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21/05/2016
Expectativa de vida tem aumentado no estado de São PauloNa região de Franca, da qual Ituverava faz parte, expectativa é ainda maior, e chega a 75,9 anos
A Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) recentemente divulgou resultado de um estudo a respeito da expectativa de vida no Estado de São Paulo. Os dados levantados abrangem o período que vai de 1950 a 2014, e levam em consideração diversos aspectos como idade, sexo e causas de morte.
As estatísticas do Registro Civil, elaboradas pela Fundação Seade, permitem o dimensionamento da mortalidade por causas de morte e a análise de sua influência no crescimento da expectativa de vida estadual.
O estudo, que divide São Paulo em Regiões Administrativas, possibilita a compreensão das tendências regionais de duração da vida média.
Foi constado que a esperança de vida no Estado de São Paulo aumentou 21,5 anos entre 1950 e 2014, com crescimento médio de 4 meses de vida a cada ano, passando de 54,2 para 75,7 anos, nesse período.
Incremento
Mostrou-se também que nos primeiros 14 anos do século XXI, ou seja, de 2000 a 2014, o incremento foi de 4,1 anos, confirmando a continuidade da tendência de aumento da vida média. O Estado de São Paulo posiciona-se entre a média latino-americana (74,6 anos) e a da Europa (77,0), com 5,2 anos acima da média mundial (70,5).
Entre 2000 e 2014, a diferença entre a esperança de vida feminina e a masculina diminuiu de 9 para 6,7 anos, em razão, principalmente, da redução acentuada da mortalidade por causas externas entre os adultos jovens. Também foi observado que 64,4% do aumento da esperança de vida no Estado, entre 2000 e 2014, resultou da queda da mortalidade por doenças do aparelho circulatório, por causas externas e por afecções originadas no período perinatal.
Maiores expectativas
Em 2014, as maiores expectativas de vida foram observadas nas Regiões Administrativas de São José do Rio Preto (76,1 anos), Ribeirão Preto (76,0), Franca (75,9) e Campinas (75,9).
Também foi observado que os maiores acréscimos regionais de esperança de vida ao nascer, entre 2000 e 2014, ocorreram nas Regiões Metropolitanas da Baixada Santista (4,5 anos) e de São Paulo (4,5 anos).
“A eliminação de mortes precoces ainda representa um fator crucial na elevação da vida média paulista, mas a tendência futura deverá ser de concentração progressiva das atenções nas idades mais avançadas”, diz o estudo.
Causas de morte no estado
As principais causas de morte no Estado de São Paulo mostram diferentes composições segundo grupos etários. Para as crianças menores de 1 ano destacam-se as afecções originadas no período perinatal, que respondem por 57% dos óbitos; para aquelas entre mais de 1 e 14 anos predominam as mortes por causas externas (26%); para a população de 15 a 39 anos a predominância das causas externas aumenta para 50%; entre 40 e 59 anos as doenças do aparelho circulatório passam a dominar, com 28%, e na faixa de 60 anos e mais esse grupo de doenças é responsável por 34% das mortes.
Índice na região de Franca é superior à média do Estado
Embora o estudo realizado pela Seade não tenha dados específicos sobre Ituverava, pode-se observar que na região de Franca, da qual Ituverava faz parte, a esperança de vida é de 75,9 anos, ou seja, 0,2 ano a mais que a duração média de vida do Estado. De 2000 a 2014, a expectativa de vida na região cresceu 3,1 anos.
O Radar Regional da Fundação Seade analisa a esperança de vida da população e seus principais condicionantes nas diferentes regiões do Estado de São Paulo. Para cada uma delas são apresentadas, além desse indicador, informações sobre mortalidade por grupos etários, inclusive por principais causas de morte.
Ituverava
Em Ituverava, é possível constatar que a população tem envelhecido com qualidade de vida. Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 5.551 idosos, ou seja, pessoas com 60 anos ou mais.
