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10/07/2016
Autoridades recepcionam o secretário Arnaldo Jardim, na Tribuna de ItuveravaNa ocasião, ele foi homenageado como padrinho da turma de formandos de Agronomia da Fafram
Esteve em Ituverava na última quinta-feira, 7 de julho, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo., e deputado federal, Arnaldo Jardim. Na ocasião, o político do PPS foi padrinho da 50ª turma de formandos de Engenharia Agronômica da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
Antes de participar da solenidade, Jardim esteve na redação da Tribuna de Ituverava, onde foi recebido pelo diretor do jornal, o jornalista José Luiz Alves Cassiano. O secretário também se reuniu com autoridades e lideranças políticas. Entre elas o presidente da Fundação Educacional de Ituverava, o empresário César Luiz Mendonça; o diretório do Sindicato Rural de Ituverava e presidente do diretório do PP em Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia; o pré-candidato a prefeito, Luiz Araújo; o pré-candidato a vice-prefeito, o médico José Ângelo Sicca;; o presidente do diretório do PSL em Ituverava, o vereador Célio Eurípedes da Silveira; o presidente e o presidente do diretório do Solidariedade em Ituverava, Marcos Advíncula Jozazeiro (“Markin do Sindicato”), e o diretor do jornal O Progresso, o jornalista Gerson Fontebassi da Silva.
Filho de Aluizio Pereira Jardim e Diana Calil Jardim, Arnaldo Jardim tem uma estreita relação com Ituverava, onde, inclusive, passou parte da juventude, e seu pai foi empresário e candidato a vice-prefeito, e sua mãe professora do então grupo Escolar Fabiano Alves de Freitas.
Arnaldo Jardim é o responsável por relevantes obras no município, entre elas o bairro Benedito Trajano Borges (na época em que era secretário estadual de Habitação), a construção de casas populares no bairro Jardim Guanabara, construção da Praça de Esportes “Trajano Salomão Borges”, construção do Posto de Saúde “Alcides Mesquita Garcia Júnior”, localizado no bairro Jardim Independência e, mais recentemente, a Vila Dignidade, conjunto com 24 moradias, exclusivas e adaptadas para idoso. Ele também consegui verbas para o e recapeamento da Avenida Dr. Sores de Oliveira, e para entidades como Santa Casa de Misericórdia de Ituverava, Grupo ASA, Abrigo de Idosos “Takayuki Maeda”.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o secretário Arnaldo Jardim falou sobre a homenagem recebida dos formandos do curso de Agronomia, Ele também falou sobre o setor agropecuário, do atual momento político brasileiro e anunciou verba no valor de R$ 300 mil para a Santa Cassa de Misericórdia, que segundo ele é uma das mais importantes e bem administradas da região.
Confira:
Homenagem
“Receber esta homenagem da Fafram e dos alunos do curso de Agronomia é, primeiramente, uma grande responsabilidade, pois é uma instituição muito respeitada e é um curso que lida com uma área extremamente importante para o desenvolvimento do país. Estar presente nesta solenidade foi emocionante, pois saí de Ituverava ainda jovem para estudar e hoje vejo que a cidade possui cursos considerados referência, portanto, aquilo que era um sonho de muitos jovens da época se tornou realidade. Ituverava é hoje um verdadeiro polo educacional”.
Agricultura
“Estamos vivendo momentos repletos de desafios no Brasil e de grande recessão, porém, em meio a essas dificuldades, ficou bastante claro que realmente é o setor agropecuário que segura as pontas do país. O futuro precisa ser construído a partir do setor agropecuário, pois é ele que pode responder de forma mais rápida aos problemas econômicos, com uma cadeia produtiva e que gera muitos empregos.
Também aprendemos que o Brasil é cada vez mais reconhecido como potência produtora no mundo, não só de alimentos, mas também de energia gerada a partir da agricultura. Temos agricultores ousados, modernos e inovadores”.
Encontro
“Nesta semana, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi se reuniu com representantes da embaixada dos Estados Unidos no Brasil para discutir assuntos ligados à sua pasta. Foi um encontro muito importante, que pode beneficiar o Brasil de diversas formas.
Recentemente também tivemos um encontro para discutir sobre o assunto em São Paulo, onde estiveram presentes representantes de mais de 20 países, o que demonstra a importância do Brasil para este setor em nível mundial”.
Michel Temer
“Desejo que o processo de impeachment se resolva o mais rápido possível para consolidar o governo de Michel Temer. Votei pelo impeachment com convicção, e toda a situação econômica deixa clara a gravidade dos problemas provocados pela presidente Dilma.
Acredito que Michel Temer tem acertado na política econômica, e ele tem credibilidade para endurecer com medidas que se fizerem necessárias. Espero que recupere a estabilidade econômica do país e institua políticas mais realistas, menos demagógicas e mais eficazes no país”.
Eduardo Cunha
“Sobre a renúncia de Eduardo Cunha como presidente da Câmara, acredito que isso até demorou à acontecer. Vejo isso como uma situação de renovação política, e desejo que as eleições municipais sejam um momento de reafirmar isso, elegendo pessoas que tem seriedade e respeito com a população”.
