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CIDADE

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08/05/2016

CEREA DESENVOLVE IMPORTANTES PROJETOS SOCIAIS EM ITUVERAVA

Entidade tem inovado ao procurar assistir alcoólatras e desenvolvendo um projeto sócio-assistencialista

Além do importante e eficaz trabalho desenvolvido no tratamento de alcoólatras, o Cerea de Ituverava (Centro de Recuperação de Alcoólatras) tem inovado e procurado desenvolver trabalhos sociais que abranjam não apenas pessoas que consomem bebidas alcoólicas com freqüência, mas toda a comunidade, especialmente os menos favorecidos.

A entidade - que já desenvolvia relevantes projetos sociais - mais uma vez inovou, e passou a trabalhar em outras duas importantes ações: uma parceria com o Instituto de Valorização à Vida de Ituverava (IVVI) e a distribuição de alimentos para moradores de rua, que estão em situação de risco.

A parceria do IVVI, conforme explica o coordenador regional do Cerea e presidente do Cerea de Ituverava, Rafael Almeida de Oliveira, funciona através de um intercâmbio entre os assistidos pelas duas entidades.

“Os membros do Cerea visitam o IVVI sempre a entidade, ao passo que os assistidos pelo IVVI participam das terapias de grupo do Cerea, realizadas às segundas-feiras, das 20h às 21h30, todas as semanas”, afirma.

“É uma maneira de as entidades criaram um vínculo, e também é uma forma de demonstrar aos pacientes do IVVI que eles poderão participar de nossas terapias quando terminarem seus tratamentos, o que é importante para terem apoio e evitar recaídas”, ressalta Oliveira.

Moradores de Ruas
A distribuição de alimentos para os moradores de rua em situação de risco é aos sábados, em locais em que essas pessoas se encontram, como a Praça Hélvio Nunes da Silva. “Ressalto, no entanto, que o mais importante dessa iniciativa não é o alimento, mas as palavras que levamos a elas, buscando mostrar os perigos do álcool e outras drogas, e que é possível mudar de vida”, afirma o presidente.

“Lembro que recentemente a ação teve ótimos resultados, e hoje seis ex-moradores de rua possuem moradia fixa e trabalham em fazendas da região”, destaca.

Além dos moradores de rua, sempre que possível a entidade destina alimentos a famílias carentes cadastradas no Cerea de Ituverava.

Entidade conta com novo voluntário desde fevereiro
Desde fevereiro, o Cerea de Ituverava tem um relações públicas voluntário: Everton Garcia Barbosa, que tem contribuído com a entidade em várias ações, como a distribuição semanal de alimentos a moradores de ruas. Ele, que já ajudava a entidade há dois anos, tornou-se oficialmente um cereano.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, Everton explica os motivos que o levaram ao trabalho voluntário. “Fui apresentado ao trabalho do Cerea pelo amigo Júlio César de Moraes, que é professor voluntário na entidade. Sempre gostei colaborar com entidades, e passei a contribuir com doação de roupas e alimentos. Também passei a levar idéias ao Cerea, e agora mais recentemente, passei a integrar esse projeto, que considero muito imporannte para a sociedade”, enfatiza.

Everton Garcia Barbosa também está envolvido com novos projetos do Cerea. Um deles, por exemplo, é construir no terreno de 250 m², localizado ao lado da sede do Cerea, e que também pertence à entidade. “Ainda estamos discutindo o que fazer neste terreno, mas pensamos em construir um prédio com térreo e o andar superior”, destaca o voluntário00.

“O primeiro andar seria um albergue, para retirar moradores, e no térreo, haveria um local onde eles trabalhariam em alguma atividade. Também seria um local onde poderiam ser ministradas aulas de informática para crianças e adolescentes”, conclui.

Cerea desenvolve projetos para diversas faixas etárias
Entre as ações sociais, o Cerea mantém projetos mais antigos, como o “Violência Zero, Disciplina Dez”, que consiste em aulas de Litchuó-Pá Kung Fu ministradas gratuitamente pelo mestre Júlio César Moraes, duas vezes por semana: às quartas-feiras, das 8h às 10h, e às sextas-feiras, as 13h30 às 16h.

Participam da aulas 30 pessoas, entre crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos, que residem na Vila São Jorge e proximidades. “Os alunos recebem gratuitamente as roupas para a prática do esporte, e o projeto exige bom desempenho escolar, e tenham notas altas, para que continuem participando do projeto”, destaca Rafael.

