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26/07/2016

EDIÇÃO 3189 ENQUETE -PAÍS TEME ATAQUES TERRORISTAS DURANTE AS OLIMPÍADAS 2016

Ataque terrorista realizado na França

Em 2015, ataques reivindicados pelo Estado Islâmico deixaram mais de 130 mortos na França

A Polícia Federal deflagrou quinta-feira, dia 21, a Operação Hashtag e prendeu 10 brasileiros suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País.

Cerca de 130 policiais federais cumpriram 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30, além de dois mandados de condução coercitiva e 20 de buscas e apreensões nos Estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Foi veiculada uma notícia informando que um brasileiro, supostamente vinculado ao Estado Islâmico, estaria planejando um atentado durante a Olimpíada do Rio. O governo da França, entretanto, declarou que é falsa a informação.

Na terça-feira, dia 19, a Polícia Militar do Rio de Janeiro lançou uma campanha para que a população colabore com a segurança da Olimpíada, avisando sobre possíveis situações de ameaça. Os treinamentos da segurança têm sido diários.

Foram treinamentos intensos. Na estação do metrô do Maracanã, houve a simulação de um atentado terrorista. Na Praia do Flamengo, o ensaio foi do desembarque de tropas para controlar um protesto violento. Bombeiros simularam o socorro de feridos depois de uma explosão, no Sambódromo.

O principal treinamento no Rio foi no Aeroporto Internacional do Galeão que foi ocupado por tropas da Polícia da Aeronáutica. Além dos militares, agentes da Polícia Federal tiveram ajuda de cães para vistoriar bagagens e cargas suspeitas. Mil e duzentos homens participaram. Eles agiram como se uma bomba de verdade tivesse explodido no saguão de desembarque.

Desconfiança
Na segunda-feira, 18, moradores do Leblon chamaram o Esquadrão Anti-bomba depois que um homem deixou uma mala em frente a um prédio. A polícia descobriu que na mala só tinha roupa suja. A Polícia Militar lançou uma campanha alertando as pessoas para que fiquem atentas a objetos que possam representar ameaça.

“Se você imagina que uma determinada bolsa que está na rua não deveria estar ali, respeite a sua intuição, chame um policial militar, avise um funcionário. Basicamente, a maneira da população ajudar é isso, fazendo valer seu direito de participar do processo de segurança”, declarou Daniel Puga, do Comitê da Coordenação de Comunicação (COE).

Segurança Reforçada
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) está delineando estratégias para reforçar a segurança durante os jogos. Em junho, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou que o contingente de soldados da Força Nacional de Segurança terá reforço de mil homens de São Paulo para a segurança do Rio de Janeiro.

Em abril, a Abin elevou o risco de ataque do Estado Islâmico durante as Olimpíadas ao constatar aumento no número de cidadãos brasileiros que se aliaram ao jihadista Estado Islâmico.

O ministro da Defesa do governo interino de Michel Temer, Raul Jungmann, também admitiu que o Estado Islâmico é uma preocupação para o Brasil, alertando que população não deve ignorar as ameaças.

Aplicativo promete ajudar a evitar ataques terroristas
O uso do app, desenvolvido pela Polícia Federal e a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) e entregue a usuários em um treinamento específico, ganhou relevância em meio a crescentes temores de ataques no Brasil após os atentados de Nice, no sul da França, que deixaram ao menos 84 mortos.

Batizado como "Vigia", o aparelho está em fase final de implantação e já foi entregue a mais de 500 pessoas que passaram pelo treinamento e agora atuarão como multiplicadores em seus locais de trabalho. Com a ferramenta em mãos, profissionais de diferentes áreas poderão acionar uma unidade destacada do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que gerencia toda a operação de segurança dos Jogos.

Segundo a Sesge, o aplicativo instalado em smartphones permitirá que o usuário informe sobre atividades suspeitas, com mensagens de texto, fotos e alertas. Por meio de sistemas de GPS, os policiais no CICC poderão identificar exatamente onde se encontra o usuário, e em tempo real poderão fazer a análise das informações e decidir pela resposta mais adequada.

Enquete
Para saber a opinião de ituveravenses se temem que ataques terroristas aconteçam no Brasil a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana.

Suspeição
Comportamentos incomuns, como por exemplo, um hóspede de hotel que não sai do quarto há muito tempo, um carro suspeito estacionado diante de um local de grande movimentação, pessoas que andam no sentido contrário da multidão numa grande estação ou quaisquer outras atividades suspeitas poderão ser relatadas.

"O aplicativo ajudará tanto na identificação de potenciais crimes comuns, como assaltos ou arrastões, até atividades suspeitas que poderiam levar a um ataque terrorista. Obviamente às vezes um comportamento estranho não tem nenhum aspecto de ameaça de segurança. O usuário será orientado pelo CICC em como proceder e as equipes poderão ativar meios necessários para reagir caso avaliem um alerta como uma ameaça concreta", diz William Murad, delegado da Polícia Federal e diretor de inteligência da Sesge.

Uma das funções do aplicativo permite o envio de fotos de suspeitos, que ao chegarem ao CICC podem ser cruzadas com uma base de dados da Polícia Federal e da Interpol.

Confira as respostas:











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