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20/02/2016
Sede da ONG AmpararEntidade desenvolve importante trabalho na defesa de animais abandonados no município
Apesar de desenvolver um trabalho relevante na cidade, a ONG Amigos Protetores dos Animais de Rua Abandonados e Rejeitados (Amparar) tem passado por inúmeras dificuldades por falta de colaboradores e de recursos financeiros. Hoje, a entidade busca ampliar suas instalações e oferecer um trabalho de melhor qualida- de, porém não tem conseguido devido à falta de doações.
Segundo o presidente da Amparar, Eliezio Aparecido Trindade, a situação só não é pior porque a entidade conta com voluntários dedicados. “Hoje contamos com pouquíssimos voluntários, que fazem o melhor que podem. Porém, o maior agravante de uma ONG é a falta de conhecimento da maior parte da população que como o nome diz é uma Organização Não Governamental – pois vive da boa vontade da população”, afirma.
“Além disso, por falta de conhecimento, algumas pessoas querem de qualquer forma que recolhamos os animais abandonados que vivem nas ruas, pois pensam que temos esta obrigação por receber doações. No entanto, mesmo se quiséssemos, seria impossível, pois para cada animal recolhido, no dia seguinte haverá dois ou mais ocupando o mesmo local”, ressalta.
Abandono de Animais
Ainda de acordo com ele, é muito comum casos de abandono de animais em Ituverava, inclusive cadelas gestantes. “É um problema que nunca terá fim. Para amenizar a questão será somente através de castração e a conscientização das pessoas para terem certeza que podem cuidar de seus animais de estimação, pois muitos adotam ou compram e cuidam do animal apenas enquanto ele é filhote e saudável. Assim que o animal cresce ou fica doente, as pessoas o descartam, colocando-o na rua”, destaca.
Trindade ainda lembra que pessoas têm falado que depois da abertura da ONG, o número de animais de rua aumentou em Ituverava. “Elas falam como se a ONG fosse culpada , ma s o real culpado é quem abandona. Nossa cidade sempre teve animais abandonados, e a tendência é aumentar, não devido a existência de uma ONG, mas por não ter uma política de castração gratuita, o que faz com que os animais abandonados procriem sem controle”, lembra.
Presidente diz que população ainda não compreende trabalho da ONG
Segundo o presidente Trindade, somente neste ano, á foram enviados mais de 1,6 mil e-mails com pedidos de resgates à ONG.
“A Amparar trata, cuida e doa o animal para pessoas que realmente cuidam. Não somos um canil com capacidade de abrigar todos os pedidos de resgate, pois não temos condição e nem pessoal suficiente para isto. São dezenas de pedidos diários, através das redes sociais, telefonemas ou visita na ONG, no entanto, a maioria das pessoas entende a nossa situação, porém outros nos hostiliza , querendo obrigar a ONG a recolher a qualquer custo”, relata.
“Hoje a ONG precisa de todo tipo de ajuda possível, desde voluntários na limpeza, doações de ração, medicamentos, material de limpeza, material de construção, ajuda financeira, etc. É bom lembrar que todos que estão envolvidos são voluntários que tiram um pouco ou muito de seu tempo para ajudar na causa”, diz.
Trindade lembra que outro relevante trabalho desenvolvido pela Amparar é a castração a custo reduzido. “Basta entrar em nosso site www.ongamparar.org e fazer o cadastro de seu bichinho e aguardar o contado de um veterinário responsável. Lembro que também é possível ajudar a ONG a fazer castração gratuita de animais de rua, ajudando assim diminuir esta situação alarmante no município”, enfatiza.
Saúde Pública
“Muitos acham bonito o que fazemos, porém poucos se dispõem a nos ajudar. Quem quiser acompanhar o trabalho da ONG ou ajudar, pode nos fazer uma visita ou acompanhar pelo site www. ongamparar.org, e, se possível, fazer sua contribuição através dos meios de doações. Lembro que o animal abandonado é uma questão de saúde pública, e afeta a todos que gostam de animais e também os que não gostam”, finaliza.