Clique aqui para ver a previsão completa da semana
20/02/2016
Limpeza de terreno para eliminar criadouros do Aedes aegypti População deve se unir para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti
Em Ituverava, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, neste ano foram registrados 22 casos de dengue. Porém, outras 444 notificações aguardam o resultado. Não foram registrados casos de chikungunya e de zika vírus no município. “É fundamental que a população se una e trabalhe em equipe para vencer o Aedes aegypti, pois este é um problema de todo o município, e não apenas da Prefeitura”, afirma o secretário municipal da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias.
Com a proliferação de doenças provocadas pelo Aedes aegypti em todo o Brasil, o mosquito se tornou uma grande preocupação nacional. O problema, no entanto, precisa ser levado com bastante seriedade por todos, pois o governo sozinho não conseguirá resolvê-lo. É necessário, mais do que nunca, o trabalho em equipe de toda a sociedade. Somente se cada um fizer a sua parte, o Brasil vencerá essas doenças, que podem, inclusive, levar à morte. Como tem alertado a Tribuna de Ituverava: a dengue mata, a vítima pode ser você.
Este é o momento de dar total atenção à limpeza de residências, prédios e terrenos, eliminando todos os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, pois a situação está preocupante, como demonstra o primeiro detalhamento dos casos de dengue no Estado de São Paulo deste ano. O documento revela a repetição de um padrão: municípios do interior que enfrentaram grandes surtos da doença em janeiro de 2015 estão novamente com ocorrências significativas.
Nas porções noroeste, norte e centro-oeste do Estado, que sofreram grandes epidemias no primeiro trimestre do ano passado, cidades como Araçatuba, Araraquara e Hortolândia, por exemplo, já terminaram janeiro com ao menos 140 casos da doença.
Semelhança
Para especialistas, a semelhança do quadro se deve à falha na prevenção. É também um alerta de que a rota dengue, do interior à região central do Estado, pode se repetir em 2016, ano em que o mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, preocupa ainda mais devido ao surto de zika no país.
"Só há nova epidemia em locais que não fizeram bom controle da quantidade de mosquitos, que não conscientizaram a população adequadamente sobre o combate aos criadouros. Quando não se faz a lição de casa, o quadro se repete", afirma Luiz Eloy Pereira, vice-presidente do Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (SP, MT e MS).
Tipo 1
Segundo levantamento da Secretaria da Saúde do Estado, 98% dos 657 mil casos confirmados de dengue em 2015 em São Paulo eram do vírus tipo 1 da doença, que tem quatro tipos. O tipo 1 ainda predomina.
"O mesmo não acontece com cidades maiores porque, apesar de poder ter havido uma grande epidemia local, ainda há um percentual enorme da população suscetível", afirma Bianca Grassi de Miranda, infectologista do Hospital Samaritano.
Ranking
No comparativo de cidades com mais notificações de dengue em janeiro de 2015 e janeiro de 2016, dois municípios permanecem no ranking: Campinas (973 registros neste ano) e Sorocaba (801).
Os dois municípios informam que estão mantendo campanhas e ações permanentes de combate ao mosquito transmissor da dengue e que o quadro atual de contaminação é mais controlado do que no ano anterior.
Na capital paulista, as notificações triplicaram nas três semanas do ano em relação a janeiro do ano passado (4.065 ante 1.346). A prefeitura atribui o índice a uma maior procura da população pelos serviços de saúde ao sinal dos sintomas da doença.