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13/03/2016

AUTISMO PODE SE MANIFESTAR DE DIVERSAS FORMAS

Familiares e professores devem ficar atentos aos sinais de autismo em crianças

O maior obstáculo na vida de crianças e adolescentes autistas é a falta de conhecimento da família

Todo problema de saúde precisa ser analisado para receber um diagnóstico correto para, desta maneira, iniciar um tratamento. Da mesma forma, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser avaliado de maneira séria e criteriosa. Por isso, é necessário que os pais compreendam bem as características do TEA para ajudar seus filhos, pois, segundo o neuropediatra Dr. Clay Brites, da Neuro Saber, o maior obstáculo na vida de crianças e adolescentes autistas é justamente a falta de conhecimento da própria família.

Para o especialista, a desinformação faz com que esses pacientes sejam mal interpretados, causando seu sofrimento e também dos responsáveis. Pais devem entender que as particularidades do transtorno são passíveis de condução no cotidiano por meio de estratégias de linguagem e de autodefesa. “É preciso melhorar as condições deles para proporcionar o máximo de autonomia na vida social e escolar e, mais tarde, na faculdade e no trabalho”, afirma.

Por esse motivo, o profissional diz que a prevenção está na constante busca por informações corretas e atualizadas. Ele explica que quando parentes e professores estão cientes de tudo o que envolve o TEA, fica mais fácil para resolver possíveis problemas como, por exemplo, no relacionamento em sala de aula e também nas formas de intervenção em casa.

Classificações
Segundo o neuropediatra, poucas pessoas sabem que há diferentes classificações identificadas pela intensidade do autismo, como, por exemplo, leve, moderada e severa. Elas são definidas pelo grau de comprometimento do desenvolvimento neuropsicomotor, das questões adaptativas, nível de dependência e necessidade de intervenções para obter mínima funcionalidade.

”Também é preciso levar em conta as comorbidades, ou seja, transtornos adicionais que podem ser apresentados pelo paciente. A proposta da avaliação é sempre para identificar suas dificuldades e buscar meios para ajudá-los”, ressalta o neuropediatra Dr. Clay Brites.

Entre as categorias, há a chamada de Síndrome de Asperger. Trata-se de uma condição mais leve dentro do espectro. Nela, o comprometimento poupa, de certa forma, a inteligência e a linguagem. “Eles têm uma maior funcionalidade e mais autonomia para se adaptar aos desafios sociais e acadêmicos quando comparados com outros tipos”, explica.

“Mesmo assim, os portadores apresentam restrições visíveis: na forma de falar, de expressar emoções, de entender linguagem subliminar e processos de comunicação que dependem de mecanismos não-verbais, como gestos, expressões faciais e mudanças de tom da voz, com tendência a intelectualização e racionalização de tudo, além de exagerado interesse por determinados assuntos”, afirma o neuropediatra.

Diagnóstico do Autismo
Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando a pessoa chama. A partir dos 12 meses, por exemplo, elas também não apontam com o dedinho. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas e, quando os pais fazem brincadeiras de esconder, sorrir, podem não demonstrar muita reação.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.

Os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) referem-se a um grupo de transtornos caracterizados por um espectro compartilhado de prejuízos qualitativos na interação social, associados a comportamentos repetitivos e interesses restritos pronunciados.

Os TEAs apresentam uma ampla gama de severidade e prejuízos, sendo freqüentemente a causa de deficiência grave, representando um grande problema de saúde pública. Há uma grande heterogeneidade na apresentação fenotípica do TEA, tanto com relação à configuração e severidade dos sintomas comportamentais.

Apae de Ituverava
A Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) de Ituverava assiste a autistas.

Para isso, profissionais da entidade passam constantemente por cursos e palestras sobre o assunto, para melhor atender às necessidades dos autistas, e proporcionar-lhes atendimento e ensino de qualidade, oferecendo condições para que se desenvolvam da melhor forma possível.

Colégio Objetivo Promove Palestra sobre Autismo
Para obter os melhores resultados no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o diagnóstico e intervenção precoces são absolutamente importantes para melhorar as chances da criança desenvolver habilidades cognitivas importantes e funcionar em um nível elevado mais.

Pensado nisso, o Colégio Objetivo de Ituverava promoveu, dia 2 de março, a palestra “Análise do Comportamento Aplicado ao Autismo”, proferida pela psicóloga comportamental, Suelen Priscila Macedo Farias, que cursa pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo e é pós-graduada em Didática e Metodologia do Ensino Superior.

A palestra foi voltada aos docentes do Colégio Objetivo, pais de alunos e profissionais da área da saúde. “O convite para a palestra surgiu através da sugestão de uma fonoaudióloga de Guará, Cristiane xxxxx, que também atende na escola. Como presto consultoria e coincidentemente também atendo aqui, surgiu o convite para uma visitar a escola”, explica a palestrante, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

“A discussão desse tema é de grande relevância, primeiro porque o autismo apresenta um índice cada vez maior. Nos últimos dados publicados, de 68 crianças nascidas, 1 é portadora do autismo. Em decorrência desse aumento, as escolas têm recebido cada vez mais crianças portadoras do autismo ou de outras deficiências”, ressalta.

Ainda de acordo com Suelen “a palestra tem como objetivo informar sobre o que é o autismo, como lidar com crianças portadoras e fazer sua inclusão de forma efetiva, afim de que professores se adéqüem e aprendam a trabalhar com o comportamento destas crianças dentro da sala de aula, podendo auxiliar no desenvolvimento adequado junto aos outros alunos”, observa.

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