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13/06/2016
O medalhista olímpico, Edson Luciano e alunos, durante visita à Escola “Justino”Ituveravenses conquistaram 13 medalhas, sendo 8 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze
Na quarta-feira, dia 8, o medalhista olímpico Édson Luciano Ribeiro proferiu palestra na Escola Estadual “Capitão Antônio Justino Falleiros”. Ele, que conquistou medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a prata em Sydney (2000) - esta última com o auxílio do piauiense Cláudio Roberto Souza, nas provas de revezamento 4x100, falou sobre sua carreira como velocista.
Acompanhado de seus assessores, o ex-atleta foi recebido pela direção da escola e alunos. Também esteve presente o vereador Luiz Araújo. Destacando grandes momentos de sua carreira profissional, Edson, iniciou sua palestra motivacional, contando como se interessou pelo esporte.
Aos 43 anos, o paranaense que já trabalhou como lavador de carros, mecânico e frentista, antes de conhecer o atletismo, é o que se pode chamar de homem de equipe, e foi nessa função que chegou a dois pódios olímpicos. Filho de pai mecânico e mãe zeladora, o atleta só descobriu a vocação para o esporte aos 19 anos, quando servia o Exército (Tiro de Guerra).
Se destacando em competições internas do TG, começou a fazer testes e procurar equipes para correr profissionalmente. Em 1994, mudou-se para Presidente Prudente para integrar a equipe da Unoeste, com Claudinei Quirino, André Domingos e Vicente Lenílson.
No ano seguinte já era integrante do quarteto titular do revezamento 4x100m, no Campeonato Mundial de Gotemburgo (Suécia). Como homem de equipe, ganhou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000.
No Mundial de Paris, em 2003, Edson conquistou a medalha de prata. Em 1999, o corredor foi campeão pan-americano em Winnipeg, no Canadá. Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana em 2003, a equipe do velocista repetiu a façanha anterior e levou o ouro do bicampeonato.
Vida pessoal
O medalhista também falou sobre sua vida pessoal pós-carreira esportiva. “Algumas vezes as oportunidades se apresentam, e são formas de trabalhar mais. Assim que encerrei a minha carreira, estava tudo bem, tinha créditos para ser técnico de atletismo, mas aquilo não me chamou a atenção. Fiquei exercendo a função algum tempo, mas eu queria mais e para isso, era preciso aprender mais”, afirma.
“Foi então que aos 36 anos, voltei às salas de aula, ingressei no curso de Educação Física, na UNIFRAN e me especializei em Treinamento, porque ainda imagina que poderia ser um técnico. Posteriormente conheci um amigo, que se tornou meu sócio e acabamos criando algumas empresas na gestão de projetos esportivos. Assim, desta maneira comecei proferir palestras voltadas para crianças, e foi aí que me encontrei, pessoal e profissionalmente”, explica o ex-atleta.
Incentivo ao esporte
Segundo a professora Claudete Martins Rocha, receber o ex-atleta é uma forma de incentivar o esporte e também mostrar aos alunos que na vida ‘tudo é possível’. “Tudo depende do esforço e dedicação de cada um, em ir ou não na busca de seus sonhos. Ouvir as experiências de alguém que chegou tão longe no esporte é muito importante, pois eleva a auto-estima dos alunos, que passam a se identificar mais, com essa realidade”, destacou.
“Nós, da Escola “Justino”, agradecemos a presença do ex-atleta Edson Luciano, que nos proporcionou a oportunidade de conhecer um pouco de sua história e partilhar de momentos tão enriquecedores de sua carreira. Colocamos-nos a sua disposição para quando quiser voltar com suas palavras de ânimo e incentivo”, ressaltou Claudete.
Olimpíadas
Questionado sobre a relevância das Olimpíadas no incentivo ao esporte na juventude, Edson foi enfático. “Como ex-atleta, torci muito para que as Olimpíadas fossem, no Brasil. O evento chegou em um momento político complicado, porém acredito que pode deixar um legado, para que possamos futuramente trabalhar mais a questão do esporte, ter uma política pública esportiva mais ativa e de repente, ter no meu lugar, alguém que esteja à frente do país buscando fazer outras crianças encontrarem no esporte, um futuro”, salientou.
Encerrando a visita, ele ressaltou que acredita no potencial do Brasil, e que o país se sairá bem nos jogos olímpicos. “É preciso acreditar que é possível. Nosso país é excelente em vários aspectos, principalmente quando se diz respeito ao esporte. Temos crianças e jovens com estruturas físicas para praticar qualquer modalidade esportiva. Como ex-atleta, torço para que o Brasil consiga realizar as Olimpíadas da melhor forma possível ,e que ela deixe um legado para que os jovens façam suas vidas através do esporte, assim como eu fiz”, concluiu.