Estética
Outro relevante projeto é o Cerea Fashion, em que a professora Vanilda da Silva Freitas ministra aulas de manicure. As aulas acontecem às terças-feiras, das 13h às 17h, e às quartas-feiras, das 20h às 21h30, e o curso está prestes a formar a sua terceira turma, que conta com 12 alunas.

“Antes já se formaram outras 29”, afirma o presidente Rafael Almeida de Oliveira. Esse projeto é muito importante porque se trata de capacitação profissional, que permite que as mulheres consigam uma renda extra para a família. É bom lembrar que a grande maioria das formadas está no mercado de trabalho”, enfatiza.

Visitas
Outra importante ação do Cerea são visitas domiciliares às famílias cadastradas na entidade. “Visitamos famílias que estão desestruturadas e em situação de vulnerabilidade social. Ouvimos sobre as suas necessidades, e buscamos ajudá-las da melhor forma possível”, relata o presidente.

Entidade necessidade de maior apoio financeiro
Para desenvolver tantas ações, naturalmente o Cerea de Ituverava (Centro de Recuperação de Alcoólatras) precisa de recursos, e como não conta com verbas públicas, a entidade tem buscado se manter através da promoção, como bazares, veda de pizzas e feijoadas.

No entanto, o dinheiro nem sempre é suficiente para atender às necessidades do Cerea. Por isso, a Tribuna de Ituverava conclama a população para conhecer o relevante trabalho da entidade e, se possível, contribuir da maneira que puder.

“Uma das dificuldades que estamos tendo, por exemplo, é para conseguir os alimentos para servir as refeições aos moradores de rua e famílias necessitadas. Por isso peço a quem tem condições para que entre em contato conosco pelos telefones 3839-6127 e 98177-3122, ou que se dirija ao Cerea, à Rua Antônio Fernandes, 162, na Vila São Jorge”, diz o presidente do Cerea, Rafael Almeida de Oliveira, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

“Nosso objetivo é desenvolver um trabalho sócio-assistencial e resgatar a dignidade de pessoas, sejam elas moradores de rua, desabrigados e famílias carentes”, destaca.

Recuperação
Uma prova da relevância do trabalho desenvolvido pelo Cerea está em suas estatísticas: desde a fundação da entidade, em 1977, passaram pelo Cerea de Ituverava 2.760 pessoas, das quais 80% foram recuperadas e devolvidas à sociedade.

“O papel do Cerea não é apenas resgatar o alcoólatra, mas também reestruturar sua família. E o pagamento por esse trabalho vem quando visitamos a casa de um recuperado e perguntamos ao seu filho ‘onde está o papai?’, e com um sorriso no rosto, ele responde ‘está trabalhando’. Nenhum dinheiro do mundo paga isso”, destaca Rafael.

Organização
Além disso, a entidade é bastante organizada. Todos os meses a diretoria do Cerea faz uma prestação de contas de tudo aquilo que foi gasto e desenvolvido ao longo daquele mês. O mesmo procedimento ocorre com a prestação de contas anual, feita por uma contadora.

É importante lembrar que muito dessa organização se deve ao presidente Rafael Almeida de Oliveira, um idealista que muito tem feito pela entidade nos últimos anos, não só como presidente em Ituverava, mas também como coordenador regional do Cerea.

“Há 17 anos eu estava na sarjeta, e minha vida tomava rumos muito tristes. Então fui agraciado e resgatado por Deus, que não se esqueceu de mim, embora eu O tivesse esquecido. Desde então, tenho buscado ajudar as pessoas a se libertarem de vícios, muitas vezes dedicando mais de 12 horas do meu dia por essa causa, pois sinto que é um dever que tenho com a sociedade”, destaca.

Entidade
Em atividade em Ituverava desde 1977, o Centro de Recuperação do Alcoólatra (Cerea) é considerado uma referência no combate àquele que é um dos vícios que mais atinge os brasileiros: o alcoolismo. A entidade funciona em sede própria, localizada Rua Antônio Fernandes, 162, na Vila São Jorge, prédio que conta com amplo salão, cozinha, banheiros e recepção.

O local ainda possui ventiladores, cadeiras, panelas e uma máquina de cortar frios, doados pelo Fórum de Ituverava. “O que precisamos agora, com certa urgência, é um novo computador, pois o nosso está com problemas na memória interna. Por isso peço a quem tiver condições para que doe um novo, ou em boas condições de uso, doe à entidade, pois máquina é imprescindível para os trabalhos da entidade”, completa.

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