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18/04/2016

VACINAÇÃO DE DOENTE CRÔNICO CONTRA A GRIPE COMEÇA NESTA SEGUNDA EM SP

Depois de quase um milhão de pessoas receberem a imunização contra a gripe na rede pública da capital paulista em uma semana de vacinação, começa nesta segunda-feira (18) uma nova etapa da campanha contra o vírus H1N1.

Agora, o público-alvo são pessoas com doenças crônicas e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias.

De acordo com o último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, 96 pessoas morreram em São Paulo devido a complicações causadas pelos vírus mais graves da gripe, sendo que 17 delas estavam na capital. Ao todo, foram 715 casos de H1N1.

A campanha de vacinação foi antecipada no Estado devido à circulação também antecipada do surto da gripe.

Especialistas avaliam que, cada vez menos, as doenças chamadas de sazonais vão ter ciclos determinados, uma vez que o brasileiro tem viajado mais e trazido microrganismos ativos em outras partes do mundo para o país.

Na Grande São Paulo, a imunização na rede pública começou com profissionais de saúde –ao menos 200 mil foram vacinados– e avançou paracrianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, gestantes e idosos.

No Estado, até agora, segundo a Secretaria da Saúde, a cobertura vacinal chegou a 36% do público-alvo.

RISCO

Reportagem da Folha do último dia 10 revelou que o público que também terá acesso à vacina a partir de agora, como diabéticos, pessoas com doenças cardiovasculares, renais, e neurológicas crônicas, além de obesos mórbidos e imunodeficientes, formam o grupo com mais chances de desenvolver quadros complicados de gripe.

A previsão da Secretaria Municipal da Saúde é vacinar 642.877 pessoas com doenças crônicas e 21.679 mulheres que tiveram bebê há menos de 45 dias na capital.

Neste último caso, a vacinação é importante porque a imunidade fica mais baixa durante a gravidez. Isso acontece devido a uma reação do corpo para evitar a rejeição do feto, mas se normaliza algumas semanas após o parto.

DOCUMENTO

Para receberem a vacina gratuitamente, as pessoas com doenças crônicas – também está incluso quem tem Síndrome de Down– devem levar aos postos de saúde um atestado médico com o código da doença no CID-10 (Código Internacional de Doenças) da OMS (Organização Mundial da Saúde)

A receita de um médico com o medicamento de uso contínuo também é válida para receber a dose de vacina.

Mulheres que deram à luz recentemente devem levar a certidão de nascimento do bebê, o cartão gestante ou uma declaração do hospital onde o parto foi realizado.

Em média, a vacina leva de duas a quatro semanas para começar a fazer efeito no organismo. Medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos, segundo os médicos, são fundamentais para evitar a proliferação dos vírus.

A imunização de agora é para moradores da Grande SP. O restante dos municípios do Estado deve começar a vacinação da população a partir de 30 de abril.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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