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CIDADE

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01/07/2016

PREVENÇÃO AO AEDES AEGYPTI DEVE SER MANTIDA NO INVERNO

População deve manter cuidados com

Embora proliferação do mosquito seja menor nesta época do ano, riscos não podem ser descartados

Engana-se quem pensa que a prevenção contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, deve ser apenas no verão. Agora, no inverno, quando a população do mosquito está mais baixa, os cuidados devem permanecer e serem até intensificados.

Isso porque a proliferação do Aedes pode continuar alta em diversas cidades do Brasil, já que em muitas a mudança entre inverno e verão é sutil. A possibilidade de contrair as doenças nesta época, no entanto, realmente é menor. Isso porque no inverno não ocorrem os picos de epidemia – quando há uma população suscetível ao vírus –, ou seja, menos pessoas ficam doentes.

No entanto, o risco não está descartado. O infectologista Juvêncio Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), também afirma que o frio limita a população de Aedes aegypti, mas que, mesmo assim, ainda haverá ocorrências no período. “Se formos para os Estados do Sul, os casos de dengue, por exemplo, serão menores do que no Nordeste e Centro-Oeste. Mas é evidente que lá também vai haver a transmissão”, avalia.

Medidas de prevenção
O médico enfatiza que as medidas de prevenção contra o mosquito devem continuar. “Quando se faz o combate durante todo o ano, quando se impede os criadouros, é ai que nós temos uma redução do número de casos no ano seguinte”, alerta.

Para não deixa o Aedes aegypti procriar e diminuir a chance de contrair a dengue, o zika vírus e a chikungunya, é essencial não deixar água acumulada em vasos de plantas e pneus, usar roupas brancas e compridas e utilizar repelente.

Queda
Os casos de dengue deste ano, no Brasil, apresentaram queda antecipada em relação aos anos anteriores. Historicamente, a redução no número de casos era observada a partir do mês de junho. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que, a partir do mês de março, o país começou a mostrar tendência de redução, demonstrando um comportamento diferente do habitual neste ano. Os números dos casos de dengue estão em declínio e já apresentaram redução de 99,2% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano.

O pico da doença, quando é percebida maior incidência de casos notificados, também ocorreu antes do previsto, em fevereiro, com 106.210 casos registrados na última semana do mês. Em anos anteriores, a maior incidência de casos ocorria nos meses de abril ou maio.

Já na última semana de maio, os números caíram para 779 casos da doença em todo o país. Os números reforçam, mais uma vez, que os resultados das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, intensificadas pelo governo federal desde o final do ano passado, contribuíram para antecipação da curva de sazonalidade da doença.

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