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01/08/2016

OMS PEDE ATUAÇÃO DE TODOS OS PAÍSES CONTRA A HEPATITE VIRAL

Teste de hepatite: doença é silenciosa e perigosa

Em Ituverava, são desenvolvidas ações de combate a conscientização a respeito da doença

A hepatite viral causa, a cada ano, 1,45 milhão de mortes, motivo pelo qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, na última semana, que todos os países atuem contra a doença reforçando a pesquisa e o acesso ao diagnóstico e tratamentos.

Por conta do Dia Mundial sobre a Hepatite, celebrado em 28 de julho, a OMS quis fazer uma chamada para que a doença, que causa mais mortes por ano do que a Aids, tubercolose e malária, deixe de ser ignorada.

"Seguindo nossa estratégia, acreditamos que se melhorasse a prevenção e os tratamentos, evitaríamos cerca de sete milhões de mortes até 2030", disse em entrevista coletiva o diretor do programa da OMS contra a hepatite, Stefan Wiktor.

A hepatite é a inflamação do fígado, provocada, na maioria dos casos, por uma infecção causada por cinco vírus principais: A, B, C, D, E.

Enquanto A e E são contraídas pela ingestão de água ou comida contaminada, a B, C e D são contraídas através de fluidos corporais, do sangue (compartilhando seringa, por exemplo) ou por via sexual.

Suas variantes mais perigosas são B e C, que atingem cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, das quais entre 20% e 30% terminam por desenvolver cirrose ou câncer de fígado.

Evitar
O tipo B pode ser evitado com vacina (só existe vacina para A e B), não existe imunização para a hepatite C.

No entanto, a C pode ser curada totalmente com remédios, enquanto para a B o tratamento é para a vida toda,já que a infecção é eliminada, mas o vírus se mantém no corpo.

Segundo a OMS, a hepatite não recebe a atenção que precisa para a erradicação, devido à dificuldade de explicar a mortalidade associada à doença, principalmente pela variedade de tipos que existem.

Como se dá o contágio
As vias de contágio são diferentes em cada caso e as mortes normalmente ocorrem décadas após contrair a infecção.

Além disso, em muitas ocasiões, quando a pessoa falece por cirrose ou câncer de fígado, nem sempre é estabelecida uma relação com a hepatite. Para Stefan Wiktor, o problema é que a doença é "silenciosa".

"As infecções, na maioria dos casos, são assintomáticas. Os tipos B e C, a pessoa quando vai ao médico sentindo dores, anos ou décadas depois, já se desenvolveu uma cirrose ou um câncer. Nesse momento é quando muita gente é diagnosticada", explicou o especialista.

"Isto mostra a falta de conscientização e de oportunidades para fazer um exame. O diagnóstico é simples, só é necessária uma amostra de sangue", acrescentou.

Neste sentido, Wiktor ressaltou não só a importância de se concentrar nos tratamentos, mas também nas campanhas de prevenção e sensibilização, ao assegurar práticas seguras nos centros sanitários e fomentar a vacinação.

A Assembléia Mundial da Saúde aprovou, no mês de maio, pela primeira vez uma estratégia para tratar até 2020 aproximadamente 8 milhões de pessoas portadoras de hepatite B ou C.

Para 2030, a organização fixou como objetivo reduzir as novas infecções da doença em 90% e as mortes em 65%.

Atualmente e graças à inclusão dos fármacos contra os tipos A e B nas cartilhas de vacinação, 82% das crianças no mundo estão imunizadas contra ambos tipos da doença.



Ituverava desenvolve ações contra a doença



A Secretaria Municipal de Saúde tem desenvolvido importantes ações no combate à hepatite. Todos os anos, por exemplo, é realizada a Campanha Contra a Hepatite B e C, Sífilis e HIV, quando as pessoas fazem testes para detectar estas doenças em postos de saúde.

O objetivo da campanha é atrair a atenção da população sobre a importância do diagnóstico precoce da hepatite, para eficácia do tratamento, uma vez que Hepatite B e C, Sífilis e HIV são doenças silenciosas e os sintomas demoram a surgir.

Também funciona no Centro de Saúde, o Ambulatório de DST/AIDS de Ituverava, que, entre outras funções, realiza testes de hepatite e orienta a respeito da doença. Também são feitos trabalhos preventivos, visando levar informações à população a respeito dos meios de evitar o contágio.

Doença
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que – em todo o planeta - 400 milhões de pessoas estejam infectadas pelos vírus da hepatite B e C, número dez vezes maior que o de pessoas contaminadas pelo HIV, mas a maior parte dos portadores sequer sabe que está doente. Segundo a OMS, apenas uma em cada 20 pessoas com hepatite viral sabe que está doente e só uma em cada 100 com a doença está recebendo tratamento.

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