pujante. Hoje, vivemos em uma democracia. Com 205 milhões de habitantes, somos um país de renda média alta, para padrões internacionais. Mas o nosso crescimento populacional é pífio. E também o econômico.

O país ainda tem muitos jovens, graças ao aumento populacional do passado. Assim, há muita gente hoje tendo filhos. A cada 19 minutos, nasce um novo bebê entre o Oiaopoque e o Chuí, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Parece muito, mas não é. A população cresce 0,83% por ano. É quase metade do ritmo que se via em 2001, de 1,40%. No início da década de 1960, quando atingimos o auge, o aumento anual era de 3%.

O crescimento do número de habitantes tende a zero e, depois, à queda. Para o IBGE, a população vai atingir o ápice em 2043, com 228.343.224 habitantes. A partir daí, começará a se reduzir. Teme-se que a economia empaque. “A população é importante para fazer a bicicleta andar”, resume a demógrafa Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para Ana Camarano, a inflexão virá mais cedo, por volta de 2035. Mas o momento de se preocupar com o problema é já. Passa da hora, alertam especialistas, de nos prepararmos para as mudanças de que o país necessita.

Menos Mão de Obra
O medo é que, em um Brasil com menos pessoas, seja mais difícil para as empresas encontrar mão de obra e também consumidores; que o número menor de contribuintes faça os impostos se tornarem ainda mais pesados; e que, com menos pessoas trabalhando, o sistema de aposentadorias entre em colapso. O Brasil do futuro terá muito mais idosos do que hoje, o que representará um desafios para o pagamento de aposentadorias, para a assistência médica e até mesmo para o urbanismo. Em 2001, 5,68% dos brasileiros tinham mais de 65 anos. Hoje, essa faixa etária concentra 7,90% do total de pessoas. Em 2060, limite das projeções do IBGE, serão 26,77%.

Vida dos brasileiros mudou bastante ao longo de 40 anos
Nos últimos 40 anos, os brasileiros passaram a viver mais e melhor, a mortalidade infantil caiu quase 90% e ações impensáveis no começo dos anos 1970 - como o divórcio legal e o casamento entre pessoas do mesmo sexo - tornaram-se realidade.

É o que mostra a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2014, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que pela primeira vez compara os dados de 2014 com os de 1974, ano em que passou a sistematizar essas informações.

Confira abaixo dez das principais mudanças na vida dos brasileiros apontadas pelo IBGE.

Mortalidade infantil em queda Em 40 anos, a mortalidade de crianças até cinco anos caiu 86,6%. Em 1974, as mortes de menores de cinco anos representavam 35,6% do total. Já em 2014, esse número caiu para 3,1%. A queda se repetiu nas mortes de menores de um ano, passando nas últimas quatro décadas de 28,2% para 2,7%.

Brasil Mais Velho
Os brasileiros estão vivendo mais e elevando a idade média de óbito, hoje concentrada na população acima dos 65 anos. Há 40 anos, as mortes da população nessa faixa etária representavam 27,3% do total. Em 2014, esse número passou para 56,9%. Enquanto em 1970 a expectativa de vida ao nascer era de 57,6 anos, hoje esse número está em 75 anos.

Apenas 1% das crianças não são registradas

Nas últimas décadas também caiu a taxa de sub-registro, diferença entre o percentual de nascimentos esperados para um ano e os nascimentos registrados. Em 1980, primeiro ano em que essa taxa foi adotada pelo IBGE, o percentual era de 23,8%. Em 2014, passou para 1%. Desde 2010, as certidões de nascimento são emitidas online e gratuitamente dentro das maternidades.

Quase todos os nascimentos em hospitais
Desde 1996, o percentual de partos em hospitais é superior a 95% dos nascimentos registrados, tendo alcançado 99,1% em 2014. Em apenas 20.998 dos registros de nascimentos, o equivalente a 0,7% do total, o parto foi no domicílio. Em 1974 esse número era de cerca de 60%.

Mais Mortes Violentas
A proporção de mortes violentas em relação ao total de óbitos cresceu 59%, indo de 6,4% em 1974 para 10,2% em 2014. Entre a população masculina, esse número, que representava 76,2% há 40 anos, chega em 2014 a 84,2%.

Gravidez Adiada
Nas últimas quatro décadas, as mulheres brasileiras também passaram a ter filhos mais tarde. Entre 1976, primeiro ano que o IBGE coletou esse dado, e 2014, os nascimentos do grupo de mães de 30 a 34 anos cresceu 33%, passando de 15% para 20% do total. Os do grupo de 35 a 39 anos aumentaram 35%, indo de 7,4% a 10%.

Casamento Deixado para Depois
Os brasileiros estão deixando para casar mais tarde. A idade média dos homens ao se casar passou de 27 anos em 1974 para 30 anos em 2014, enquanto a das mulheres passou de 23 para 27 anos. Já nas uniões homoafetivas, a idade média observada foi de 34 anos tanto para homens quanto mulheres em 2014, menor do que em 2013, primeiro ano em que o IBGE tabulou esse dado, quando eles tinham em média 37 anos, e elas, 35.

Dez vezes mais Divórcios
Em 1984, quando o IBGE passou a registrar também o número de divórcios no país, 30.847 casais se separaram. Esse número cresceu dez vezes nos últimos 30 anos, chegando a 341.181 separações em 2014. Enquanto em 1984 a taxa geral de divórcio da população (que representa o número de separações por 1 mil habitantes de 20 anos ou mais) era de cerca de 0,5%, no ano passado ela chegou a 2,41%.

40: idade de Separar
Assim como em 1984, primeiro ano em que o IBGE registrou também o número de divórcios no país, a idade média em que homens e mulheres se divorciam permaneceu na casa dos 40 anos. Como há 30 anos, as mulheres seguem se divorciando, em média, aos 40. No caso dos homens houve um aumento de um ano, passando de 43 para 44 anos.

Mais casos de guarda compartilhada
Apesar de ser possível por lei desde 1977, a guarda compartilhada dos filhos após o divórcio passou a ser mais freqüente só nos últimos anos. Em 1984 (quando o IBGE passou a registrar também o número de divórcios no país), 3,5% dos casais optavam por cuidar dos filhos conjuntamente após a separação. Em 2014, esse número passou para 7,5%, um aumento de 114% em 30 anos.

Voltar | Indique para um amigo | imprimir