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CIDADE

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20/03/2016

ITUVERAVA TEM INTENSIFICADO COMBATE AO AEDES AEGYPTI

Palestra sobre dengue realizada em Ituverava

Em 2016, foram registradas na cidade 798 notificações de dengue, 165 são positivos, os outros casos aguardam resultado

A Prefeitura de Ituverava e a Secretaria Municipal de Saúde têm intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya na cidade. O intuito é evitar que o município enfrente uma epidemia de dengue e que tenha casos de zika vírus e da chikungunya.

Nesta semana, a Secretaria de Saúde, em parceria com a Sucen, pulverizou com veneno contra o mosquito Aedes aegypti o Jardim Guanabara. Além disso, a pulverização já ocorreu nos bairros Vila São Jorge e Parque dos Esportes. Estão programadas para os próximos dias, pulverizações em outros bairros da cidade.

Em 2016, Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram registradas 798 notificações de dengue, deste total, 165 são positivos, os outros casos aguardam resultado. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, não foram registrados casos do zika vírus e da chikungunya, apesar de boatos que circulam pela cidade.

A pulverização é apenas mais uma das muitas outras ações contra o Aedes aegypti. Freqüentemente estão sendo realizadas reuniões do Comitê de Mobilização Social Contra a Dengue, e desenvolvidas ações de conscientização, pelos subcomitês do Comitê de Mobilização Social Contra a Dengue.

Este trabalho consiste na distribuição de panfletos, brincadeiras educativas e atividades recreativas com crianças nas escolas e abordagem à comunidade, informando sobre os sintomas da dengue, do zika vírus e da chikungunya.

Ações Significativas
“Ituverava tem desenvolvido ações realmente significativas, o que consideramos muito importante para combater o mosquito. Lembro, no entanto, que eliminar criadouros do Aedes aegypti é dever de todos, pois apenas o Poder Público não consegue vencer este problema. É essencial que todos limpem suas casas e terrenos, pois somente assim o município ficará livre de uma epiemia. Peço a compreensão e, principalmente, a colaboração de toda a sociedade, que deve se engajar neste movimento”, completa o secretário municipal de Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias.

Recuo
Pela primeira vez desde setembro do ano passado, o número de novos casos de dengue interrompeu a trajetória de crescimento no Estado de São Paulo. No comparativo com janeiro, o recuo de novas notificações em fevereiro foi 38,5%, caindo de 57,5 mil para 35,4 mil.

As razões para a reversão da tendência de avanço da epidemia ainda não são claras, mas animaram as autoridades de saúde do Estado. De acordo com estudiosos da dengue, a quebra da seqüência de altas de novos casos pode tanto ter relação com a subnotificação (que não é comum, pois há protocolos rígidos para o controle da doença) como ser resultado da intensificação das campanhas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Sorotipos
Algo também a ser considerado é uma espécie de "esgotamento" das vítimas possíveis de contaminação, sobretudo em cidades pequenas e médias que sofreram epidemias em 2015. Isso porque um indivíduo só adquire um dos quatro sorotipos de dengue uma vez na vida. Até agora, o subtipo que está prevalecendo nas contaminações, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, é o 1, o mesmo que atingiu 98% das vítimas no ano passado.


Pelo relatório divulgado, que ainda pode ser atualizado, as quedas mais acentuadas de novos casos se dão justamente em cidades médias e pequenas, com até 150 mil habitantes, onde é mais fácil fazer o controle dos vetores e a maior parte da população já foi infectada no passado. Houve recuo de novos casos de janeiro para fevereiro em 328 das 645 cidades de SP.


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