Verba
“Foi uma grande alegria estar em Ituverava mais uma vez. Aproveito a oportunidade para lembrar que quarta-feira recebi a notícia de que uma verba de R$ 300 mil, advinda através de um emenda de minha autoria, foi liberada para a Santa Casa de Misericórdia. Tenho uma relação muito bonita e intensa com Ituverava, e espero que a proximidade seja cada vez maior”.
A Força do Campo (Arnaldo Jardim)
Do campo ao supermercado, a agropecuária é formada por gente compromissada em fazer deste o mais pujante setor da economia brasileira. É a atividade que tem salvado os índices econômicos, em meio a um cenário nebuloso, conta com pessoas que sabem o valor de sua profissão, conscientes de sua atuação e com a certeza de que sem suor não há frutos a serem colhidos.
O profissional do campo há muito deixou de ser apenas o dono da terra, que plantava e colhia para sua subsistência. A cada vez maior demanda mundial por alimentos fez com que dele fosse exigida maior profissionalização, conhecimento e ampla visão da realidade “ver além da porteira”.
Hoje em dia esse profissional não pode estar desconectado do que acontece no mundo, dos fatos que influem diretamente no preço da commodity que ele planta, que alteram o clima responsável pela chuva que sua terra molha. Não se furta a participar da política que define quanto será investido no campo onde ele trabalha.
Em tempos de agricultura de precisão, com máquinas operadas via satélite, tecnologia avançada em cada pequeno grão de milho e pesquisas capazes de aumentar a produtividade, não há espaço para amadorismo. O agronegócio é um mercado mundial, rápido, competitivo, especializado.
É preciso oferecer o produto de mais qualidade com o menor preço sem deixar de cuidar da preservação ambiental, não ignorando os reflexos sociais de cada cadeia produtiva. O profissional da agropecuária vai muito além do campo, ultrapassa porteiras, passa por estradas e chega à cidade.
É o pesquisador que inova, é o vendedor de insumos, o caminhoneiro que transporta a produção a ser carregada para o navio pelos braços do estivador. É o médico veterinário, o zootecnista e o engenheiro agrônomo, é o peão da fazenda e o professor das universidades. Está representado pelos 4.416 colaboradores de nossa Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Mas infelizmente não são animadores os dados quando se fala em emprego no campo. De acordo com o mais recente levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de 2004 para 2014, o número de empregados do setor caiu 20% no Brasil todo. O número de empregadores diminuiu 51,9%.
O total de empregos na agricultura familiar, que considera a soma de quem trabalha por conta própria, para o próprio consumo ou não remunerado, teve queda de 18,2%. Em média, a retração do mercado de trabalho nos últimos 10 anos foi de 19,8%.
É preocupante a projeção do Dieese de que, em 2050, este total será de 8,2 milhões. É pouco diante do desafio de dobrar nossa produção de alimentos para o mundo em 34 anos, conforme projeção da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Precisamos ser competentes para sermos líderes na segurança alimentar.
Obviamente que não podemos olhar esses dados ignorando a mecanização nas atividades no campo, que diminui a necessidade do esforço físico individual. Em 1970, por exemplo, havia pouco mais de 160 mil tratores em operação no meio rural. Número que saltou para 1,2 milhão em 2013. Projeta-se em 1,7 milhão o total dessas máquinas no campo até 2050.
Portanto, os dados sobre número de postos de trabalho devem ser vistos mais amplamente. Contemplam os diretamente empregados, mas não a cadeia produtiva (setor de fabricantes de insumos, defensivos e equipamentos) mais todo o componente da logística (armazenamento e transporte), assim como a cadeia de vendas e/ou administração. Afinal, neste período de decréscimo da mão de obra diretamente empregada tivemos um grande aumento da produção.
Buscar manter a diversidade da estrutura fundiária e de produção (conviverem o pequeno, o médio e o grande), aumentar a produtividade agrícola, a eficiência da logística e diminuir o desperdício são desafios deste vibrante setor. Esta faceta dinâmica e inovadora é a nossa marca, do agro brasileiro!
Por isso é preciso valorizar o profissional da agropecuária. Valorizar não apenas quem tem conhecimento, quem se especializa em universidades, mas também os responsáveis pelo primordial trabalho braçal. É preciso uma política trabalhista para o campo mais justa do que a que se faz hoje.
Profissionais tão importantes devem estar legalmente amparados ao receber os frutos de seu trabalho. Entre 2004 e 2013, a taxa de informalidade/ilegalidade diminuiu 13,16%.
O potencial carregado pelo agronegócio nacional, especialmente nos atuais tempos de crise econômica e política, tem estado limitado pelo pouco trabalho de sua divulgação e fortalecimento não só internamente, mas principalmente fora do Brasil. Temos que estar em todos os eventos mundiais, em todos os fóruns pelo mundo para reforçar a imagem de que Brasil é igual à alimentação e segurança alimentar é igual a Brasil.
Arnaldo Jardim é deputado federal licenciado (PPS-SP) e secretario de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo