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04/04/2016

GRIPE H1N1 VOLTA A PREOCUPAR BRASILEIROS

Ituverava não registrou casos da doença em 2016, mas tem três pessoas com suspeita

Depois de um surto da gripe H1N1, antes chamada de gripe suína, em 2009, a doença volta a preocupar a população brasileira. A gripe H1N1 já atinge 11 Estados e o Distrito Federal, totalizando 305 casos no país, até 19 de março, segundo o Ministério da Saúde. Neste período, pelo menos 46 pessoas morreram em decorrência da doença. A maior parte dos doentes está no Estado de São Paulo.

O total de casos e mortes no primeiro trimestre de 2016 já é maior do que todos os infectados e mortos pelo H1N1 em 2015, quando 141 pessoas tiveram a doença e 36 foram a óbito.

Em Ituverava, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, não foi registrado nenhum caso da gripe H1N1 neste ano, porém há três casos suspeitos. Foi realizada na cidade campanha de vacinação contra a doença em 2015, e deve ter outra neste ano, a partir do dia 30 de abril.

“Esses três casos suspeitos foram submetidos a exames específicos, que vão para o Instituto Adolfo Lutz, que deve divulgar os resultados”, afirma o secretário municipal da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava.

“A vacinação é muito importante para se prevenir, tanto contra a gripe sazonal como a H1N1. Também é importante lavar as mãos freqüentemente; cobrir nariz ao tossir; não compartilhar copos, talhares e toalhas; manter o ambiente sempre arejado e evitar aglomerações”, ressalta o secretário.

A região Sudeste do país concentrava o maior número de casos de H1N1 (266), sendo 260 em São Paulo, três casos em Minas Gerais e outros três no Rio de Janeiro.

Santa Catarina é o segundo Estado em número de casos (14), seguido de Bahia (10); Pernambuco (5); Distrito Federal (3); Mato Grosso (2); Pará, Ceará, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram um caso cada. Outro caso importado foi notificado e a pessoa morreu.

Mortes por h1n1
São Paulo tem o maior número de mortes (38 no Estado e oito na cidade de São Paulo), seguido por Bahia e Minas Gerais, cada um com dois óbitos; e Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará, com um óbito cada. As vigilâncias locais monitoram os casos de H1N1 e repassam os dados para o Ministério da Saúde.

Um surto de H1N1 foi decretado no Estado e no município de São Paulo, mas o governo local descartou epidemia.

O noroeste paulista também vive surto do vírus, o que fez a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo antecipar a vacinação contra o vírus em 67 cidades da região de São José do Rio Preto, objetivando imunizar 323,7 mil pessoas.

A população será vacinada com doses do lote de 2015, com autorização do Ministério da Saúde, já que a campanha nacional de vacinação contra o H1N1 acontece entre 30 de abril e 20 de maio.

Apesar de ter autorizado o uso de vacinas de lotes da campanha de 2015, o Ministério da Saúde afirma que, mesmo as pessoas que tomarem a vacina agora, devem voltar na campanha para se vacinar novamente e, assim, ficar protegido contra os dois outros tipos de vírus, H3N2 e Influenza B. O intervalo entre uma vacina e outra deve ser de 30 dias.

DICAS para prevenir Gripe A1N1
A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.

O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.

Segundo um centro de controle de enfermidades, nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).

Sintomas
Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Diagnóstico
Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado demora aproximadamente 15 dias. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1.

Vacina
A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves em muitos casos.

Existe ainda uma vacina com ação trivalente, pois imuniza contra o H1N1e o H3N2 dainfluenza A e contra o da influenza B.

É bom lembrar que a vacina contra gripe sazonal que está sendo distribuída atualmente no Brasil foi preparada a partir de uma seleção de subtipos de vírus que representavam ameaça antes de aparecer o H1N1, uma variante nova de vírus influenza tipo A.

Tratamento
É de extrema importância evitar a automedicação. O uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas resistentes à medicação Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.

Recomendações
Lavar freqüentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool

Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar

Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes

Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo

Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal

Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença

Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da influenza tipo A

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