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CIDADE

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10/07/2016

ITUVERAVA TEVE MANIFESTAÇÃO CONTRA HOMOFOBIA NO DIA 2

Marcha contra a Homofobia, realizada em Ituverava

No último sábado, 2 de julho, diversas pessoas se uniram para a Marcha Contra a Homofobia, evento que homenageou Júlia Almeida, brutalmente assassinada em Ituverava na última semana. A passeata saiu do Cristo Redentor, no Alto da Estação, e percorreu a Avenida Dr. Soares de Oliveira até a Praça Dez de Março.

Portando cartazes e bandeiras, os manifestantes foram acompanhados por um carro de som, e pregaram palavras de paz, amor e tolerância. Alguns deles usavam camisetas com o rosto da travesti Júlia Almeida.

Segundo a organização, cerca de 500 pessoas participaram do evento. “Ficamos chocados quando soubemos do que ocorreu com a Júlia. A sociedade, infelizmente, apesar de tanto tempo, ainda tem preconceito e pensamento ultrapassado.

Precisamos combater isso, pois caso contrário continuaremos a assistir mais pessoas se tornarem vítimas de violência, seja ela física ou verbal”, afirma uma das organizadoras do evento, Cláudia Borges.

Ainda de acordo com ela, a comunidade LGBT sofre muito. “As pessoas não se lembram que o mesmo sangue que corre na veia deles é o que corre na nossa; a mesma necessidade que eles têm é a nossa a mesma dor que eles têm é a nossa. Não queremos que ninguém tenha dó da gente, mas sim o respeito e a compreensão” “O mundo precisa se conscientizar. Os pais devem conversar com seus filhos, ao invés de promover a discriminação. O Brasil está numa situação complicada, e se a gente não se amar e se respeitar vai tudo ficar pior. Não admito falta de respeito. Tudo que buscarmos é a igualdade, o amor e o respeito”.

O Caso
A travesti Júlia Almeida, 28 anos, registrada com o nome de Luis Paulo Ferreira de Almeida, foi encontrada morta em um canavial, na última semana. O corpo dela, que havia desaparecido terça-feira, 21 de junho, estava parcialmente carbonizada e com arames em volta do pescoço. O caso rapidamente ganhou repercussão em todo o país.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi vista saindo com uma pessoa em um carro branco na terça-feira. Estranhando o sumiço de Júlia, os familiares e amigos tentaram contato, no entanto, como não obtiveram, acionaram a Polícia e registraram o desaparecimento.

No dia 25, por meio de uma denúncia anônima, os policiais chegaram a um canavial próximo à Vicinal Jerônimo Nunes Macedo (Campus II da FE), onde encontraram a vítima nua e com marcas de violência. Pelas condições em que o corpo foi encontrado, o delegado João Paulo de Oliveira Marques acredita que a travesti foi asfixiada com o arame e posteriormente queimada.

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