Alguns fatores são fundamentais para manter essa qualidade de vida, como a tranqüilidade da cidade e o Centro de Convivência da Terceira Idade, que incentiva a prática de atividades físicas entre os idosos. Estão disponíveis gratuitamente para eles, atividades como voleibol, natação, atletismo e bocha. Há ainda as práticas que buscam manter a mente dos idosos ativa, o que também é muito importante para a saúde e qualidade de vida, como o xadrez, dominó e damas.
Claro, sem falar da qualidade da saúde pública que a cidade oferece, com Programa de Saúde da Família (PSF), com 9 postos espalhados no município, com uma cobertura de cerca de 80% da população.
Levantamento da Tribuna de Ituverava
Levantamento feito pela Tribuna de Ituverava, tendo como base os dados de pessoas que faleceram no município nas últimas 18 semanas, constatou que a média de idade das pessoas que faleceram na últimas 18 semanas, é de 76,50 anos para mulheres e 69,12 anos para os homens. Com isso, a média de idade média de pessoas que faleceram na cidade é 72 anos.
Claro que o levantamento não pode ser considerado como um dado oficial, pois não foi feito com critérios metodológicos como os utilizados em estudos e pesquisas, porém é um dado interessante, e que reflete como tem sido a expectativa de vida no município nos últimos meses. É bom observar que a média de idade em que as mulheres têm falecido em Ituverava é condizente com a média estadual e da região de Franca.
Estudo feito pela Seade ajudará a compor o IDH
A duração média de vida da população residente no Estado de São Paulo aumentou 21,5 anos entre 1950 e 2014. Em 1950, a esperança de vida ao nascer era de 54,2 anos e, em 2014, esse indicador alcançou 75,7 anos.
A expectativa de vida ao nascer, como indicador-síntese do nível da mortalidade diretamente associado às condições gerais de saúde da população, é largamente disseminada no mundo, compondo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas na dimensão da longevidade.
As estatísticas de mortalidade elaboradas pela Fundação Seade, com base nos dados do Registro Civil, possibilitam o acompanhamento da esperança de vida do Estado e suas regiões, além de outros indicadores mais detalhados de mortalidade e saúde.
Estudo
“Esse estudo se propõe a analisar alguns aspectos relevantes relacionados à evolução da esperança de vida em São Paulo, em especial a influência das causas de morte na esperança de vida estadual e nos diferenciais regionais”, ressalta o estudo.
Avanços na Medicina foram fundamentais para aumento
As evidências históricas internacionais indicam que os ganhos de esperança de vida no passado, durante a superação da fase crítica das doenças infecciosas, foram excepcionalmente elevados, reduzindo-se, posteriormente, com predominância progressiva das doenças crônico-degenerativas e causas de morte produzidas pela sociedade (acidentes de transporte, agressões, uso de drogas, etc.).
Vários pesquisadores tentaram, ao longo do século passado, estabelecer limites superiores para a esperança de vida, mas esses foram sistematicamente sendo superados pela evolução da vida média em diversos países.
“Os avanços no campo cardiovascular, que vem evitando mortes precoces entre adultos e idosos, as políticas públicas de prevenção de acidentes de transporte e a redução das mortes violentas são exemplos da continuidade da redução das mortes precoces e do aumento da esperança de vida”, constata o estudo.
Redução de Risco
A análise realizada com os dados produzidos pela Fundação Seade explicitou a importância da queda das taxas de mortalidade por causas externas e dimensionou o seu impacto nos ganhos de vida média da população residente no Estado de São Paulo. A isso se somou a redução expressiva dos riscos de morte no âmbito das doenças do aparelho circulatório e afecções originadas no período perinatal, entre outras.
Os avanços de vida média, no futuro próximo, dependerão não somente da manutenção das conquistas já realizadas, mas também da ampliação das ações visando reduzir outras causas externas.
O aumento ou a inalterabilidade dos riscos de morte por acidentes de transporte em quase todas as regiões do Estado suscitam atenção especial no sentido de reverter esta tendência.
Evidentemente, a maior difusão, à totalidade da população, dos progressos da medicina, por meio dos sistemas de saúde e da seguridade social, é determinante na redução das mortes evitáveis.