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01/07/2016
A jovem Júlia Almeida, que foi encontrada morta em um canavialJúlia Almeida, registrada com o nome de Luis Paulo Ferreira de Almeida, foi encontrada morta em um canavial
Um crime praticado com extrema crueldade chocou a população ituveravense. A travesti Júlia Almeida, 28 anos, registrada com o nome de Luis Paulo Ferreira de Almeida, foi encontrada morta em um canavial, no último final de semana.
O corpo dela, que havia desaparecido terça-feira, 21 de junho, estava parcialmente carbonizada e com arames em volta do pescoço. O caso rapidamente ganhou repercussão em todo o país.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi vista saindo com uma pessoa de um carro branco na terça-feira. Estranhando o sumiço de Júlia, os familiares e amigos tentaram contato, no entanto, e como não obtiveram, acionaram a Polícia e registraram o desaparecimento.
No dia 25, por meio de uma denúncia anônima, os policiais chegaram a um canavial próximo à Vicinal Jerônimo Nunes Macedo (Campus II da FE), onde encontraram a vítima nua e com marcas de violência. Pelas condições em que o corpo foi encontrado, o delegado João Paulo de Oliveira Marques acredita que a travesti foi asfixiada com o arame e posteriormente queimada.
"O corpo foi carbonizado talvez para se desfazer dos vestígios. Ainda na se a motivação do crime. Temos um suspeito, mas ainda não vamos divulgar o nome para não atrapalhar as investigações", afirma.
O delegado João Paulo de Oliveira Marques aguarda imagens de câmeras de segurança de locais pelos quais Júlia Almeida foi vista antes de morrer, bem como o laudo do exame necrológico para apurar mais informações sobre o caso.
Manifestação
Devido ao crime, amigos e familiares de Júlia Almeida se uniram para realizar a Marcha Contra a Homofobia, evento previsto para ocorrer hoje, sábado, a partir das 9h, com saída do Cristo Redentor, na Avenida Dr.Soares de Oliveira.
Os participantes deverão caminhar pela Avenida, com cartazes em protesto à violência contra homossexuais, fato que infelizmente tem sido muito recorrente, inclusive na região. “Será em memória e homenagem à Júlia Almeida, além de ser um meio de lutarmos contra a violência e preconceito aos homossexuais”, completam os organizadores do evento.